29 setembro 2005

 

«Reactivação cultural» do Centro histórico


Os visitantes de Alcácer, sobretudo os visitantes estrangeiros, não podem deixar de se admirar com o estado de ruína em que se encontra o centro histórico de Alcácer. Enquanto que aldeias tais como Casebres (83,8% de votos comunistas nas últimas eleições municipais), Palma (72,8%) Arez/Vale de Guizo (66,2% comunista), Montevil (79,9%), Carasqueira (76,6%), Santa Susana e Barrancão (70,7%) e até mesmo Rio de Moinho (95% comunista!) experimentaram um desenvolvimento real durante os últimos anos, o centro histórico de Alcácer continua a degradar-se, ano após ano, sem que se veja a nossa Câmara comunista reagir seriamente a esta situação. Os dirigentes comunistas sabem cuidar do seu eleitorado, em detrimento de outras secções do Concelho. É certo que a Câmara faz intervenções aqui e acolá para dar um certo verniz à cidade histórica, mas não parece existir qualquer plano sério de requalificação urbana. Ora, a principal atracção de Alcácer é o seu património construído e o seu património natural.

Não há dúvida que os problemas são difíceis de resolver. Mas tenho a certeza que o arquitecto Pedro Paredes e o arqueólogo João Faria serão especialmente sensíveis a esta problemática, como aliás o candidato à Câmara tem afirmado repetidamente.

Que fazer aos cancros que os proprietários deixam apodrecer? Que fazer às imensas casas desocupadas, pela simples razão que os antigos proprietários já morreram e que os herdeiros, dispersos pelo mundo, não conseguem entender-se sobre o destino dos edifícios herdados? Não deixa de ser vergonhoso deixar morrer por negligência estes edifícios, alguns com mais de 200 ou 300 anos!

- Os processos de expropriação são extremamente longos e a cidade não possui meios financeiros para expropriar os edifícios abandonados. Os mecanismos de sanção contra os proprietários parecem também bastante fracos. E além disso, construir novo, na periferia, sempre é muito menos oneroso que renovar uma casa com paredes em taipa ou em pedra. Que fazer então?

Qualquer estratégia de requalificação urbana deve começar pela participação dos cidadãos. A municipalidade deve convencer os habitantes das vantagens económicas e culturais de uma requalificação cultural da sua cidade. Qual é a principal fonte de lucros de Óbidos? – O seu património. E de Monsarraz? O seu património. E está tudo dito. Sem seguir necessariamente estes exemplos, a municipalidade de Alcácer podia fazer muito:

1) – Realizar um inventário de todos os edifícios históricos da cidade velha ou pelo menos de todos os edifícios que apresentem problemas. Fazer isto, ficha a ficha, anotando os nomes e as moradas dos proprietários, os problemas dos edifícios e as medidas necessárias a tomar para reparar ou salvaguardar o seu exterior.
2) - Depois, a municipalidade podia fazer recomendações sobre as intervenções a realizar. Isto teria, além de outras, a vantagem de permitir que os proprietários deixassem de se interrogar sobre as autorizações. Os conselhos deveriam incluir as técnicas a aplicar e os materiais a utilizar para vários tipos de intervenções.
3) A municipalidade podia publicar manuais sobre estes assuntos (até mesmo sobre práticas erradas), podia indicar moradas de empresas,
4) encorajar a formação profissional,
5) organizar prémios anuais ou bianuais para a melhor obra de renovação.

A cidade podia fazer tudo isto em colaboração com um ou dois concelhos vizinhos… enfim, podia espalhar o saber de uma boa experiência e criar toda uma cultura em redor da renovação urbana.

Posto isto, a requalificação urbana não compreende apenas a construção mas também as actividades e em especial o comércio e o turismo. A Câmara deveria portanto tornar-se também mais activa nestes campos e procurar o diálogo com a população para o desenvolvimento destes sectores.

O autor destas linhas não pretende ser especialista em questões de urbanismo, mas uma coisa parece certa: não há lugar para paralisias perante esta tarefa gigantesca, que é preservar e desenvolver tudo aquilo que as gerações anteriores nos deixaram e de que devemos mostrar-nos orgulhosos…
Miguel Mosquito

Comments:
Bravo, je ne t'ai jamais connu aussi passionné!
 
Christina, fazemos o que podemos fazer !
 
o cine - teatro é do povo, a fina da lista do be é da opinião
que deviamos ocupar o cine - teatro logo apos as eleições,
vamos la camaradas, dia 10 outubro pelas 21 horas cine-teatro
ao povo
 
Concordo que se deva de fazer. Até pk "o povo unido jamáis será vencido".
 
Não sei quem é a fina do BE, mas eu simpatizo com o BE, conheço muita gente que faz parte da candidatura, sei que o BE gostaria de ver reabilitado o cine-teatro mas, garanto-vos, nunca ouvi ninguém daquele partido propor a sua ocupação.
 
O CORNUDO DO MASSANO O CARLOS GORDO DISSE QUE ELA VALE A PENA PINAR E DO ZE XULOSO ALIAS CAETANO E DO PORCO DO PAREDES VAI DAR DE COMER A TUA AMIGA FERNANDA DA COMPORTA, DEIXEM-SE DE PRESEGUIÇÕES SEUS MALANDROS DE MERDA NUNCA FIZERAM NADA POR ALCÁCER SEUS BADANECOS DE MEIA TIJELA
 
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