29 junho 2006
Teatro na praça Pedro Nunes
A peça, que tem cerca de 75 minutos de duração, conta com encenação e música original de Steve Johnston, que também participa no elenco, ao lado de Lélia Guerreiro, Rui Penas, Marina Simões e Paulo Oliveira.
Liberdade
por Paul Eluard (1895 - 1952)
Nos meus cadernos de escola
Sobre a carteira nas árvores
Sobre a neve sobre a areia
Grifo teu nome
Em toda página lida
Em toda página em branco
Sem papel na pedra ou cinza
Grifo teu nome
Sobre as gravuras douradas
Sobre as armas dos guerreiros
Sobre a coroa dos reis
Grifo teu nome
Na floresta e no deserto
Sobre os ninhos sobre as gestas
Nos ecos da minha infãncia
Grifo teu nome
Nas maravilhas das noites
No pão branco das jornadas
Nas estações de noivado
Grifo teu nome
Nos fiapos de azul-celeste
No tanque solar bolor
No lago lua vibrante
Grifo teu nome
Nos campos nos horizontes
Nas asas dos passarinhos
Sobre os moinhos de sombras
Grifo teu nome
Em cada sopro de aurora
Sobre o mar sobre os navios
Na insensatez das montanhas
Grifo teu nome
Nas nuvens soltas revoltas
Na tormenta transpirada
Na chuva insistente e boba
Grifo teu nome
Sobre as formas cintilantes
Nas campãnulas de cores
Por sobre a verdade física
Grifo teu nome
Sobre as veredas despertas
Nos caminhos desdobrados
Sobre as praças transbordantes
Grifo teu nome
Na lâmpada que se acende
Na lâmpada que se apaga
Nas casas cheias de gente
Grifo teu nome
No fruto cortado em dois
O do espelho e o do meu quarto
Na concha sem mim depois
Grifo teu nome
No meu cão terno e guloso
Mas sempre de orelha em pé
E patas destrambelhadas
Grifo teu nome
No trampolim da minha porta
Nos objetos familiares
Nas línguas do lume bento
Grifo teu nome
Em toda carne acordada
Na fronte dos meus amigos
Em cada mão que me afaga
Grifo teu nome
Na vidraça das surpresas
Sobre os lábios expectantes
Muito acima do silêncio
Grifo teu nome
Nos refúgios descobertos
Nos maus faróis desmontados
Nas paredes do meu tédio
Grifo teu nome
Sobre a ausência do desejo
Sobre a solidão desnuda
Nos descaminhos da morte
Grifo teu nome
No retorno da saúde
No risco que se correu
Na esperança sem lembrança
Grifo teu nome
E pelo poder de um nome
Começo a viver de fato
Nasci pra te conhecer
E te chamar
liberdade
trad. m. c. ferreira
LIBERTÉ
Paul Éluard
(1895 -1952)
Sur mes cahiers d'écolier
Sur mon pupître et les arbres
Sur le sable sur la neige
J'écris ton nom
Sur toutes les pages lues
Sur toutes les pages blanches
Pierre sang papier ou cendre
J'écris ton nom
Sur les images dorées
Sur les armes des guerriers
Sur la couronne des rois
J'écris ton nom
Sur la jungle et le désert
Sur les nids sur les genêts
Sur l'écho de mon enfance
J'écris ton nom.
Sur les merveilles des nuits
Sur le pain blanc des journées
Sur les saisons fiancées
J'écris ton nom.
Sur tous mes chiffons d'azur
Sur l'étang soleil moisi
Sur le lac lune vivante
J'écris ton nom
Sur les champs sur l'horizon
Sur les ailes des oiseaux
Et sur le moulin des ombres
J'écris ton nom
Sur chaque bouffée d'aurore
Sur la mer sur les bateaux
Sur la montagne démente
J'écris ton nom
Sur la mousse des nuages
Sur les sueurs de l'orage
Sur la pluie épaisse et fade
J'écris ton nom
Sur les formes scintillantes
Sur les cloches des couleurs
Sur la vérité physique
J'écris ton nom
Sur les sentiers éveillés
Sur les routes déployées
Sur les places qui débordent
J'écris ton nom
Sur la lampe qui s'allume
Sur la lampe qui s'éteint
Sur mes maisons réunies
J'écris ton nom
Sur le fruit coupé en deux
Du miroir et de ma chambre
Sur mon lit coquille vide
J'écris ton nom
Sur mon chien gourmand et tendre
Sur ses oreilles dressées
Sur sa patte maladroite
J'écris ton nom
Sur le tremplin de ma porte
Sur les objets familiers
Sur le flot du feu béni
J'écris ton nom
Sur toute chair accordée
Sur le front de mes amis
Sur chaque main qui se tend
J'écris ton nom
Sur la vitre des surprises
Sur les lèvres attentives
Bien au-dessus du silence
J'écris ton nom
Sur mes refuges détruits
Sur mes phares écroulés
Sur les murs de mon ennui
J'écris ton nom
Sur l'absence sans désirs
Sur la solitude nue
Sur les marches de la mort
J'écris ton nom
Sur la santé revenue
Sur le risque disparu
Sur l'espoir sans souvenirs
J'écris ton nom
Et par le pouvoir d'un mot
Je recommence ma vie
Je suis né pour te connaître
Pour te nommer
Liberté.
in Poésies et vérités 1942
Ed. de Minuit, 1942Notre vie
Notre vie tu l'as faite elle est ensevelie
Aurore d'une ville un beau matin de mai
Sur laquelle la terre a refermé son poing
Aurore en moi dix-sept années toujours plus claires
Et la mort entre en moi comme dans un moulin
Notre vie disais-tu si contente de vivre
Et de donner la vie à ce que nous aimions
Mais la mort a rompu l'équilibre du temps
La mort qui vient la mort qui va la mort vécue
La mort visible boit et mange à mes dépens
Morte visible Nusch invisible et plus dure
Que la faim et la soif à mon corps épuisé
Masque de neige sur la terre et sous la terre
Source des larmes dans la nuit masque d'aveugle
Mon passé se dissout je fais place au silence.
Paul Éluard, Le Temps déborde, 1947
28 junho 2006
A PIMEL 2006 NA GRELHA (I)
Mas no que respeita ao resto, não se assistiu a quaisquer mudanças notáveis e houve mesmo algumas falhas, em especial nos programas de animação anunciados que não acabaram por não se realizar.
O Presidente da Câmara havia tido a prudência de não anunciar muitas mudanças, quando organizou a primeira - e única (!!) - discussão sobre a PIMEL no mês de Fevereiro último. Criar zonas de sombra, para proteger do calor implacável, melhorar a higiene e a animação e aumentar o número de tasquinhas são, afinal, objectivos bastantes modestos; e nestes pontos, cumpriu a sua palavra. Pode discutir-se o gosto – na minha opinião bastante mau - da decoração do chão com um mosaico de pedrinhas. Não possuía qualquer estilo de decoração generoso, para dizer as coisas de um modo simpático.
Mais grave foi a escolha da mascote da PIMEL: um design não só ultrapassado, mas de muito má qualidade. Uma coisa patética e grotesca, que se prestava ao ridículo. (E seria interessante saber quanto custou).
De acordo com o anúncio à entrada, o tema central da feira devia ser a pinha. Ora, não se viu grande coisa, à parte umas fotografias gigantes na fachada do pavilhão principal e no modesto stand do «Pinhão Mais» (Victor Rosa), a vender pinhões crus. Claro, havia também, como sempre, a doçaria de pinhão e de mel, os grandes clássicos da feira. Mas no que respeita ao resto: nada de novo. Nenhuma actualização sobre a associação de Alcácer com um dos seus produtos mais nobres e originais: o pinhão.
As actividades económicas de Alcácer do Sal estavam apenas representadas muito parcialmente. A agricultura, apesar de ser o sector mais importante do ponto de vista da produção, praticamente não estava presente. Nem máquinas agrícolas, nem tractores, etc.
O turismo, apesar de ser um outro dos temas centrais da feira, não estava representado, salvo em dois stands de actividades de lazer. O número de tasquinhas dobrou, mas toda a gente vendia as mesmas bifanas, cachorros, sandes, carnes assadas, churrascos, etc. Muito pouca variedade no plano gastronómico e nenhuma mudança de cenário.
Sejamos francos. Oito meses não são suficientes para repensar e refazer o conceito de uma feira que já conheceu bem melhores dias num passado (longínquo). Será que alguém tentou fazê-lo? Será que se envolveram as pessoas certas para participar neste processo?
Voltarei a falar nestas questões. (Continua)
Miguel Mosquito
27 junho 2006

XVI Feira do Turismo e das Actividades Económicas,
sem real apresentação do turismo
e sem real temática do Pinheiro.
O exílio
Sophia Mello Breyner e Andresen
O exílio é uma pátria.
José Augusto Seabra
Viajar é olhar
Mas estavamos ali há demasiado tempo, era a primeira vez que vinha a Roma e tinha, logicamente, alguma pressa de seguir caminho e ir ver outras coisas. Sentindo a minha impaciência, a minha mãe disse-me: "Miguel, viajar é olhar". Só o olhar não mente, porque todo o real é verdadeiro.
Miguel Sousa Tavares
"Sul"
"Agradeço todos que são vindos apesar do Mundial."26 junho 2006
Pi’pinha, a mascote polivalente

A Pi’pinha é uma boneca genial: aquí em Alcácer do Sal serve de mascote para a PIMEL, com o papel de promover o pinhão ...

Em outros sítios, o mesmo modelo tem pernas longas e serve para a promoção de uma empresa de frangos assados.
A Pi’pinha é o resultado dum concurso internacional. A entidade premiada foi uma escola de desenho numa província desconhecida na Correia do Norte.
Segundo fontes bem informadas, o preço foi mais barato que uma meia dúzia de frangos assados, e não de vários milhares de euros, como afirmam alguns “Observadores” anónimos.
“Mentiras tem pernas curtas”, diz o provérbio.
Miguel Mosquito
P.S. Agora, já estamos mais instruidos: a diferência entre uma pinha e um frango pode-se ver nas pernas.
Só caixas de sapatos ?
Miguel Mosquito
P.S. Vamos examinar se a organização da feira seguia, ou não, o mesmo princípio.
P.S. Porquê só o Partido Socialista estava "presente" na PIMEL ?
Junho: um mês de Mosquito(s)
25 junho 2006
POORTUGAAAL !!!!!

A vitória do Portugal contra a Holanda foi o momento mais forte da PIMEL. Sou incapaz de avaliar a multidão que estava lá na Praça da Feira, hoje a noite, para ver num grande ecrã o jogo da Selecção portuguesa. Eram dois mil ? Eram três mil? Foi um jogo fantástico e bastante duro. Parabéns para a equipa portuguesa que entra no quarto de final (1:0) e bom sorte para o próximo jogo contra a Inglaterra. POORTUGAAAL !!!!Fotografias: Miguel Mosquito
Abertura da PIMEL

A Feira do PIMEL foi inaugurada na 5ª-feira com uma homenagem ao Vereador João Faria, seguida duma pequena recepção e de uma volta dos balcões.

Fernando Serrasqueiro, Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Cosumidor
assina o Livro de Honra, ao lado do Presidente da Câmara, Pedro Paredes

Teresa Almeida, Padre Luís Silveira (de costas), Pedro Paredes
e Duarte Lynce Faria, Presidente da Assembleia Municipal

A Pi'pinha, a nova mascote da PIMEL
que poderia também ser a mascote de uma empresa de frangos assados
(e talvez é em outros sítios)

Vitor Gagueija, dono da empresa Salacianáutica, e sua fília

... e seu objecto preferido o speed-boat do campeão
de motonáutica

tasquinha, com o top da gastronomia local
e os reis absolutos da feira:
cachorro, bifana, pão quente, sandes de carne assada, churrasco

Os herois da Toirada
Uma boa feira é sempre também uma boa fábrica de sonhos.
Concerto com Hands on Aproach, Seixta-Feira a noiteFotografias: Miguel Mosquito





































