23 fevereiro 2006

 

Visita do Executivo no Mercado Municipal




Mesma a pessoa a mais calorosa precisa as vezes de calor.
Mariana Caixerinho, Presidente da Junta da Freguesia de Santigo
no bar do Mercado Municipal

20 fevereiro 2006

 

A tradição do bom serviço

Na Espanha o bom serviço nos restaurantes tem tradição.

Desde a época do pintor El Greco ......


.... até hoje !

Fotografias e fotomontagem: José António Perrez, Badajoz


 

Aveiro, cidade feliz

Aveiro é sem duvida uma das cidades mais bonitas e mais ricas do Portugal. Cidade com tradição, mas também com inovação, cidade universitária, cidade do mar, das praias e das rias, cidade do sal, cidade índustrial, de cultura. Cidade feliz......
Aveiro tem vários mercados que funcionam. Isto é o mercado de peixe da Costa Nova, aberto no Domingo.
Isto é o mercado municipal no centro da cidade. Um mercado mais que centenário (inaugurado em 1904), restaurado em 2004. A arquitectura de grande beleza serve hoje de mercado de peixe e tem no primeiro andar um restaurante de peixe e mariscos.
Amanhã, falamos mais sobre Aveiro.
Miguel Mosquito

18 fevereiro 2006

 

O espaço dos comentários está novamente aberto

Depois ser fechado por error, há alguns dias, o espaço de comentários deste blog está novamente aberto. Os comentários são filtrados para não deixar alguns má criados utilizar este blog como se fosse paredes de uma casa de banho público. Infelzmente precisamos desta medida de segurança.
Para imprimir uma contribução ou enviar à outra pessoa, puxa-se a tecla # no fim do artigo e vê-se este artigo com os comentários numa janela separada.
Miguel Mosquito

 

Reunião dos Representantes da Restauração e da Hoteleria do Concelho

Por iniciativa de alguns colegas, os representantes dos restaurantes e da hotelaria de Alcácer do Sal reunirão-se na próxima Terça Feira, dia 21 de Fevereiro, as 15,30 horas, na Junta de Freguesia de Santiago, para tentar constituir uma associação deste ramo no nivel local.

O convite para a reunião disse: "As actividades de restauração, de alojamento e de lazer no Concelho de Alcácer estão a atravessar um momento tão mau que é altura dos nossos empresários do sector turístico realizarem uma reflexão em conjunto, sobre os nossos interesses colectivos e sobre tudo aquilo que possamos realizar para melhorar esta situação. ….
Por isso, vamos associar-nos, e escolher uma representação para coordenar as iniciativas da Associação e representar-la frente a Câmara Municipal e aos outros organismos públicos.

A futura Associação deve estar aberto a todas as empresas de restauração, de alojamento, actividades de lazer e a quaisquer outras que, nesta região, ofereçam serviços aos turistas. Ela deve agir como interlocutor das entidades públicas – tanto municipais como outras – empenhadas na promoção da gastronomia e no desenvolvimento do turismo ou em quaisquer outras acções que produzam impacto no turismo da nossa região.

17 fevereiro 2006

 

Comerciantes troçados pela Direção da Associação em Setúbal

Segundo informações obtidas ontem na sede da Associação do Comerciantes do Distrito de Setúbal está excluida a hipótese de haver novas eleições para a Associação dos Comerciantes de Alcácer nos proximos meses de Março ou de Abril. Esta informação está em contradição com a promessa feita pelo Sr. Borges, Presidente da Associação dos Comerciantes do Distrito de Setúbal, na reunião tumultuosa à qual ele assistiu com cerca 30 comerciantes, em Janeiro último em Alcácer, onde pediu varias vezes a paciência dos assistentes porque iria haver eleições no mês de Março ou de Abril.

A razão invocada pelo Secretariado da Associação em Setúbal é de que não pode haver eleições nehumas nos concelhos antes da aprovação das contas da Associção na Assembleia geral que vai ter lugar no mês de Março ou no mês de Abril ao nivel do Distrito. Nesta ocasião vai haver também eleições para a direcção do Distrito de Setúbal. E só depois que vão ser organizadas as eleições nos diferentes concelhos do distrito. O que significa que o secretariado de Setúbal convidará nesta altura os sócios dos concelhos a presentar listas de candidaturas. Segundo a mesma fonte do secretariado, as eleições não tem lugar todas no mesmo dia, mas uma por uma durante o ano, a começar com o concelho com os mais sócios que é o Concelho de Almada. Segundo o Secretariado, Alcácer do Sal vai ser o último concelho ou um dos últimos concelhos a ter eleições. - Esta informação vem mais uma vez contradizer as afirmações do Presidente Borges que disse que as eleições seguem a ordem do alfabeto, sendo Alcácer o primeiro concelho na lista.

Interrogada sobre as possíveis razões das contradições, a funcionária do Secretariado só disse que o Presidente não está obrigatoriamente dentro destes assuntos. Ela disse que « é a Direção que decide conforme aos estatutos. O Presidente não é a Direcção ».

A noticia de que as eleições não vão ter lugar no mês de Março ou Abril, mas só mais tarde neste ano (mas obrigatoriamente antes do fim do ano), vai provavelmente aumentar a desilusão que muitos comerciantes tem com a Associação do Distrito de Setúbal. Lembrem-se que uma parte dos comerciantes já não tem nehuma confiança nesta orgaização, afirmando que ela não faz nada para os sócios e que está parada já há muitos anos. Aprende-se na sede de Setúbal que o Concelho de Alcácer conta 168 sócios na Associação mas que só 90 pagam as suas cotizações. Os outros são fichas mortas no ficheiro. Só os sócios que tem as suas cotizações em ordem podem participar nas eleições.
Miguel Mosquito

Comentário : Estamos fartos da comédia. Os comerciantes não merecem ser troçados pela sua direcção. Eu foi sempre avogado da solução de não fazer divisões e de revitalizar a Associação dos Comerciantes com uma nova direcção que esteja acima dos antigos conflitos. Mas se não é possivel crer na palavra do presidente da Associação, isso faz transbordar o vaso. Entre os comerciantes de Alcácer existem muitos que acham que seria preferivel fazer uma Associação ligeira ao nivel local do que continuar com a actual Associação dos Comerciantes que só custa dinheiro e não presta para nada. Vamos em frente !
Os problemas do comércio tradicional são demasiado graves para deixar as coisas paradas.O risco de ter duas associações é preferivel que de continuar com uma que fica paralizada. E depois, qual é o serviço que os comerciantes recebem por sua subscrição de 120 euros por ano ? 120 x 90 sócios faz 10,800 euros ! Os 78 sócios (47% ! !) que não pagam tem razão : poupam anualmente 9,368 euros. O dinheiro poderia ser investido numa associação mais eficiente.
Miguel Mosquito

16 fevereiro 2006

 

PESQUISA DA ONU

A ONU resolveu fazer uma grande pesquisa mundial.
A pergunta era:
"Por favor, diga honestamente, qual a sua opinião sobre a escassez de alimentos no resto do mundo ".
O resultado foi desastroso:
Os europeus do Norte não entenderam o que era "escassez".
Os africanos não sabiam o que era "alimentos".
Os espanhóis não sabiam o significado de "por favor".
Os norte-americanos perguntaram o significado de "o resto do mundo".
Os cubanos estranharam e pediram maiores explicações sobre "opinião".
O Parlamento português, até à hora de ser dissolvido no último sábado pelo Presidente da Repúlica, ainda encontrava-se a debater calorosamente o significado de " diga honestamente".

 

Procura-se «Código de Conduta do Bom Funcionário»

- O bom funcionário mostra a sua importância (ou a sua compostura) não chegando nunca a horas a qualquer encontro marcado.

- O bom funcionário é um republicano convicto, pois a pontualidade é a cortesia dos reis.

- O bom funcionário deixa a porta do gabinete entreaberta para que os visitantes na sala de espera possam ouvir as suas conversas ao telefone, que terminam geralmente com uma litania infinita de cumprimentos para a família e os amigos do seu interlocutor.

- Sempre que não tem qualquer outro motivo para nos fazer esperar no seu gabinete, o bom funcionário dirige-se à sua secretária para consultar, durante pelo menos um quarto de hora, as notícias do dia nos «blogs« da Internet.

- Um bom funcionário é imune a qualquer sentido do ridículo, sempre que nos explica, durante um bom quarto de hora, todas as razões pelas quais não dispõe de cinco minutos para nos atender.

- O bom funcionário demonstra a sua boa educação recebendo os visitantes, vindos de longe, não à volta de uma mesa de reunião (que está demasiado longe do telefone), mas no escritório que partilha com o colega. Pede-lhes que se sentem à sua secretária, como se fossem uma secretária que viesse tomar um ditado.

- O bom funcionário mostra que tem assuntos a tratar bastante mais importantes do que o seu, deixando que o interrompam durante a sua conversa consigo, por toda a casta de colaboradores, que vêm contar-lhe os resultados de outras reuniões ou simplesmente ler-lhe ou fazê-lo assinar documentos.

- O bom funcionário vai sempre ao fundo das questões, reinventa a roda quando todos os outros já andam de moto ou de automóvel.

- O bom funcionário encontra sempre motivos para não decidir nada e para o fazer vir outra vez.

- O bom funcionário partilha o seu maço de cigarros com os colegas, fumando cigarro após cigarro, até encher o gabinete de fumo.

- A única coisa que o bom funcionário sabe fazer, sem esperar por instruções do chefe, é lavar a sua chávena do café.

- O bom funcionário nunca se preocupa com os resultados do seu trabalho, mas apenas com o respeito pelos procedimentos.

- O bom funcionário não tem qualquer responsabilidade sobre os absurdos da burocracia. Faz de conta que se preocupa tanto com eles como os outros.

- O chefe do bom funcionário é o sistema e o sistema é aquilo que é.

- O bom funcionário tem razões que a própria razão desconhece.

Miguel Mosquito

P.S. Ajudem as autoridades a completar o «Código de Conduta do Bom Funcionário», fazendo-nos chegar as vossas próprias sugestões. O serviço público acabará por ser cada vez melhor.

15 fevereiro 2006

 

A baixeza fica fora

Existem pessoas, para que a confrontação com pessoas mais civilizados é simplesmente insuportavel e provoca uma diarreia de ódio e de baixeza. É o que aconteçou mais uma vez neste blog. Por isso, a filtragem dos comentários foi reintroduzida mais uma vez. Peço desculpa.
Miguel Mosquito

 

Cogumelos silvestres enfeitiçados



















É sem dúvida por causa da seca do ano pasado que os cantarelos estão encantados este ano.

14 fevereiro 2006

 

Sorte e má sorte na caça



A caça acabará no domingo, dia 19 de Fevereiro. O Senhor Fernando Goucha aproveita para uma das últimas saidas e tem sorte. Acaba a caçada com uma narceja.


Este homen não tem sorte com a caça. Em primeiro lugar, "trigger happy" como é (mesmo ao nivel planetário) feriu com um tiro um amigo de 78 anos que tenia a desventura de marchar atrás do caçador. Pois nota-se que o Senhor não tem permissão para caçar cordornizes por não pago o "selo" correspondente. O homen em questão não é outro que o vice presidente americano Dick Chenney. Então, os caçadores furtivos tem um novo patrocinador ?


13 fevereiro 2006

 

Que futuro para o nosso Mercado Municipal ?

Como foi anunciado, o Presidente da Câmara prometeu visitar o Mercado Municipal aquando da próxima «Presidência Aberta» do Executivo na Freguesia de Santiago, que vai ter lugar na Quarta-Feira, dia 22 de Fevereiro. O executivo da Câmara não poderá fazer muito mais do que constatar o estado do local, isto é stands abandonados, o tecto que deixa entrar água da chuva e o facto que o edifício, no seu conjunto, precisa de reparações. A primeira coisa de que os vendedores precisam é de uma mensagem de esperança e o sentimento que há alguém que se preocupa com eles.

Uma consulta mais aprofundada sobre o modo como insuflar uma nova vida ao Mercado deveria ser feita logo a seguir e envolver muita gente. Em primeiro lugar os comerciantes, os fornecedores e os produtores do Concelho de Alcácer, e também os cidadaus, que sejam clientes ou não do mercado.

A primeira questão que se coloca é saber se o Mercado tem futuro como Mercado ou se deve ser condenado e desenvolver um outro projecto no seu lugar.

Acho que não há qualquer dúvida que, face à concorrência dos supermercados, o Mercado Municipal não poderá sobreviver, se não conseguir atrair turistas ou pessoas de passagem, pois o poder de compra da população é de tal modo baixo que a maioria se vê forçada a comprar o mais barato possível, isto é comprar nas grandes superfícies. Ora, dentro de quatro ou cinco anos, Alcácer será um destino tanto para as centenas (ou milhares?) de pessoas que irão trabalhar nos grandes empreendimentos turísticos no litoral, como para um número sempre crescente de turistas.

É sob esta perspectiva que se deve planear o futuro do mercado.

O que se observa nas outras cidades que são destinos turísticos, pode resumir-se do seguinte modo: onde quer que existam, os mercados tradicionais são uma grande atracção turística. Diria mesmo uma atracção insubstituível, pois pelo contrário do português médio, que ainda hoje, sente um enorme fascínio por passear ao fim de semana nos centros comerciais, o turista (estrangeiro e português), procura encontrar um pedaço de «vida autêntica» dos locais que visita. Os turistas fazem 30 ou 40 quilómetros para visitar um mercado interessante (exemplos: Loulé, Lagos, Olhão, Tavira, São Pedro de Sintra).

Notemos de passagem que a «Fábrica do Inglês» em Silves não substituiu o mercado da cidade, que continua florescente, mas uma antiga fábrica de cortiça. O antigo mercado coberto de Tavira não foi transformado num mercado artesanal, por o mercado tradicional ter entrado em falência, mas pelo contrário, o mercado tradicional tornou-se num tal êxito que foi necessário construir mais longe um edifício mais espaçoso para o mudar para lá. O mercado de Olhão palpita de vida, tal como muitos outros.

Pode naturalmente objectar-se que Alcácer não é o Algarve. Mas, quando o Litoral alentejano se encher de turistas, Alcácer podia bem preencher um papel semelhante ao de Silves, ou de Loulé, há vinte anos. À parte os turistas, existe uma camada de população minoritária em Alcácer que procura produtos de qualidade e pode pagá-los. Portanto, não afastemos a hipótese de o nosso Mercado Municipal poder ter futuro, como mercado tradicional.

Para que o Mercado seja viável como mercado, deve vender produtos que não se encontrem nos supermercados.

Vejamos alguns exemplos:

- Frutos e legumes locais, frescos e se possível orgânicos (Para isso, era necessário que existisse uma lota de produtos hortícolas em Alcácer)
- Produtos biológicos de toda a espécie (frutos, legumes, compotas, azeites, vinagres, arroz, etc.). Há diversos produtores, num raio de 50km.
- Ovos da quinta; queijos artesanais
- Galinhas do campo e perus que façam jus ao nome
- Carne de criação biológica (carne DOC certificada de raça alentejana). Há produtores nas vizinhanças.
- Ostras e crustáceos super frescos do Estuário do Sado (seria necessário ter uma pequena estação de tratamento junto do mercado).
- Camarões do Rio, pescados e vendidos em condições higiénicas;
- Produtos alimentares tradicionais locais: bolos de pinhão, pinhoadas, mel, compotas, figos e produtos à base de figos, enchidos de porco preto, etc.
- Sal d’Alcácer (apenas o Restaurante «A Descoberta» o vende actualmente), produtos cosméticos à base de sal;
- Ervas aromáticas para além da salsa, dos coentros e da hortelã
- Produtos artesanais de qualidade

Isto já permitiria encher muito espaço. – O grande vestíbulo do mercado deveria ser reservado aos comerciantes. A praça imediatamente atrás, seria reservada aos grossistas, como se faz actualmente. Os contentores de lixo deveriam ter uma presença mais discreta. A organização, a limpeza e a fiscalização das instalações poderiam ser mais rigorosas.

Toda a zona envolvente deveria ser repensada de modo a apoiar este pólo central que é o mercado. Não faltam nesta área os cafés nem os restaurantes. Quando o mercado estiver em funcionamento, haverá certamente clientes suficientes para permitir elevar os seus níveis. A Avenida dos Aviadores, que actualmente tem um aspecto bastante tristonho, ganharia imediatamente um novo brilho. Por que é que um dos cafés não se transforma em cibercafé, se existe um mercado para isso (como um dos nossos leitores sugere)? Deveria haver também um espaço para uma galeria, na praça por trás do mercado (outra sugestão de um leitor). Mas pensemos sobretudo nas necessidades quotidianas: tabacaria, loto totobola, limpeza a seco, etc.

Esta abordagem, no centro da qual se encontra a revitalização do mercado, parece-me mais prometedora e interessante do que abandonar o mercado para o transformar num centro de distracções ou num espaço híbrido, meio mercado, meio centro de distracções.

Estes espaços que muitas vezes se disfarçam de «espaço cultural» para atrair ainda mais subsídios, tornam-se na maioria dos casos em verdadeiros flops. Cada um sabe que a verdadeira cultura não é criadora de dinheiro. Então não falem de cultura, mas de distracções. Não é implantando um projecto artificial no Mercado, que não corresponde a qualquer realidade local, que se poderá fazer reviver uma zona actualmente em plena crise, mas que merece preservar a sua identidade.
Miguel Mosquito

 

O Regresso dos Desordeiros

Há pessoas que utilizam os blogs da Internet come se fossem paredes de casa de banho públicas. Só sabem exprimir vulgaridades, obscenidades, injúrias e calúnias. No momento em que são impedidos de deixar os seus excrementos no blog, a coberto do anonimato, gritam que isso representa «censura» e invocam o direito à livre expressão. Sábado às 7 horas da tarde, cancelei o controlo ao acesso ao espaço «comentários». No mesmo momento, alguns frustrados anónimos, cobardes e desmiolados estavam de volta para encher os espaços com o seu veneno de invejas, com os seus insultos e obscenidades primárias. Dado que fora das horas de funcionamento da Biblioteca Municipal não possuo os meios técnicos para limpar o blog ou para reinstalar o controlo de acesso, tive que deixar correr. Como o controlo de acesso suprime a espontaneidade e penaliza assim toda a gente, procurarei, de futuro, um equilíbrio entre a permissividade e o controlo. Que as pessoas de boa vontade me perdoem pela inconveniência desta situação.
Miguel Mosquito

11 fevereiro 2006

 

SOS -Mercado Municipal - (3)

Dona Adozinda, um dos bastiões do Mercado, com ...
Dona Hortensia, da peixeria
Balcões abandonados
Balcões abandonados
Como já foi anunciado, o Presidente da Câmara, Pedro Paredes, prometou na última reunião da Câmara utilizar a próxima Presidência Aberta na Freguesia de Santiago para fazer uma visita ao Mercado Municipal.
Na próxima semana, poderão ler neste blog algumas sugestões para revitalizar o mercado. Faça a sua proposta ! O espaço dos comentários espera a sua participação.

 

Abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno em Torino



A primeira medalha de ouro na combinação nórdica
Fotografias: Reuters; Spiegel Online

Os Jogos Olímpicos de Inverno foram abertos ontem em Turino, Italia, com uma festa de beleza e de inteligência, como só os Italianos sabem fazer. Portugal participou nos jogos sem ser favorito em qualquer disciplina. Vale portanto a pena de olhar as competições e ver como os atletas podem ser no mesmo tempo rivais e amigos. Deveria ser assim não só no desporto, mas também na vida económica e em outros ramos. Por exemplo, na restauração ou no comércio de Alcácer, todos empresas querem ser as melhores, mas todos deveriam também ter interesse que o concelho de Alcácer no seu conjunto presta cada vez um serviço superior. Se um restaurante ganha um prémio de gastronomia fora do Concelho, isso deveria ser um motivo de orgulho para todos. Estou à sonhar ?
Miguel Mosquito

 

A Pinha Mecanizada




Que está à crer que esta máquina vai mandar os pinhereiros para o desemprego, se engana. A máquina do tractor aperta a árvore e pois sacode bem durante alguns segundos e as pinhais caiem no chão. Todo se passa muito rapidamente e as três pessoas atrás tem dificuldade a seguir o ritmo e apanhar a pinha no chão. Um sistema muito mais rentável que subir o pinheiro e apanhar a pinha à mão ?
Parece que não é, porque esta máquina é só utilizada onde há muito poucas pinhas na árvore e que estas são pequenas. Aqui subir e descer, subir e descer não vale a pena.
A máquina deixa algumas pinhas na árvore, mas não importa. A rentabilidade resulta da velocidade do processo.
Nas situações normais, a pinha é tão preciosa que vale a pena apanhar à mão para apanhar todas. Mas para quanto tempo isso fica assim ?
Miguel MosquitoAutor das fotografias: Miguel Mosquito

10 fevereiro 2006

 

« Informação CDU »

A CDU publicou recentemente o primeiro número de uma folha de informação local intitulada « Informação CDU ». Trata-se de uma folha de propaganda grosseira que utiliza todos os registos da calunia para denunciar a acção da equipa de Pedro Paredes na Câmara e para sublevar os trabalhadores da Câmara e da EMSUA contra os seus novos dirigentes.

O linguagem transpira a raiva e a frustração do poder perdido. Pode-se perguntar se esta é a melhor maneira de fazer oposição. Se sim, já compreendo porquê os três Vereadores da CDU chegaram ontem com 20 minutes de atraso à reunião da Câmara. Estavam provavelmente ocupados a distribuir os panfletos ás portas da EMSUA e das oficinas exteriores da Câmara.
Compreende-se que o Jerónimo Matias queira retomar o contacto com as bases do seus apoiantes, depois de nos últimos anos os ter ignorado.

O que não compreendo é como a CDU ainda não substituiu este senhor , que fez com que o seu partido tivesse uma derrota tão dura nas ultimas eleições. Isso é um segredo bem guardado do PC.

Miguel Mosquito

 
Comunicado por Luís Carlos Nunes

 

Os primeiros 100 dias da equipa de Pedro Paredes

Fez ontem 100 dias que Pedro Paredes e a sua equipa dirigem a Câmara Municipal de Alcácer. Como é costume fazer um balanço provisório após este primeiro período de rodagem, o Presidente aceitou receber-me e responder às minhas questões. O cenário é o mesmo do do nosso primeiro encontro nos princípios de Dezembro e a eloquência do Presidente é também a mesma. Parece até mais apressado do que nunca pois a carga de trabalho é enorme, as suas responsabilidades muitas e os seus dias só têm 24 horas como os de qualquer pessoa. Este presidente detesta perder tempo com conversas liminares. As formalidades de apresentação são sempre o mais rápidas possível e vamos directamente ao assunto:

Que balanço faz o senhor destes primeiros cem dias do seu mandato? «Devo ser modesto, deve ser-se sempre modesto”, responde ele. «É evidente que gostaria de ter feito mais, mas em vista dos problemas e dos obstáculos, posso estar fundamentalmente satisfeito. Mantenho todo o meu entusiasmo e vivo uma espécie de lua-de-mel com a minha equipa e com os funcionários em geral. Pois estes compreenderam que estamos realmente ao serviço da população de Alcácer. Se estou preocupado é por que tudo é urgente e que, se temos que gerir muitas expectativas, vamos certamente decepcionar alguma gente».

Pergunto ao Presidente se a reestruturação dos serviços terminou e ele responde-me afirmativamente. Houve novos cortes em funções e número de pessoas foram transferidas. Isto está quase terminado.

Lembro ao Presidente que, aquando do nosso primeiro encontro, ele havia comparado o aparelho dos 400 funcionários a um avião com 400 botões e que tinha calculado levar um certo tempo até conseguir dominar o aparelho. «Actualmente, já dominamos o aparelho!», responde-me ele, e sublinha mais uma vez o óptimo trabalho da equipa e a excelente colaboração dos funcionários em geral.

Qual é a percentagem de desejos e qual a percentagem de realidade nas afirmações do Presidente? Alguns funcionários não escondem que ainda há areia nas engrenagens e que ainda existe uma grande desconfiança por parte dos funcionários em relação à nova equipa. As estruturas de comando não estão todas rodadas e o próprio Presidente admite durante a nossa entrevista que ainda existe muito desperdício de energias entre a central de comando e os serviços executivos. «Quando aqui cheguei, não sabia que as estruturas da administração pública eram 'tão pesadas, mesmo pesadissimas’», diz ele, concluindo numa nota optimista sobre o presente e o futuro.
Miguel Mosquito

 

Comentário

Se concentrei o meu encontro com o Presidente nas questões administrativas, foi porque são evidentemente os problemas mais nevrálgicos. Qualquer reforma precisa de um certo tempo de rodagem. O actual Executivo herdou uma estrutura administrativa que julga não adequada ás exigências operacionais e que se prepara fazer mais flexíveis. Vamos ver o que sai da reforma. Mas, podemos também questionarmo-nos sobre se a Câmara não teria feito bem em procurar ajuda profissional exterior para implementar as suas reformas
Sai caro, mas permite justamente detectar os «funis» que bloqueiam as linhas de comunicação e reduzir as perdas de energia. Nas administrações camarárias, mais ainda do que noutras administrações públicas, todas as decisões são tomadas no topo. O próprio Presidente deve simultaneamente «presidir» e, demais, assumir responsabilidades sectoriais que correspondem ao trabalho de pelo menos dois vereadores.

Missão quase impossível, se o gabinete de apoio ao Presidente que, normalmente deve auxiliá-lo nas suas funções de presidência, tiver igualmente que assumir funções de chefe de serviços para isto e para aquilo . Qualquer administração cria problemas para si próprias se os gabinetes de apoio ao presidente, isto é os colaboradores pessoais do chefe, se substituem aos chefes de departamento.

Esperemos que, no final, o «aparelho» funcione melhor. Mas há um problema relacionado que é complicado: a responsabilização dos indivíduos, em particular ao nível intermediário e inferior. O modo de gestão tradicional, onde todas as decisões são tomadas no topo, não favorece o sentido de responzabilidade dos indivíduos. Mas não basta dizer um dia: “agora vamos mudar: toda gente assuma a sua responsabilidade”. Como um pássaro tem tendência de não sair de gaiola e voar, quando, subitamente, se abre a porta, os indivíduos, no início, não sabem que fazer com a nova liberdade. É preciso definir bem as responsabilidades de cada um e realmente incentivar as pessoas tomar responsabilidades. Uma grande parte dos individuos não gosta da responsabilidade por causa de medo ou de inércia e tenta desloca-la a outra pessoa, quando possível. Reduzem a sua própria margem de manobra ainda mais do que é previsto.

O Presidente Paredes já falou várias vezes do direito de fazer erros. Isto deve dar mais confiança aos indivíduos. Cada funcionário deve ter espaço para tomar iniciativas. Quando o regulamento tenta prever todo para todas as situações, se mata a iniciativa.

As mudanças positivas introduzidas pela nova equipa são muito palpáveis. Precisa de tempo para dar frutas. De outro lado, se subsiste ainda, ao nível de alguns funcionários, uma certa tendência para controlar, por eles próprios, cada destaque, e também proteger a administração de qualquer ingerência externa, a política do Presidente é uma política de abertura e de participação. Este blog já relatou vários exemplos desta mesma política, sendo um dos últimos, uma consulta aos empresários da restauração sobre o próximo concurso gastronómico e à população em geral sobre o próximo PIMEL.

Os leitores ficam convidados a fazer os seus próprios comentários sobre os primeiros 100 dias da nova equipa. O copo está meio cheio ou meio vazio? – Respondam (respeitando as regras do nosso editorial).
Miguel Mosquito

09 fevereiro 2006

 

A sessão da Câmara Municipal : tempestadas num copo de água

A sessão da Câmara Municipal de hoje começou sem a presença dos três vereadores da CDU, sem pelouro. Quando eles chegaram com 20 minutos de atraso, a sessão foi marcada por algumas tempestadas num copo de água, com os Vereadores J. Matias e J. Faria disputando os papeis respectivos dos deus Neptun e Aiolos. Em nome da CDU, o Vereador Matias fez oposição à proposta da maioria PS de revogar a participação do Município na « Associação Portuguesa de Municípios com Centro Histórico ». Segundo a maioria socialista não se reconhece, actualmente, interesse em continuar como membro daquele Associação, por falta de actividades interessantes. Este significa uma poupança de 264 euros por ano e a poupança de deslocações para reuniões sem finalidade certa. O vereador Matias objectou que, como membro dessa Associação, Alcácer poderia aproveitar do know-how da Associação em matéria de renovação urbana. Esta intervenção provocou uma resposta bastante animada do Vereador Faria, perguntando aos representantes da antiga Câmara o que faziam nos anos em que detiveram o poder, para preservar o património de Alcácer, e em particular, o que fazieram com as várias propostas de preservar o antigo Museu Municipal, os sítios arqueológicos e outros edifícios do centro histórico. O Presidente da Câmara marcava o seu acordo com as criticas do Vereador Faria e anunciou a eventualidade de um grupo de investidores portugueses e espanhois fazerem investimentos na renovação de alguns edifícios do centro histórico. Segundo o Presidente, este grupo teria a intenção de investir em projectos turísticos perto das praias de Comporta, mas ele conseguiu a convencê-lo a considerar como alternativa investimentos na cidade de Alcácer como objectivos turísticos.
A lista das propostas na ordem de trabalho foi toda aprovada, algumas propostas com a oposição da CDU.
No fim da reunião, o cidadão Michael Noelke, heterónimo do Miguel Mosquito, chamou a atenção dos autarcas para a urgência de intervir no Mercado Municipal, para impedir a sua extinção definitiva. Num apelo bastante emotivo, mas breve, ele interrogou a Câmara sobre as suas intenções de preservar e revitalizar o Mercado. O Presidente Paredes disse que estava consciente do problema e sugeriu que a Câmara, na sua próxima reunião com a Junta de Freguesia e os cidadãos da Freguesia de Santiago, começa este dia de porta aberta, com uma visita ao Mercado.
Miguel Mosquito

 

Notas á margem

O Posto do Turismo de Alcácer do Sal que está actualmente na Rua da República, vai ser deslocado para a Praça Pedro Nunes, num dos edifícios antigos, restaurados, ao lado do antigo Museu Municipal.

O Campo de Minigolfe que foi aberto na margem sul do Rio Sado, no mês de Outubro passado, mas nunca entrou realmente em função, vai ser aberto ao público. Está previsto, mais tarde, a sua deslocação para o campo desportivo do Município.

08 fevereiro 2006

 

Outras perspectivas

Silvia e Urs no ano passado em Alcácer do Sal (Rio Sado)
Silvia e Urs este ano na Nova Zelândia

A terra é também bonita do outro lado do globo