09 setembro 2005
Por que motivo apoio a candidatura de Pedro Paredes.
Entre todos os outros motivos que, na minha opinião, advogam uma mudança na presidência da câmara, o primeiro é a necessidade de uma alternância de poder. A câmara de Alcácer é governada, desde a Revolução dos cravos, pelo Partido comunista. Em toda a parte do mundo, os que estão no poder durante demasiado tempo acabam por considerar a cidade ou o país que governam como seus. Apropriam-se da coisa pública em lugar de servirem a coisa pública.
O que é que se vê em Alcácer do Sal: uma câmara cujo número de funcionários cresce de ano para ano, mas que nem por isso ganha em eficácia. Um poder que é cada vez mais fechado, em vez de transparente. Será que é a Assembleia municipal que controla o poder, como devia fazê-lo? Não, ela tem vindo a apagar-se e não exageraríamos se disséssemos que ela faz parte do próprio poder.
Mas, comecemos a análise por onde ela deve começar: vivemos numa cidade pequena, de belas tradições, mas «estranhamente inerte», como se diz num guia turístico francês. Claro que isto não se deve essencialmente à Câmara, mas à estrutura desta sociedade, ainda muito rural, do Concelho de Alcácer, muito marcada pelo autoritarismo, pela pobreza, por um nível de educação muito baixo e por uma total falta de perspectivas, que não seja a emigração.
Que isto não agrade a alguns ou que os choque até, é possível, mas não me parece exagerado constatar que 31 anos depois da Revolução dos Cravos, a maioria das gentes de Alcácer continue fechada numa mentalidade pré-democrática. A maioria dos adultos receia a própria sombra, não se atreve a comprometer-se, apaga-se perante a autoridade, só pensa em si próprio, tem uma atitude cínica em vez de cívica, falta-lhe o sentido de responsabilidade e mais não digo...
Para daqui sair não basta alterar as responsabilidades da Câmara, é necessário fazer evoluir as mentalidades das gentes para que acabem por gostar de construir uma sociedade civil. O que é que o poder local fez neste sentido? Será que é o motor desta evolução ou antes o seu travão? Procura a participação dos cidadãos ou fecha-se sobre si mesmo? Ouve e favorece o debate ou mostra-se arrogante? Aceita as críticas ou fustiga os que o incomodam?
Onde está a transparência deste poder? É os «amigos em primeiro lugar» ou escolhem-se os melhores? Respeitam-se os procedimentos claros ou procura-se dar-lhes a volta? Procura-se informar o mais honestamente possível ou manipular?
Parece-me que o balanço desta Câmara não é positivo em relação a qualquer destes critérios. É verdade que é difícil conseguir a participação dos cidadãos que não têm esse hábito, não acreditam nele e têm prazer numa resignação cínica. Mas o poder local deve ser o motor da modernização e da democratização. Não deve ser o seu travão.
Pedro Paredes escolheu como sua prioridade para Alcácer a participação dos cidadãos nas decisões do poder local. Por trás do seu slogan «Alcácer para todos» surge o seu desejo de estimular as iniciativas privadas e de as encorajar através de uma parceria público/privado. É neste contexto que procura igualmente implementar aquilo que ele chama uma «cultura de cliente nos serviços municipais». Isso significa conferir ao serviço público a noção de serviço e tornar o serviço público mais próximo do cidadão, através de uma certa descentralização das tarefas para as juntas de freguesia.
Tudo isto é bastante promissor, embora difícil de realizar. Mas mesmo o caminho mais longo começa com um primeiro passo. E para que Alcácer possa iniciar esse caminho, o primeiro passo é votar em Pedro Paredes.
Miguel Mosquito
O que é que se vê em Alcácer do Sal: uma câmara cujo número de funcionários cresce de ano para ano, mas que nem por isso ganha em eficácia. Um poder que é cada vez mais fechado, em vez de transparente. Será que é a Assembleia municipal que controla o poder, como devia fazê-lo? Não, ela tem vindo a apagar-se e não exageraríamos se disséssemos que ela faz parte do próprio poder.
Mas, comecemos a análise por onde ela deve começar: vivemos numa cidade pequena, de belas tradições, mas «estranhamente inerte», como se diz num guia turístico francês. Claro que isto não se deve essencialmente à Câmara, mas à estrutura desta sociedade, ainda muito rural, do Concelho de Alcácer, muito marcada pelo autoritarismo, pela pobreza, por um nível de educação muito baixo e por uma total falta de perspectivas, que não seja a emigração.
Que isto não agrade a alguns ou que os choque até, é possível, mas não me parece exagerado constatar que 31 anos depois da Revolução dos Cravos, a maioria das gentes de Alcácer continue fechada numa mentalidade pré-democrática. A maioria dos adultos receia a própria sombra, não se atreve a comprometer-se, apaga-se perante a autoridade, só pensa em si próprio, tem uma atitude cínica em vez de cívica, falta-lhe o sentido de responsabilidade e mais não digo...
Para daqui sair não basta alterar as responsabilidades da Câmara, é necessário fazer evoluir as mentalidades das gentes para que acabem por gostar de construir uma sociedade civil. O que é que o poder local fez neste sentido? Será que é o motor desta evolução ou antes o seu travão? Procura a participação dos cidadãos ou fecha-se sobre si mesmo? Ouve e favorece o debate ou mostra-se arrogante? Aceita as críticas ou fustiga os que o incomodam?
Onde está a transparência deste poder? É os «amigos em primeiro lugar» ou escolhem-se os melhores? Respeitam-se os procedimentos claros ou procura-se dar-lhes a volta? Procura-se informar o mais honestamente possível ou manipular?
Parece-me que o balanço desta Câmara não é positivo em relação a qualquer destes critérios. É verdade que é difícil conseguir a participação dos cidadãos que não têm esse hábito, não acreditam nele e têm prazer numa resignação cínica. Mas o poder local deve ser o motor da modernização e da democratização. Não deve ser o seu travão.
Pedro Paredes escolheu como sua prioridade para Alcácer a participação dos cidadãos nas decisões do poder local. Por trás do seu slogan «Alcácer para todos» surge o seu desejo de estimular as iniciativas privadas e de as encorajar através de uma parceria público/privado. É neste contexto que procura igualmente implementar aquilo que ele chama uma «cultura de cliente nos serviços municipais». Isso significa conferir ao serviço público a noção de serviço e tornar o serviço público mais próximo do cidadão, através de uma certa descentralização das tarefas para as juntas de freguesia.
Tudo isto é bastante promissor, embora difícil de realizar. Mas mesmo o caminho mais longo começa com um primeiro passo. E para que Alcácer possa iniciar esse caminho, o primeiro passo é votar em Pedro Paredes.
Miguel Mosquito
Comments:
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olá a todos
é sempre agradavel encontrar locais ond podemos debater o futuro da nossa terra
queria apenas deixar uma pequena demonstração de alguma desilusão pelo debate do dia 09-09-05 no auditório municipal
sr Paredes ... então e ideias ?????
as pessoas precisam saber o que pretende para a nossa terra ... dizer que vai fazer com o apoio de todos é fácil ... agora apresentar propostas é mais dificil ...
surpreenda-nos ... precisamos mudar ... mas para mudar é preciso ideias, coisa que não vi ontem à noite
é sempre agradavel encontrar locais ond podemos debater o futuro da nossa terra
queria apenas deixar uma pequena demonstração de alguma desilusão pelo debate do dia 09-09-05 no auditório municipal
sr Paredes ... então e ideias ?????
as pessoas precisam saber o que pretende para a nossa terra ... dizer que vai fazer com o apoio de todos é fácil ... agora apresentar propostas é mais dificil ...
surpreenda-nos ... precisamos mudar ... mas para mudar é preciso ideias, coisa que não vi ontem à noite
Estou de acordo.Foi uma grande frustração para min. O Pedro Paredes não conseguí arrancar a oportunidade de presentar propostas concretas e coerentes. Esperou que,a proxima vez, vai ser maisi concreto. Se não ..
www.movimento-cidadaos.net,
a meu ver apresenta uma estrutura mais facil de usar!
aqui apenas podemos comentar os post´s que são colocados...
a meu ver apresenta uma estrutura mais facil de usar!
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Amigo Pigemeister, (não conhecou o seu nome verdadeiro; porqué não?). Os blogs tem a sua lógica, mas se queres meter um post neste blog ( e não só um comentário), manda -me o texto, e eu vou meter isso no blog. A única condicão: respeitar as regras anunciadas no editorial.
Eu estou de acordo com o Voltaire quando ele dizia: " je ne suis pas d'accord avec vos opinions, mais je ferai tout pour que vous puissez les exprimer". ( Não estou de acordo com as suas opinhões, mas vou fazer todo para vos permitir de exprimir-las). Escoulpe mais uma vez o meu massacre da bela lingua portuguesa. Agradeçou a sua tolerância neste sentido. Meu e-mail: michael.noelke@mail.telepac.pt
Eu estou de acordo com o Voltaire quando ele dizia: " je ne suis pas d'accord avec vos opinions, mais je ferai tout pour que vous puissez les exprimer". ( Não estou de acordo com as suas opinhões, mas vou fazer todo para vos permitir de exprimir-las). Escoulpe mais uma vez o meu massacre da bela lingua portuguesa. Agradeçou a sua tolerância neste sentido. Meu e-mail: michael.noelke@mail.telepac.pt
Confesso que a quente a lacuna de ideias também me deixou algo desapontado, mas agora passado o momento - digo eu, outros dirão outras coisas - considero ser mais importante definir objectivos, efectuar o planeamento estratégico de médio e longo prazo com vista à sua consecução e definir as prioridades de implementação em cada uma das áreas identificadas como fulcrais para o desenvolvimento do Concelho; aqui, na transparência e no compromisso com os Munícipes devem ser concentrados esforços e não na apresentação de propostas às resmas, paixões avulsas ou choques isolados, tão em voga na nossa política interna mas ainda sem provas dadas - digo eu, outros dirão outras coisas.
Quanto a ideias porque não iniciar o mandato com um “Concurso Municipal de Ideias” que daria aos Munícipes vencedores a possibilidade de participar na sua implementação assim como a obtenção do reconhecimento público para o respectivo mérito; inscrevo desde já esta como a 1ª ideia a concurso.
Quanto ao ciclo da mudança advogada, desejável e salutar no nosso sistema não sei se será de 30, 300 ou 3000 anos, mas ela irá por consequência ocorrer, seja já em 2005, 2305 ou em 5005, isto se entretanto não ocorrer o "Big Bang" ao contrário, ou seja a implosão do nosso Universo para depois renascer um novo Universo e aí entramos no ciclo do terminar e ressurgir de Universos.
Uma vez que já vos consegui provar que iremos mudar mesmo que não acreditemos despeço-me com um grande Alcácer para todos seja já neste ou no próximo Universo.
Quanto a ideias porque não iniciar o mandato com um “Concurso Municipal de Ideias” que daria aos Munícipes vencedores a possibilidade de participar na sua implementação assim como a obtenção do reconhecimento público para o respectivo mérito; inscrevo desde já esta como a 1ª ideia a concurso.
Quanto ao ciclo da mudança advogada, desejável e salutar no nosso sistema não sei se será de 30, 300 ou 3000 anos, mas ela irá por consequência ocorrer, seja já em 2005, 2305 ou em 5005, isto se entretanto não ocorrer o "Big Bang" ao contrário, ou seja a implosão do nosso Universo para depois renascer um novo Universo e aí entramos no ciclo do terminar e ressurgir de Universos.
Uma vez que já vos consegui provar que iremos mudar mesmo que não acreditemos despeço-me com um grande Alcácer para todos seja já neste ou no próximo Universo.
Confesso que a quente a lacuna de ideias também me deixou algo desapontado, mas agora passado o momento - digo eu, outros dirão outras coisas - considero ser mais importante definir objectivos, efectuar o planeamento estratégico de médio e longo prazo com vista à sua consecução e definir as prioridades de implementação em cada uma das áreas identificadas como fulcrais para o desenvolvimento do Concelho; aqui, na transparência e no compromisso com os Munícipes devem ser concentrados esforços e não na apresentação de propostas às resmas, paixões avulsas ou choques isolados, tão em voga na nossa política interna mas ainda sem provas dadas - digo eu, outros dirão outras coisas.
Quanto a ideias porque não iniciar o mandato com um “Concurso Municipal de Ideias” que daria aos Munícipes vencedores a possibilidade de participar na sua implementação assim como a obtenção do reconhecimento público para o respectivo mérito; inscrevo desde já esta como a 1ª ideia a concurso.
Quanto ao ciclo da mudança advogada, desejável e salutar no nosso sistema não sei se será de 30, 300 ou 3000 anos, mas ela irá por consequência ocorrer, seja já em 2005, 2305 ou em 5005, isto se entretanto não ocorrer o "Big Bang" ao contrário, ou seja a implosão do nosso Universo para depois renascer um novo Universo e aí entramos no ciclo do terminar e ressurgir de Universos.
Uma vez que já vos consegui provar que iremos mudar mesmo que não acreditemos despeço-me com um grande Alcácer para todos seja já neste ou no próximo Universo.
Quanto a ideias porque não iniciar o mandato com um “Concurso Municipal de Ideias” que daria aos Munícipes vencedores a possibilidade de participar na sua implementação assim como a obtenção do reconhecimento público para o respectivo mérito; inscrevo desde já esta como a 1ª ideia a concurso.
Quanto ao ciclo da mudança advogada, desejável e salutar no nosso sistema não sei se será de 30, 300 ou 3000 anos, mas ela irá por consequência ocorrer, seja já em 2005, 2305 ou em 5005, isto se entretanto não ocorrer o "Big Bang" ao contrário, ou seja a implosão do nosso Universo para depois renascer um novo Universo e aí entramos no ciclo do terminar e ressurgir de Universos.
Uma vez que já vos consegui provar que iremos mudar mesmo que não acreditemos despeço-me com um grande Alcácer para todos seja já neste ou no próximo Universo.
O grande vencedor do debate foi na minha opinhão o público. Muito mais gente que eu esperava, jovens, preguntas e comentários interessantes, um grande desejo de ouvir e de participar. Foram bem servidos ?
Na minha opinhão, só mais ou menos.
Lamentou também que o Arquitecto Pedro Paredes não sabia agarrar a oportunidade, recusando dar a sua opinião sobre o balanço do governo da CDU e preferendo dizer muito pouco sobre o programa da sua candidatura. Parece que ele está mais ocupado de presentar uma boa imagem da sua equipa. - Sériamente seria sido melhor de presentar as grandes orientações da política que Paredes quere implementar com a participação de todos. Esperou que, no segundo debate com a Rádio Mirasado, 5º-feira a 21h00 horas no Auditório Municipal, ele será mais concreta.
O público merece saber sé o candidato conhece os problemas, se tem opcões e se sabe comunicar e trocar ideas.
Na minha opinhão, só mais ou menos.
Lamentou também que o Arquitecto Pedro Paredes não sabia agarrar a oportunidade, recusando dar a sua opinião sobre o balanço do governo da CDU e preferendo dizer muito pouco sobre o programa da sua candidatura. Parece que ele está mais ocupado de presentar uma boa imagem da sua equipa. - Sériamente seria sido melhor de presentar as grandes orientações da política que Paredes quere implementar com a participação de todos. Esperou que, no segundo debate com a Rádio Mirasado, 5º-feira a 21h00 horas no Auditório Municipal, ele será mais concreta.
O público merece saber sé o candidato conhece os problemas, se tem opcões e se sabe comunicar e trocar ideas.
Recordo uma palavra de ordem do MRPP que apareceu, logo após o 25 de Abril, escrita nas paredes do metropolitano de Lisboa:
" O medo de ser livre, provoca o orgulho de ser escravo "
" O medo de ser livre, provoca o orgulho de ser escravo "
Parece-me ser uma frase de profundo conhecimento da alma humana. Não importa a origem MRPP ou anarquista. Posso concordar sem hesitação com esta frase, porqué, infelizmente, exprima uma verdade universal. Obrigado para lembrar-nos esta tristesa.
O CORNUDO DO MASSANO O CARLOS GORDO DISSE QUE ELA VALE A PENA PINAR E DO ZE XULOSO ALIAS CAETANO E DO PORCO DO PAREDES VAI DAR DE COMER A TUA AMIGA FERNANDA DA COMPORTA, DEIXEM-SE DE PRESEGUIÇÕES SEUS MALANDROS DE MERDA NUNCA FIZERAM NADA POR ALCÁCER SEUS BADANECOS DE MEIA TIJELA
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