28 dezembro 2005

 
Um Natal XXL ? - Talvez no próximo ano !

 

 

2006, mais um ano de football

Admito que a ideia que o próximo ano vai ser mais um ano de loucura, chamada football, não me apetece. De toda a maneira, a nossa selecção já está decidida: os Morangos de Barrancão, de cultura biológica. Isabel Pimentel, obrigado por esta delícia. - Barrancão, uma aldeia no fundo do Concelho de Alcácer do Sal, poderia atrair muitas pessoas se estivesse declarada "football free area" durante os campeonatos mundiais.

27 dezembro 2005

 
A partir de Domingo, dia de Natal, a luz à direita, do Restaurante "Quintalinho" ficou apagada. O nosso colega e amigo Vitor Manuel Freitas falaceu subitamente na noite de Natal, enquanto estava a dormir em casa. Os nossos pensamentos vão para a Dona Zelinda, a esposa do Vitor, e para a familia.
O Vitor foi um homem generoso com muita gentileza para os seus vizinhos e colegas. Foi, como a sua esposa, um homem caloroso. A sua partida dói.
Miguel Mosquito

24 dezembro 2005

 
O Ano 2005 já da sombras

 

O Peru Preto do Alentejo


O Peru Preto (Meleagris Gallopavo) foi domesticado pelos Aztecas na América Central, onde conquistou um papel primordial na cultura dessa civilização pré-hispanica da Mesoamérica (sec XIV a XVI). Esta ave foi criada por estes povos tanto para sacrificar nos seus rituais como para comer. Na América do Norte, existe um outro tipo de peru (M G silvestris) que nunca se deixou domesticar. Os índios Cherokee caçavam os perus através de gritos que atraíam as aves, emitidos pelas crianças posto que os adultos são incapazes de reproduzir o "chamariz". Quem não se lembra das penas que cobrem os Grandes-Chefes?.
Segundo os arquivos do Palácio Real de Madrid, Pedro Nino "descobriu" pela primeira vez este pássaro nas costas de Cumana ao Norte da Venezuela em 1499.Quando Hernan Cortez desembarcou no México, deliciou-se com a carne de peru oferecida pelos nativos. Vários meses de mar alto despertaram a atenção dos espanhóis para os grandes rebanhos criados pelos mexicas. Sobrepondo-se ao ouro, estes Gallos negros converteram-se nos primeiros troféus oferecidos pelos conquistadores ao velho continente. Nos anos seguintes o Peru Preto espalhou-se pelas mesas dos grandes banquetes de toda a Europa, distinguindo-se como elemento festivo. Na passagem pelo Alentejo o Gallopavo cedo se associou ao Montado e ao porco com a mesma cor. Enriquecida pela dieta local, onde se destaca a bolota, a carne desta ave criada na planície Alentejana conquistou a tradição do Natal Português ao longo dos últimos 500 anos. Comemore ! Feliz Natal !

A criação dos perus inicia-se com o chegar da primavera, em Abril e prolonga-se até aos dias frios do Natal. As aves são adquiridas em França com um dia de idade, chegando à herdade do Freixo do Meio em transporte especializado. Os primeiros 45 dias de vida, permanecem em instalações fechadas, sendo alimentados com "vianda". A "vianda" constituí um alimento tradicional elaborado à base ortigas e malvas (espontâneas) cozidas e misturadas com farelo de trigo e milho produzido na exploração. A pós este período, passam para pavilhões abertos. Pastoreiam, em liberdade durante o dia, na extensa área da herdade (1900 há), sendo recolhidos durante a noite num parque, com abrigo coberto. Ao longo desta fase, os perus alimentam-se fundamentalmente do que a natureza lhes proporciona: plantas, sementes, insectos, azeitonas, bolotas, etc, sendo complementados com grão inteiro de cereais de produção própria e por um prado de luzerna.

A produção e transformação dos Perus Pretos criados na herdade do Freixo do Meio sob o modo de produção Biológico é certificada pela Socert Portugal, organismo reconhecido no âmbito nacional e europeu.


em venda na Mercearia fina do Restaurante "A Descoberta"

Rua Maquês de Pombal, no 11 - Alcácer do Sal Tel 265 623 877


 

"Polar Express": no Auditório Municipal de Alcácer

Na véspera de Natal, uma criança espera ansiosa pela chegada do Pai Natal. O barulho do trenó é substituída por um forte barulho, ao olhar pela janela, depara-se com um cenário inacreditável, um
comboio pronto a levá-lo ao Pólo Norte para conhecer o Pai Natal.

Uma fábula natalícia de Robert Zemeckis com Tom Hanks no papel principal.
As sessões de cinema realizam-se no dia 24 às 15H00 e no dia 25 às 16H00, e são gratuitas.

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23 dezembro 2005

 

O Mosquito e o seu « ghostwriter »

Há pessoas que não podem imaginar que o Miguel Mosquito é o autor dos textos que assina. Porquê ? – Simplesmente porque, na opinão deles, os textos são redigidos num português demasiado correcto, enquanto o « Mosquito" é estrangeiro e normalmente não se distingue por uma utilização sem falta da lingua de Pessoa. Então eles imaginem que alguns textos, assinados « Miguel Mosquito » passaram por a redacção de …..Luís Dias ! As pessoas que conhecem o Luís, sabem que ele não é do genero de emprestar facilmente a sua caneta à outras pessoas. De mais, como é mestre da ironia fina, ele dirige a sua caneta como um florete, então que o estilo do Mosquito, a despeito do nome dele, não é tão "picante" mas aparenta-se mais do estilo do medonho gaulês que só sonha com os javalís e que nunca deixa o seu menir.
Então qual é o segredo ? – A explicação é muito simples : os textos apresentados sem faltas de português foram redigidos em francês e traduzidos por uma traductora profissional que mora à 150 km de Alcácer do Sal e que já faz traduções para o Mosquito, há mais de cinco anos, sem nunca o encontrar. É isso a internet ! Obrigado Dra. Paula ! A tradução que segue, é uma prenda para mí da sua parte. E para não ruinar o pequeno insecto que sou eu, a Dra. oferece-me traduzir, no futuro, os meus textos por a medade do preço. Isso é muito generoso.
Miguel Mosquito
P.S. Este texto foi redigido em « português » (aproximativo) por M.M., sem tradução, mas com alguns correições por um amigo..

22 dezembro 2005

 

Logo, o Serviço de Imprensa da Câmara será reforçado com uma jornalista profissional.

Boas notícias: o Presidente da Câmara fez saber que o Serviço de Informação da Câmara vai ter à sua disposição, a partir de Janeiro, uma jornalista encarregada de manter as relações com a imprensa e de preparar o material de informação divulgado pela Câmara. A jornalista em questão possui uma experiência profissional de vários anos e trabalhava até nova ordem para o jornal Diário de Notícias.

 

A aprendizagem da democracia e «O Tempo das Cerejas»

Esperava com uma certa curiosidade a primeira reunião de trabalho da Assembleia Municipal. A reunião teve lugar sexta-feira passada. Às 21 horas. O Salão Nobre da Câmara Municipal estava cheio. Os três representantes da mesa estão sentados a uma mesa num estrado. Os cerca de 25 deputados e deputadas estão colocados, em ferradura, defronte deles. O espaço reservado ao público apresenta uma numerosa assistência, apesar da hora tardia. Na sala, a luz é forte. Paira no ar uma atmosfera como se se fosse passar algo de importante. Espera-se e torna-se a esperar… a chegada do Presidente da Câmara, retido por uma reunião com os responsáveis do Centro de Saúde e que talvez traga notícias frescas ou apenas desculpas.

Luís Dias, o chefe de Gabinete do Presidente, oscila entre a sala e o corredor exterior, mantendo-se sempre um pouco à parte, como para estar simultaneamente presente e marcar uma certa distância. Na sua posição como Chefe de Gabinete é simultaneamente o braço direito e uma parte do cérebro do Presidente. O papel discreto parece ser suficiente para ele. Inteligente como é, não demonstra qualquer impulso de ocupar a boca de cena. Vai ser anunciado mais logo que ele renúncia de seu posto de deputado municipal, como aliás Cristina Barcoso, destacada durante o ano escolar como professora em Faro.

Quando o Presidente da Câmara chega finalmente, com meia hora de atraso, a sessão vai poder enfim começar. O Sr. Duarte Lynce Faria cumpre o seu papel de presidente da Assembleia com profissionalismo e eficácia. Os seus dois assessores, a Sra. D. Ana Helena e o Rui Damião, desempenham o seu papel com muita seriedade. Em matéria de formalidades, toda a gente é irrepreensível. Embora as pessoas se conheçam pelo nome, não dizem «João», «Carlos» ou «Antonieta», mas «Sr. Deputado» e «Senhora Deputada». Mas há uma coisa que me chama a atenção: no plural, a designação perde a sua forma feminina. Quando o Presidente se dirige a toda a Assembleia, diz apenas «Senhores Deputados» e não «Senhoras Deputadas e Senhores Deputados». Em França, já há mais de dez anos que não se diz «Madame le Président» ou «Madame le Juge», mas a maior parte dos títulos foram «feminizados» pelo o último governo sicialista, e na Alemanha, a Academia da Língua acaba de eleger nestos dias, como «palavra do ano», a palavra «chancelarina» (Bundeskanzlerin). Até hoje, apenas tinha havido chanceleres. Neste ponto, a linguagem oficial portuguesa parece portanto ter um certo atraso.

Para começar, a Assembleia discute propostas de resolução que trata fora da ordem do dia propriamente dita. Cada deputado e cada deputada tem na sua secretária uma pilha de documentos que se referem aos pontos em discussão. O público não dispõe de qualquer documentação. Só consegue compreender aquilo que ouve. Cada projecto de resolução é lido em voz alta do princípio ao fim. Isto leva tempo,

Este cronista que durante duas noites, tinha dormido pouco, já está algo cansado e tem dificuldade em seguir as discussões. Fixa portanto apenas o ambiente geral. As discussões são laboriosas. Tem-se a impressão que os oradores procuram qualquer pormenor para aborrecer o seu adversário político. Compreendi rapidamente que é preciso distinguir dois tipos de projectos de resolução: um, para o qual os autores procuram um apoio o mais alargado possível. É geralmente numa linguagem mais ou menos aceitável para toda a gente. O outro tipo de projecto de resolução visa o contrário. O partido que o apresenta quer antes de mais marcar pontos políticos, apresentado um texto que contém uma reivindicação que outros poderiam também subscrever. No entanto, o texto em questão é apresentado numa linguagem ofensiva ou simplesmente inaceitável pelos outros, e sabe-se portanto com antecedência que irá ser rejeitado pelos outros partidos.

Posto isto, acontece que os autores estejam de tal modo prisioneiros do seu próprio modo de pensar e de se exprimir que nem sequer compreendam que a sua linguagem não é aceitável pelos outros. Iniciam-se então laboriosas
discussões sobre cada palavra em litígio, para conseguir atingir, pelo menos, um consenso. Assim, a CDU introduziu um projecto de resolução que acusa o governo de reduzir os orçamentos para as municipalidades, mas que simultaneamente fala de um «saco azul» no orçamento do Estado, de que o governo se serve livremente e sem qualquer controlo parlamentar.

O PS não pode aceitar o ataque contido na expressão «saco azul» e começa-se a andar às voltas. A Srª. D. Nédia Cabecinha, CDU, de espírito vivo e geralmente com um comprimento de avanço sobre os seus colegas, procura explicar que a expressão «saco azul» não tem nada de ofensivo, pois que ela própria, em sua casa, tem no armário sacos azuis, amarelos, vermelhos e verdes. Outros deputados intervêm, para passar em revista os sacos que conhecem ou de que já ouviram falar. Felizmente que ninguém tem a ideia de adiar o voto para uma futura sessão, para permitir verificar se o saco em questão é realmente azul, ou se por acaso, verde, amarelo ou vermelho. E se se não tratasse de um saco, mas de uma conta bancária? A cor dos cheques tornar-se-ia importante, pois permitiria identificar o banco.

Quando, após muita discussão, a Mariana Caixerinho, Presidente da Junta de Freguesia de Santiago, propõe substituir a palavra «saco azul» pela palavra «verbas», toda a gente acaba por se sentir aliviada e a resolução passa, com uma maioria de votos favoráveis do CDU e PS.

É meia-noite e quinze. A Assembleia acaba de ter início com a ordem do dia, propriamente dita. Este cronista está cansado. Vão retirar-se. Qual é a impressão com que se fica? Uma impressão essencialmente positiva: a Assembleia Municipal é uma escola de democracia, uma Escola Primeira. As discussões ganhariam talvez em eficácia se fossem melhor preparadas, e se houvesse, para além das sessões plenárias, contactos entre os partidos sobre os textos a apresentar.
Miguel Mosquito

 

Rosa Luxemburg …. no Sporting de Lisboa

Para mim, a Srª D. Nédia, esposa do nosso ex-Presidente da Câmara, foi a estrela da noite da Assembleia Municipal. Quer fale do «saco azul», das escolas ou do Centro de Saúde, fala numa linguagem cuidada de combatente comunista, como um bom chefe de cozinha mantém os seus instrumentos de cozinha: sempre bem polidos e impecáveis. Quando intervém num debate sobre o SAP (Serviço de Apoio Permanente) e fala da necessidade dos idosos de poderem dispor de uma assistência médica permanente, o seu discurso é sempre político e envolve toda uma encenação que me faz pensar ao melhor de Bertold Brecht.

Ela não pertence ao grupo daqueles nem daquelas que, em nome de um patriotismo local à antiga, mistura a linguagem de Karl Marx com um vocabulário de extrema-direita, estilo «o senhor não respira com o povo… (isso, que já se ouviu da boca de um homem de teatro alcacerense, faz "bloc" na minha cabeça!). - Não, ao escutar-se a Nédia, sonha-se com Rosa Luxemburgo, com Helene Weigel ou com Julho de ’75 em Portugal.

Hoje em dia, imagina-se a Senhora sentada no Estádio de Alvalade em Lisboa, no início de um jogo decisivo do Sporting. Enquanto que o marido, administrador da SAD, pensa com uma vitória da sua equipa e com ver encher os cofres do seu clube, ela, Nédia, sonha poder dirigir-se à multidão e fazer um elogio flamejante ao PC e à luta de classes. "Basta a exploração dos trabalhadores!" ... "Vamos passar à ofensiva".... "A luta continua!"...."Golo!" . Que seja perdoado ao velho da geração '68 que sou, continuar a sentir um arrepio de nostalgia sempre que ouço a linguagem dos jovens revolucionários de antanho. O tempo das cerejas…
Miguel Mosquito

21 dezembro 2005

 

Os presépios e as promoções do mês (de Natal)

NATAL é a promoção do mês. Não é ?
Presépio na montra do Restaurante "Quintalinho"
Este ano, a decoração de Natal e os presépios na Rua Direita são mais ricos e mais lindos que nos anos passados. Esperamos que a alegria de Natal nos faz esquecer que os bolsos do Pai Natal estão bastante vazias. Mas temos uma consolação na citação da modista Wedgewood:
"The more you consume, the less you think."


 

Notas a margem :

• O Presidente da Câmara, Sr. Pedro Paredes tem anunciado em reposta a perguntas que o campo de Minigolfe na margem sul do Rio Sado vai ser desalojado no campo desportivo da Municipalidade. Segundo o Presidente, a mudança das instalações para o outro sítio não é tão caro. A grade metálica vai ser suprimida.
Desde a inauguração do Minigolfe por o antigo Presidente da Câmara, no fim de Outubro, as instalações nunca foram utilizadas e o sítio tem ainda um aspecto prisional. Na margem da última sessão da Câmara Municipal, o vereador Matias justificou a construção do minigolfe por o facto que foi subsidiado por 80% com subsídios europeus. Parece que o vereador da CDU não se perguntou se não há investimentos mais produtivos e mais necessários a fazer com os subsídios europeus.

• Está decidido suprimir o campo de campismo selvagem que funciona ou não funciona desde anos perto da barragem do Pego do Altar sem autorização nenhuma. Os utilizadores estarão convidados a deixar o terreno, se não podem ser desalojados à força, se necessário. Depois, a Câmara vai limpar e arrumar toda esta área. No futuro está previsto construir um campismo oficial com instalações sanitárias e com tudo como deve ser.
O Plano de ordenamento do Pego de Altar do Governo está a prever a construção de um complexo turístico na ribeira de Rio Mourinho, a um quilometro de Santa Susana, com actividades náuticas.

• O Arq. Beato da Câmara Municipal está encarregado de preparar o espaço da feira “PIMEL”. Os comerciantes e empresários de Alcácer vão ser convidados para determinar as actividades a exibir, e a ocupação do espaço. A Câmara prevê a possibilidade de organizar manifestações comerciais mais reduzidas, mais temáticas (Mostra das Sopas à Montemor-o-Novo ; Feira do Queijo à Borba, etc.)

• O posto do Turismo que está actualmente na Rua da República, longe do Largo de Camões, será provavelmente desalojado. Uma solução que está estudada é a construção de um kiosque na praça, mais ou menos em frente do BPI, no local dos bancos de « má-lingua » (a expressão é do Miguel Mosquito).

20 dezembro 2005

 

Os meus votos para o Ano 2006

Que os leitores deste blog continuem a gostar do 'Sal d'Alcácer'

Que as taínhas do Rio Sado continuem a saltar de alegria e as pessoas também.


 

A reunião da Câmara Municipal de 16 de Dezembro: Por não haver público, as tiradas do Sr. Matias irão fazer ninho nas actas da sessão.

Foi talvez por à ordem do dia faltarem assuntos interessantes que a última reunião da Câmara Municipal foi assinalada sobretudo por escaramuças entre a oposição e o executivo. O Sr. Matias (CDU) estava na sua melhor forma e os seus dotes oratórios talvez pudessem ter divertido a assistência, se a houvesse. Mas o público apenas incluía, para além dos sete membros da Câmara, uma jornalista da rádio, dois vereadores municipais e um curioso que - por estas linhas - se dá ao trabalho de resumir e de comentar o que foi dito.

Em nome da CDU, o Sr. Matias lamentou em primeiro lugar que nenhum membro do executivo se tivesse deslocado ao aeroporto de Lisboa para cumprimentar a delegação moçambicana cuja visita ele havia anunciado na semana anterior. Em seguida, num tom reivindicativo, fez a leitura de todos os projectos de investimento que tinham sido aprovados e que eram candidatos a subsídios ou já em obra, pelo anterior executivo. Achava necessário, provavelmente, nomear estes projectos, para se certificar que não seriam afastados pelos sucessores, por qualquer «ignorância» voluntária ou não, desses processos.

O Sr. Marias explicou seguidamente que tinha recebido uma carta registada do Presidente da Câmara, a pedir-lhe que devolvesse aos serviços da Câmara o telemóvel e o cartão do serviço. Uma carta semelhante tinha sido enviada também a outros vereadores e altos funcionários da Câmara. Mostrando-se indignado, o Sr. Matias questionou-se sobre se tal medida contribuiria para a motivação dos trabalhadores e quadros da Municipalidade. Citou a lei que obriga a Câmara a colocar à disposição dos seus funcionários todos os meios necessários para o exercício das suas funções. Por fim, expressou a suspeita de que estas medidas sejam aplicadas unilateralmente aos membros da CDU, por pura mesquinhice e, num tom irónico, permitiu-se acrescentar que o telemóvel era para ele um instrumento de trabalho essencial. Por fim, num grande gesto teatral, o Sr, Matias colocou o objecto em disputa, bem como o cartão do telemóvel e as facturas que lhe dizem respeito em cima do banco do Presidente, fazendo assim uma demonstração simbólica que será certamente seguida por outras pessoas em causa.

O Presidente Paredes respondeu secamente que se recusava a comentar mais as palavras do representante da CDU, no que respeitava à utilização dos telemóveis de serviço por altos funcionários e representantes da Câmara. No que diz respeito à leitura dos processos de investimento, contentou-se em comentar: «já estamos dentro este assunto », fazendo notar, de passagem, que o Sr. Matias fazia uma vez mais prova de «arrogância» pelo seu modo de dar lições.

De seguida, a Câmara ocupou-se do regulamento que visa controlar a venda ambulante na comuna, limitada normalmente a alguns locais e a certos horários. A falta de controlo das vendas é um assunto que preocupa os comerciantes que se queixam de uma concorrência desleal. Para tornar os controlos operacionais, bastava actualizar o montante das multas e sobretudo convertê-las da moeda antiga em Euros. Após algumas escaramuças, sobre a questão de saber se os controlos funcionavam ou não durante o regime da Câmara CDU, foi finalmente adoptada a emenda do regulamento, proposta pelo executivo.

Abriu-se outra controvérsia, sobre os alunos e estudantes de famílias desfavorecidas que iriam beneficiar de uma bolsa de estudos municipal. De acordo com a vereadora Luzia Carvalho, a selecção dos candidatos teria sido feita de acordo com critérios políticos e não em função das necessidades. O Presidente da Câmara prometeu investigar a questão e de reportar sobre ela. As bolsas foram de seguida aprovadas com esta garantia.

Com os votos da maioria e contra os da oposição, a Câmara acabou por decidir alterar a data e a hora das reuniões da Câmara. De futuro, estas deixarão de se realizar à sexta-feira à tarde, e passarão a ser às segunda e às quartas quintas-feiras de manhã, às 9.30. O Presidente justificou esta alteração pelo facto das reuniões inter-municipais se realizarem normalmente à tarde e por a minoria CDU se queixar que o horário da manhã era um obstáculo sério à assistência de público.
Miguel Mosquito

17 dezembro 2005

 
Luís Afonso - Bartoon; PúblicoO que ele não sabia, é que só os leitores deste blog são responsáveis por a perda de 35.000 horas de trabalho por ano. Mais uma boa razão para fazer uma pausa.

10 dezembro 2005

 

Ouro e Prata para dois Restaurantes de Alcácer




Dois restaurantes de Alcácer do Sal foram premiados esta semana na Cidade do Porto no concurso nacional "Gastronomia e Vinho do Porto". Entre setenta e seis restaurantes concorrentes, "A Descoberta" ganhou um Diploma de Ouro e a Albergaria da Barrosinha ganhou um Diploma de Prata. O Presidente do júri soblinhou no seu discurso a ementa do restaurante "A Descoberta" como exemplo de um prato alentejano autêntico, cozinhado com simplicidade e profissionalismo. - Rabo de Vitelão alentejano, estufado em vinho tinto c/ esparregado de beterrabas e puré de batata e alhos. -
O concurso Gastronomia e Vinho do Porto é dos mais prestigiados concursos gastronómicos do país, e tem por objectivo a combinação entre a gastronomia e os vinhos do Porto e Douro.
Estão de Parabéns.
Inácia Arsénio

Para obter mais informações sobre este concurso, o jurí, os participantes e as ementas, "clique" o site do Instituto do Vinho do Douro e do Porto: http://www.ivp.pt

 

Câmara Municipal de Alcácer: Balanço do primeiro mês da nova equipa

A nova Câmara Municipal está em exercício há um mês. Qual é o balanço dos seus primeiros 30 dias? – Coloco a questão ao Presidente da Câmara, há uma semana. O Arq. Pedro Paredes recebe-me no seu gabinete, que é o mesmo do seu antecessor. No entanto existem diferenças: a mesa baixa e os grandes sofás que acolhiam os visitantes do Eng. Rogério Brito, foram substituídos por uma pequena mesa redonda, de conferência, rodeada por cadeiras altas. Aqui não há lugar para descanso nem mesmo para dormir. O que mais chama a atenção é a grande secretária do Presidente, na qual apenas se encontram os documentos do próprio dia, perfeitamente alinhados. Esta mesma ordem rigorosa já me havia impressionado no gabinete do Arquitecto. Demonstra um espírito disciplinado, bem organizado, que sabe escolher as suas prioridades e que tem horror ao supérfluo e à confusão. Nas paredes, dois quadros de arte moderna, de bom gosto; um faz-nos pensar num quadro de Chagall e o outro, com um motivo de uma árvore de fruta e uma pessoa flutuando no ar, emite também uma lufada de sentimentos calorosos, no meio de um espaço bastante austero.

À minha pergunta sobre o balanço provisório dos primeiros trinta dias, o Presidente da Câmara responde com serenidade: «Está a correr bem». E cita, em primeiro lugar, a abordagem dos cidadãos pelos serviços comunitários. Primeiro exemplo: a melhoria do acolhimento dos cidadãos que vêm tratar de qualquer assunto à Câmara. Por regra, deixaram de se colocar em pé, por detrás de um balcão, e podem agora sentar-se e conversar com os funcionários. - Uma novidade desta Câmara, é a «Presidência aberta». Isto significa que todas as quartas-feiras, o Presidente da Câmara e os seus três vereadores se reúnem numa das seis Juntas de Freguesia, juntamente com o Presidente da Junta, para receber e ouvir os residentes dessa junta. As pessoas de Torrão, Comporta, Carrasqueira, Casebres/São Martinho e Santa Susana têm assim a oportunidade de falar, nas suas próprias localidades, de seis em seis semanas, com os representantes comunais, em vez de se verem na obrigação de se deslocar a Alcácer para o fazer. «Esta prática tem sido muito bem recebida», sublinha o Presidente.

Os cerca de 23 lugares de estacionamento de viaturas que estavam reservados para os altos funcionários da Câmara e da Repartição de Finanças desapareceram, facilitando assim o estacionamento do Zé-Povinho nessa área cheia de automóveis (Ndr. Até o Presidente da Câmara abdicou do seu lugar reservado). Foram também suprimidos, ou estão em vias de desaparecer, alguns privilégios financeiros, o que tornará mais leves as despesas do Concelho: trata-se dos «cartões frota», i.e. cartões para gasolina que permitiam a um certo número de funcionários, encher o reservatório de gasolina à custa do Zé pagante. Trata-se também de algumas viaturas de serviços que os funcionários tinham por hábito utilizar também para fins privados, bem como de um parque considerável de telemóveis que podiam ser utilizados à vontade por certos funcionários, sendo a factura paga pela Câmara. Tudo isto está a ser aos poucos posto em ordem, sem empurrar demais os hábitos, explica-me ainda o Presidente.

Por fim, a arrumação necessária nos serviços da administração está também no bom caminho, de acordo com o Presidente. Explica-me que um número impressionante de altos funcionários se notabilizava sobretudo pelas suas ausências frequentes bem como pelas suas viagens de negócios. Um deles, cujo nome soubemos sem surpresas – teria mesmo confessado ter passado, no ano passado, mais tempo em viagem do que no seu gabinete em Alcácer. Alguns funcionários, como o Eng. Pedroso, encarregue das obras públicas, pediram a demissão, outros já foram «desautorizados» ou estão a ser «desautorizados» aos poucos. Ainda outros receberam novas funções ou foram «destacados» temporariamente para outros serviços púbicos fora de Alcácer. É o caso do Dr. António Lacerda, ex-chefe da divisão sócio-cultural, que foi colocado nos Serviços de Turismo da Costa Azul em Setúbal.

Nas camadas superiores, a reestruturação dos serviços está mais adiantada do que nos escalões inferiores, onde existem ainda város lugares a mexer e nomeações a fazer.

Do lado negativo deste balanço provisório, o Presidente cita-me dois pontos: «Em primeiro lugar, ninguém para além dos serviços, sabe o que estamos a fazer». Por outras palavras, a Câmara não possui ainda um serviço de informação digno desse nome. É uma grande desvantagem, que o Presidente promete resolver num futuro próximo, nomeando uma pessoa – que deve possuir uma formação profissional em jornalismo – como responsável das relações com a imprensa e encarregada de redigir comunicados e artigos. (Em matéria de informação, o Presidente da Câmara quer-se transparente. Não vê o papel do serviço de informação da Câmara a fazer o culto das personalidades do executivo, nem a informar exclusivamente sobre projectos iniciados e projectos terminados).

O Presidente cita como segundo ponto negativo, ou antes problemático, a falta de coordenação nos serviços. «Frequentemente, ninguém sabe quem faz o quê e temos ainda muitas duplicações de funções», explica, sublinhando ao mesmo tempo que é ele próprio responsável pelo funcionamento interno dos serviços.
A Câmara e a empresa municipal EMSUA, juntas, contam umas 400 pessoas. O Presidente compara este aparelho a um avião com o mesmo número de botões. «Vai ser preciso algum tempo antes que saibamos pilotar esta máquina como deve ser», lança-me o Arquitecto Paredes.
Metódico e bem preparado como é, tenho toda a confiança de que não haverá nenhum «crash«.
Bons voos, Senhor Presidente1
Miguel Mosquito

 

Basta!!!!

Estive uma semana fora de Alcácer, sem qualquer contacto com o nosso blog, e fiquei muito desgostoso quando pode ler os comentários, verifiquei que existem pessoas que se comportão como simples adolescentes inconscientes, (e não quero ofender os adolescentes). Basta ler o editorial para que se lembrem das regras deste blog. Eu nada tenho contra lavar a roupa suja, no entanto não se lava com sabão de "merda" e outras palavras menos adequadas, nem com insultos pessoais. Se no futuro os corajosos "Anónimos" continuarem com estas atitudes, o blog passará a ter comentários reservados a aderentes.
Miguel Mosquito

08 dezembro 2005

 

ADEUS

O título diz bem o que diz.
Devem ter reparado que ultimamente tenho participado muito pouco nest "blog". Ocupa-nos mais tempo do que pensamos, e ainda tenho imensos afazeres além do meu trabalho na Universidade. Devo confessar que também participo em outros "blogs" sobretudo politicos ( a época que se aproxima é estraordináriamente propícia a isso) tanto mais que ao fazê-lo tenho a sensação de meter o meu pequeno tijolo na construção desta enorma casa que é o "progresso de Portugal"
No enanto mentiria se dissesse que são só estas as razões!!!
O Michel Noelke, aliás Miguel Mosquito explicou-me o seu projecto e pediu-me para participar. Aceitei pois parecia-me interessante , que numa terra abandonada e de pobreza cultural injusta, talvez, também aqui, pudesse (pretensiosamente?) pôr o meu pequeno tijolo na construção de qualquer coisa que vale a pena, tanto mais que sou dos que acreditam que só se progride com diálogo. Devo dizer que a desilusão é grande, a sensação de estar a perder o meu tempo é notória. Explicações? Para quê? Para ter mais comentários de "valentões" anónimos? Sei que em Alcácer do Sal há suficiente gente culta e bem educada, que ao ler os comentários deste "blog" dírá seguramente: o Nunes tem razão!!!
A patir de hoje às 15.00 horas deixo de fazer parte deste blog.
Só desejo que Alcácer do Sal não tenha o imerecido e inglório futuro que alguns dos seus filhos teimam em dar-lhe.
Luis Nunes

04 dezembro 2005

 

REUNIÃO DA CÂMARA: RESUMO

A nova Câmara reuniu-se ontem mais uma vez em sessão pública. À parte o autor destas linhas, que assistia pela primeira vez a um tal acontecimento, apenas estavam dois cidadãos de Alcácer, nos bancos do público. Qual o motivo desta falta de interesse? Não saberei responder, mas estou certo que a ordem dos trabalhos distribuída antes da reunião era de tal maneira aborrecida e numa tal linguagem burocrática, que o comum dos mortais não compreenderia grande coisa e a documentação que a acompanhava pouco explicava o que a tornava incompreensível.
Esperemos que os vereadores sabiam do que se falava e o que iam decidir. Parece que sim. Os quatro representantes da maioria estavam lá todos. Da oposição faltou a Vereadora Luzia de Carvalho. O único porta-voz da CDU era o vereador Jerónimo Matias que interveio em vários pontos. No conjunto, retirou-se a impressão que a oposição jogou bem o seu papel. Sem fazer obstrução sistemática, ela procurou marcar alguns pontos. Mas cada vez que o tentaram, foram recusados pela maioria que se mostrou pouco indulgente.
Antes de entrar na Ordem dos Trabalhos, o Sr. Matias propôs que uma delegação de Moçambique, que deve chegar em breve a Portugal seja recebida pela Câmara, uma vez que a antiga direcção tinha estabelecido laços de cooperação com uma cidade moçambicana que visitou várias vezes. Segundo o Sr. Matias a Câmara teria todo o interesse em continuar esta cooperação que custaria, segundo ele, pouco dinheiro à Câmara, mas poderia ser benéfica para alguns negócios graças aos subsídios europeus. Sem fechar definitivamente a porta a esta sugestão, o Presidente da Câmara sublinhou que o Concelho tinha poucos meios e se via na obrigação de se concentrar nos numerosos problemas sociais que existem no nivel do Concelho. Como nos explicou mais tarde o Presidente da Câmara, ele quer reduzir de maneira radical as deslocações caras e sem terem utilidade garantida, sem renunciar evidentemente às manifestações essenciais como a Assembleia dos Municípios de Portugal que se realizará brevemente no Porto.
Quanto à Ordem dos Trabalhos, a Câmara decidiu com a maioria do PS e abstenção da CDU, o Conselho de Administração da EMSUA. Ele será constituído pelo Presidente da Câmara,Pedro Paredes, o Vice-presidente, João Massano, e o Eng. Rapolho, que não conseguiu ser eleito na Freguesia de São Martinho. Por unanimidade foi decidido que a Câmara seria representada nas Assembleias inter-municipais do Baixo Alentejo e do Litoral alentejano, pelo Presidente Paredes. O Vereador João Faria, responsável pela cultura, representará o Concelho nas reuniões da Comissão Regional de Turismo da Costa Azul.
No que diz respeito ao Orçamento do PIDDAC para os trabalhos públicos a realizar em 2006, houve alguns choques. O Sr. Matias achou que a maioria PS mostrou-se pouco "elegante" quando rejeitou a proposição CDU e adoptou a sua que é praticamente igual. O Presidente Paredes explicou que a proposição CDU continha imprecisões e erros técnicos e que portanto era necessário corrigi-los. Voltaremos a falar sobre estes trabalhos que dizem respeito, entre outros, ao Rio Sado e a questão das águas residuais de Alcácer.
Quanto ao Plano de Mobilidade do Concelho, o Presidente achou que tinha certos aspectos que necessitavam novos exames e que portanto era prematura decidir agora. O Vereador Massano explicou que nem tudo tinha sido bem executado pelas empresas privadas e que o acabamento do projecto está actualmente bloqueado. O Sr. Matias explicou que a municipalidade só contribuía com 80% das despesas o resto devendo ser pago por subsídios europeus e nacionais.
Os restantes pontos da Ordem dos Trabalhos foram aprovados sem grande dificuldade.
Miguel Mosquito

03 dezembro 2005

 

Em breve...

Em breve, vamos apresentar um resumo da última reunião de Câmara e também uma entrevista com o Sr. Presidente da Câmara com o balanço provisório dos primeiros 30 dias de trabalho.
A Assembleia Municipal vai reunir-se no próximo dia 16 de Dezembro pelas 21.00 h.~
Todos os Municipes poderão estar presentes.

 

O que necessita, segundo o Dr. Freud











---"Mas não meu caro amigo! Se quiser melhorar, ponha um pouco de sal na sua vida, mas não um qualquer! Tome cada dia uma dose do blog "Sald'Alcácer". Eis o que necessita para vencer a depressão"

 

02 dezembro 2005

 

Os comerciantes se reunem em frente da crise

Um grupo de uns cinquenta comerciantes reuniram-se na 4º-feira à noite, na Sede da Junta de Freguesia de Santiago para falar dos problemas do comércio tradicional de Alcácer do Sal. A reunião era uma continuação da que tinha sido realizada uma semana antes, no auditório municipal, por iniciativa das Juntas de Freguesia de Santiago e Santa Maria do Castelo. Desta vez os comerciantes reuniram-se entre eles principalmente para escolher uma comissão que os possa representar ao nível da Freguesia e para tomar algumas medidas a curto prazo. Na verdade, a insatisfação é enorme da parte dos mesmos para com a Associação dos Comerciantes."Ela nada faz por nós mesmo se a nossa situação não para de se deteriorar" ouviu-se aqui e ali. Alguns ameaçaram mesmo de não pagarem mais a sua quota à Associação.
Como se sabe, aquando das últimas eleições da Associação, há mais de um ano e meio, duas listas de candidatos afrontaram-se e os resultados finais foram contestados por uma história de votos por correspondência. Desde então a Associação está paralisada.
A Associação dos Comerciantes de Alcácer do Sal representa todos os comerciantes do Concelho e é uma filial da Associação dos Comerciantes do Distrito de Setubal.
O grupo de comerciantes que se reuniu na Freguesia de Santiago é um grupo informal composto exclusivamente de comerciantes de Santiago e Sta Maria do Castelo, quer dizer de Alcácer cidade. Elegeram uma comissão provisória composta de Manuel Isaías proprietário da peixaria do mesmo nome, Michael Noelke, co-proprietário do restaurante A Descoberta, João Mendes, proprietário de duas lojas Anrita e a Casa do Mendes e João Máximo, co-proprietário da Casa Máximo no Largo Camões. Têm como missão essencial preparar um boletim no qual os estabelecimentos de Alcácer anunciarão, a partir da próxima semana, as acções especiais para o período de Natal com descontos. Esta acção pretende atrair mais clientes para o pequeno comércio de Alcácer e será apoiada pela Rádio Mirasado, cujo Director esteve presente.
O mandato da Comissão Provisória termina em Janeiro, quando numa próxima reunião os comerciantes decidirão o que fazer dela. Uma das hipóteses será, sem dúvidas, desbloquear e revitalizar a Associação oficial dos Comerciantes pois existe um indiscutível desejo e necessidade de reagir contra a degradação progressiva da situação do comércio em Alcácer.
Miguel Mosquito

 

Aceitam-se cães ?

Viajando com o meu cão,escrevi antecipadamente ao Hotel Amador Las Cruces,no Estado do Novo México, para saber se podiam acomodar um hóspede de quatro patas.

Eis a resposta:

"Trabalhamos na indústria hoteleira há mais de 30 anos. Até agora nunca precisamos chamar a polícia para expulsar um cão que promovesse distúrbios até altas horas da noite.

Até hoje nunca vimos um cão pôr fogo na roupa da cama por adormecer com um cigarro na mão.

Nunca encontramos uma toalha ou um cobertor do hotel na mala de um cão, nem manchas deixadas nos móveis pelo fundo da garrafa de um cão.

Está claro que aceitamos o seu cão.

PS: Se ele se responsabilizar pelo senhor, "venha também".

 

Cinema: “Uma Sogra do Pior” em Alcácer do Sal

No próximo fim-de-semana, o filme em exibição no Auditório Municipal de Alcácer do Sal é “Uma Sogra de Fugir”.
Charlotte sempre teve azar no amor, as coisas começavam bem mas acabavam sempre mal, esta maré de azar acaba quando ela conhece Kevin, a empatia é total, conheceu finalmente o homem da sua vida.
As coisas correm tão bem, que o casal pensa em casamento, até que ela conhece a mãe dele………….que tenta fazer tudo para que o casal se separe.
Uma comédia a não perder de Robert Luketic com Jennifer Lopez, Jane Fonda e Michael Vartan nos papéis principais.
As sessões realizam-se no dia 3 às 21H00 e no dia 4 às 16H00, ao custo unitário de 2 euros.

 

CARINHOS


 

Quem compreende isso ?

Todos os cidadãos estão convidados para assistir as reuniões públicas da Câmara Municipal, de quinze em quinze dias. A próxima têm lugar hoje, às 15.00 horas, com a seguinte ordem de trabalhos.
Quem compreende esta linguagem burocrática? - Na minha opinhão, um serviço de informação não é simplesmente um serviço de fotocópia e de divulgação, mas um serviço que produz uma informação compreensivel para os cidadãos. Por isso acontecer, as pessoas em causa devem ter a formação que lhes permite traduzir uma linguagem técnica numa linguagem de todo o mundo e colocar as informações num contexto que é preciso saber para compreender o que se disse. Aqui falta explicações. Ninguem deve ser surpreendido, que os cidadãos não se interessem pelas reuniões da Câmara se eles tivessem a impressão que não são bastante inteligentes para compreender as coisas que se discutem.
Portanto, a boa noticia é que a Câmara vai ter uma jovem pessoa com formação de jornalista que vai ser responsavel pela informação pelas comunicações da Câmara. Esperamos ......
Miguel Mosquito

Comunicação da Câmara:

"Temos o prazer de convidá-lo a estar presente na próxima sexta-feira, dia 2, às 15H00, na sessão pública da Câmara Municipal, que se realiza no salão nobre dos Paços do Concelho. Os assuntos a serem discutidos são:
Relativo ao Gabinete de Apoio à Presidência:
Nomeação do Conselho de Administração da Empresa Municipal de Serviços Urbanos de Alcácer do Sal (EMSUAS);
Designação dos representantes da CMAS na Assembleia Intermunicipal da Associação de Municípios do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral;
Designação dos representantes da CMAS nas reuniões da Comissão Regional da Região de Turismo Costa Azul - Setúbal
Inscrição de verbas PIDDAC / 2006 para realização de obras;
Realização de Obras por Administração Directa.

Relativo à Divisão Sócio- Cultural:
Transferência financeira para a Câmara Municipal de Grândola e Juntas de Freguesia do Carvalhal e Santa Maria do Castelo para encargos com transporte escolar;
Aprovação do Acordo de Colaboração para utilização das instalações da Residência de Estudantes;
Aprovação da atribuição de subsidio de transporte para Educação Pré-Escolar Itinerante referente ao ano lectivo 2005/06;
Transferência Financeira no valor de 440,00€ para o Clube Desportivo e Recreativo de Águas de Moura.

Relativo à Divisão de Urbanismo, Equipamento e Habitação:
Informações no âmbito da delegação de competência – Relação dos despachos proferidos pelo Senhor Presidente da Câmara no período de 10-11-05 a 24-11-05.

Relativo à Divisão Administrativa e Financeira:
Aprovação da 7ª alteração ao orçamento da Despesa de 2005 da 5ª alteração ao Plano Plurianual de Investimentos e da 5ª alteração às Outras Acções mais relevantes da Actividade Municipal;
Apresentação de relatório sobre balanço à Tesouraria com referência a 31 de Outubro de 2005 e reconciliação bancária relativa à mesma data;
Tolerância de ponto em regime de alternância para os dias 2 e 9 de Dezembro.

Relativo ao Departamento de Obras Municipais e Serviços Urbanos
Aprovação da alteração do artigo 6º do Regulamento e Tabela de Taxas Municipais;
Pedido de pagamento nº 1 à CCDRA relativo à constituição da variante a Casebres;
Pedido de pagamento nºs 1 e 2 à CCDRA relativo à candidatura POE/2.5.414/DGE-MAPE-PRIME;
Pedido de pagamento nº 3 à CCDRA relativo à candidatura PRAI – cartão do munícipe;
Pedido de pagamento nº 6 à CCDRA relativo às infra-estruturas da Carrasqueira.

Proposta apresentada pelos Senhores Vereadores da Coligação Democrática Unitária
Aprovação do pedido de inscrição de verbas em PIDAC/2006 para a realização de obras no concelho de Alcácer do Sal.

 

Diferença entre "tu" e "você"

O meu amigo Emílio está sempre a tentar melhorar o meu - lamentavel ! - nivel de português. A lição nº 25 trata da diferença entre "tu" e "você":
Um pequeno exemplo, que ilustra muito bem essa diferença:
>O Director Geral de um Banco, estava preocupado com um jovem e brilhante Diretor, que depois de ter trabalhado durante algum tempo com ele, sem parar nem para almoçar, começou a ausentar-se ao meio-dia. Então o Director Geral do Banco, chamou um detetive e disse-lhe:
>- Siga o Diretor Lopes durante uma semana, durante o horário de almoço.
O detective, após cumprir o que lhe havia sido pedido, voltou e informou:
>- O Director Lopes sai normalmente ao meio-dia, pega o seu carro, vai a sua casa almoçar, faz amor com a sua mulher, fuma um dos seus excelentes cubanos e regressa ao trabalho.
Responde o Director Geral:
>- Ah, bom, antes assim. Não há nada de mal nisso.
Logo em seguida o detetive pergunta:
>- Desculpe. Posso tratá-lo por tu?
>- Sim, claro respondeu o Diretor surpreendido!
>- Bom então vou repetir: O Diretor Lopes sai normalmente ao meio-dia, pega o teu carro, vai a tua casa almoçar, faz amor com a tua mulher, fuma um dos teus excelentes cubanos e regressa ao trabalho.
>
A língua portuguesa é mesmo fascinante e pode esconder ou revelar surpresas!