08 outubro 2006

 

A Feira de Outono: Figos, nozes e bifanas

Esta Feira Nova de Outono tem nada de novo. É como uma rosa sem flor e sem espinhas. O espaço é arrumado e maior que nos anos passados. Há um pouco menos de barulho. Os nozes, os figos, os enchidos, os queijos secos são sempre os mesmos. Gosta quem gosta. Uma feira tradicional sem inspiração nem inovação, como há centenas neste pais.
Miguel Mosquito

04 outubro 2006

 

À Descoberta dos Tortulhos


Fotografia: Miguel Mosquito
Tortulhos (boletus edulis)

Os cogumelos selvagens que se encontram no Concelho de Alcácer: tortulhos, laranjinhas, cantarelos, púcaras, pinhaleiros, etc. tem sempre um lugar certo na Ementa do Restaurante “A Descoberta” em Alcácer do Sal. Nos próximos dias, as “estrelas” são os tortulhos que já apareceram.
Alguns pratos do chefe Catherine: sopa de tortulhos ; terrina de cogumelos selvagens; tortulhos cm fricassé; tortulhos salteados c/alho, azeite e pinhões ; tortulhos c/ovos mexidos; massa italiana c/ tortulhos e rúcula; risoto de tortulhos ; empadas de cogumelos selvagens ; bacalhau assado no forno c/ tortulhos e puré de azeitonas; chambão de novilho c/ tortulhos e arroz de pinhões ....

Restaurante A Descoberta
Avenida João Soares Branco, 15 – 16
Alcácer do Sal
Tel. 265 623 877
4ª-feira a Domingo

 

Colheita de Cogumelos: Código de Conduta

Com a chuva de fim de Setembro, os cogumelos selvagens regressaram em força. Que boa riqueza gastronómica !
Mas precisa de saber apanhar os cogumelos e respeitar algumas regras. Por isso, publico mais uma vez um texto já publicado no mês de Novembro do ano passado:


O código de conduta seguinte é editado pelo Centro de Micologia da Universidade de Lisboa
Rua da Escola Politécnica, 58
1250-102 Lisboa

Recomendações gerais

* Obtenha sempre autorização do proprietário ou do administrador do local antes de entrar no terreno, e explique o motivo da sua visita.

* Siga a legislação da região .
* Procure não causar estragos na vegetação, na manta morta, no solo, etc...
* Evite retirar pedaços de árvores, a menos que tal seja necessário para identificar um fungo.
* Leve consigo um bom guia de campo e procure identificar o maior número possível de fungos in situ.
· As matas antigas geralmente contêm uma variedade rica em diferentes tipos de fungos que pode incluir algumas espécies raras. Deve ter-se um cuidado especial quando se colhe nestes locais.

Colheita para alimentação

* Tenha atenção ao facto de alguns fungos serem extremamente venenosos e muitos outros poderem provocar indisposições.
Algumas pessoas têm reacções alérgicas após a ingestão de determinadas espécies.
Assegure-se de que consegue identificar fungos, frequentando um curso de campo ou participando uma exploração micológica dirigida por um especialista antes de começar a fazer colheitas.
* Não colha espécimes que não tenciona comer.
* Respeite e proteja outras espécies, incluindo as venenosas.
* Não colha espécies raras ou que constem da Lista Vermelha.
* Colha apenas de populações numerosas e não apanhe mais do que a quantidade que pretender consumir. Na linha das normas observadas em muitos países europeus, recomenda-se que não colha mais de 1,5 Kg por visita ou não mais de metade dos corpos frutíferos de qualquer espécie presente, o que for menor. Para colher maiores quantidades para fins lucrativos ou para utilização deve obter previamente o acordo do proprietário ou do administrador do local.
* Não colha cogumelos muito jovens (formas com o chapéu ainda fechado). Se der tempo para os cogumelos expandirem o chapéu, permitirá a dispersão dos esporos e poderá ter um exemplar maior para comer.
· Nas reservas naturais e em outras áreas protegidas não é provável que seja permitida a colheita com fins gastronómicos. Antes de colher consulte sempre o proprietário ou administrador do local.

(Seguem Orientações para a colheita com fins científicos e Recomendações para os orientadores de explorações micológicas)

Recomendações para proprietários e administradores dos terrenos

* Se o terreno for uma Reserva Natural, uma Área Protegida, um Parque Natural, será conveniente limitar a apanha à colheita para fins científicos.
* Os grupos integrados em excursões micológicas deverão ser bem acolhidos e encorajados; contudo poderão impor-se limites ao número de visitas. Podem utilizar-se as “Recomendações para orientadores de explorações micológicas” para garantir uma prática correcta no seu terreno.
* Se for autorizada a apanha para fins comerciais, o proprietário ou o administrador poderá passar uma autorização escrita válida por um ano, o que lhe permitirá rever a situação anualmente. A autorização pode especificar os seguintes tópicos, recorrendo, se necessário, aos conselhos de um especialista em fungos:
* A área onde a colheita é permitida
* Espécies que podem ser colhidas
* Quantidades que podem ser apanhadas
* Épocas durante as quais as colheitas podem ser efectuadas
* Procedimentos para a colheita, tais como o uso de cestos em vez de sacos.

O proprietário ou o administrador pode querer que os pormenores da colheita sejam registados e lhe sejam entregues, a fim de possibilitar um controlo da colheita anual.
Pode fazer disto uma condição para renovar a autorização.

 

Conversas de Esplanada

Fotografia: Miguel Mosquita

- O Maria, com este barco, o Executivo da Câmara não nos leva à bom porto.
- Com certeza, não. Pois, só de aparências não se navega.

01 outubro 2006

 

A Semana do Turismo: um fracasso deprimente


Posto do Turismo (com invasão de "OVNIs")

A Semana do Turismo de Alcácer do Sal acabou na 6ª-feira com um balanço mais que decepcionante (enganoso). A palavra “deprimente” ilustra ainda melhor a situação. A organização foi diletante, tanto na concepção do evento como mesmo nos pormenores da execução.

Segundo uma sondagem que íamos fazendo durante a semana com os restaurantes, comerciantes e donos de residenciais que participaram na acção, a semana estava medíocre, sem afluência particular, e ninguém se apresentava com o anunciado “voucher” que dava direito a uma redução de 10% nos preços.

A pequena “Mostra de Produtos Locais e Regionais” que foi organizada durante o fim da semana passada na Avenida dos Aviadores, com oito stands, não atraiu o público, com a excepção de alguns Alcacerenses. Vinte cinco minutos de bailes do Rancho Folclórico não chegaram para mudar a impressão geral de tristeza.

Não sei nada das visitas guiadas, mas visitei com amigos o sítio arqueológico romano de Santa Catarina, um dos destinos das visitas guiadas. O estado actual das obras inacabadas não apresenta nenhum interesse para o grande público. Mas o pior foi a falta de qualquer sinalização do local e de qualquer cartaz a explicar o que representam as ruínas. E não falamos do lixo encontrado no local.

O barco que estava pronto para excursões no Rio Sado ficava amarrado no cais durante toda a semana, por falta de clientes (mesmo com um preço módico de 9 € p/p).

O nível da concepção da Semana do Turismo esteve à altura dos cartazes miseráveis, colocados na marginal do Rio Sado, com o objectivo de mostrar o processo de fabricação dos pinhões, que redundou numa acção anti-pedagógica e anti-publicitária.

O erro principal do Executivo da Câmara foi de decidir tudo sozinho, sem consultar profissionais qualificados, demonstrando toda a sua inexperiência em matéria de turismo. Assim, os responsáveis da Câmara não tentaram promover Alcácer nos sítios onde se encontram os turistas potenciais, como Lisboa, Porto, Coimbra, Setúbal, Badajoz, Mérida, etc., mas acreditaram que é possível vender Alcácer em Alcácer. – Os turistas que cá se encontram, não precisam de ser atraídos com um voucher que dá 10% de redução nos preços.

De mais, a informação para o público foi divulgado com atraso. Só estava disponível no dia da abertura da Semana do Turismo. A informação para a imprensa foi também divulgada em cima da hora, com o resultado que o programa regional da TV RTP-1 só falava da Semana do Turismo na 2ª-feira, dia 25 de Setembro e o jornal Público publicava o comunicado da Câmara no mesmo dia.

Sem esperar grande coisa desta semana do Turismo em Alcácer, fico portanto chocado com a dimensão do fracasso. Para todas pessoas que investiram com a sua boa vontade, é mais um decepção a registar. Penso nos participantes da Mostra, nos estabelecimentos inscritos e nas funcionárias do Posto do Turismo. – Para o Concelho de Alcácer, foi mais uma ocasião perdida.
Miguel Mosquito

Doces regionais de Dona Aldegunde (Stand da Mostra)

Produtor de mel

Machado & Goucha, uma loja tradicional famosa


Mostra de Produtos regionais, Sábado 23/09, as 18 h.

Sítio arqueológico romano em Santa Catarina
Cartaz com Pinheiros mansos

Cartaz com ...... pinhoadas

Cartaz com Pinheiros mansos e pinhas no chão

Fotografias: Miguel Mosquito