13 setembro 2005
Para vencer, o PS tem que realizar um milagre
Ao contrário da euforia que parece ter tomado conta do candidato socialista às eleições municipais de Alcácer do Sal, as probabilidades deste se ver como futuro presidente da Câmara Municipal são fracas ou mesmo nulas, se não conseguir mobilizar os eleitores indecisos e sobre tudo os não votantes que representam cerca da metade dos eleitores inscritos no Concelho.
Para ganhar, o PS deve concretizar um milagre, porque a distância entre o PS do titular do cargo, a CDU, é demasiado grande. Com quase 60% dos votos, a CDU obteve nas últimas eleições de 2001 o dobro dos votos do PS. É verdade que com a partida de Rogério Brito, ficam trinta anos de reino ininterrupto, com o favoritismo que dele resulta, mais um candidato pouco popular. Tudo isto irá custar muitos votos ao PCP. Mas será que é suficiente para levar o PS ao poder?
Para ganhar uma maioria relativa, o candidato socialista devia pelo menos obter 1.100 votos mais que da última vez, o que quer dizer uma melhoria de 58% em relação ao desempenho de 2001.
O CDU teria que perder pelo menos 23.5%, isto é quase um quarto do seu eleitorado. Uma queda desta ordem é pouco provável, se se levar em linha de conta que, à volta de Alcácer (com excepção da pequena vila de Torrão e de Comporta, onde o PS vai à frente), o PC pode contar com um eleitorado fiel, na sua maior parte composto por operários agrícolas e reformados. No campo, o PC obteve, da última vez, uma pontuação de 75% dos votos, com 46% do seu eleitorado a habitar as aldeias entre Casebres, Rio do Moinho, Vale de Guizo e Carrasqueira, enquanto que o campo em questão conta apenas com 33% dos inscritos nas listas eleitorais. Portanto, mesmo que pareça que vá perder, e perder em grande, será pouco provável que o PC saia suficientemente enfraquecido das eleições para poder perder a Câmara.
Além disso, o PS deve poder contar este ano com quatro rivais, enquanto que, em 2001, tinha apenas um único rival, o PSD - sempre sem possibilidades em Alcácer – para disputar o lugar ocupado pela CDU. Os novos concorrentes, Movimento dos Cidadãos, Bloco de Esquerda e CDS/PP, em conjunto, poderiam obter uma pontuação de cerca de 8 ou 9% dos votos e destruir assim as esperanças de uma vitória socialista. É sobretudo a lista de Júlio Nunes, que pretende congregar os cidadãos que estão fartos dos partidos políticos, que pode dificultar a vida ao PS.
O mérito de Júlio Nunes é ter compreendido primeiro que todos, a necessidade de mobilizar as pessoas e de as envolver num debate sobre o futuro. O PS subestimou a atracção que o seu apelo pode exercer sobre as pessoas descontentes ou apenas desejosas de se fazer ouvir ou de se exprimir. O aparelho local do PS tem ainda muito a aprender na questão da abertura.
O PS só ganhará as eleições se conseguir mobilizar uma grande parte (um quarto pelo menos) dos eleitores que, tradicionalmente, não vão às urnas. Da última vez eram 46% dos eleitores. O enorme interesse que suscitou o primeiro debate entre os candidatos no Auditório Municipal (assistiram mais de 240 pessoas, embora a sala não comporte mais de 200 lugares), a presença em massa de jovens e menos jovens, a inteligência das questões colocadas, tudo isto faz pensar que entre os mais jovens, a sociedade civil começa a despertar.
Sem mobilizar em massa os não votantes, o PS não conseguirá retirar o número de votos suficiente ao PC para chegar à cabeça no escrutínio. Se o Bloco de Esquerda, o Movimento dos Cidadãos e o CDS-PP obtêm cerca de 8-9%, a que outro local se poderão ir buscar as reservas, se não for aos não votantes? Com Pedro Faria Lynce como cabeça de lista, o PSD irá muito provavelmente manter a sua pontuação de 10 – 11% dos votos, ou mesmo ligeiramente melhor. O terreno de caça ao voto torna-se assim muito pequeno.
É necessário que pelo menos 1.400 pessoas das 5.700 que não votam normalmente, se dirijam desta vez às urnas, para que o PS possa ter quaisquer probabilidades de ganhar uma maioria relativa, mesmo fraca. Se ganhar, será por uma unha negra, como se diz. Todos os votos contam, mesmo todos.
Netas circunstâncias, qualquer euforia pré-vitoriosa é deslocada e contra-produtiva. A campanha do PS deve finalmente ganhar força e velocidade. Todos os homens e mulheres a bordo! Os caros candidatos à Assembleia Municipal e às Freguesias, que ainda há uns dias se encontravam de férias ou pura e simplesmente não se envolveram na campanha, devem finalmente responder à chamada. A partir de agora, a campanha é todos os dias.
E o candidato Pedro Paredes tem que rever o seu discurso eleitoral. No debate de Sexta-feira passada, decepcionou bastante, pois não conseguiu agarrar a oportunidade de fazer um balanço dos últimos anos da governação da CDU ou de apresentar quaisquer propostas concretas. Com generalidades e gestos teatrais, não vai ganhar um público, curioso, preocupado e motivado, para a mudança.
O debate previsto para Quinta-feira, dia 15 de Setembro, pelas 21 horas, no Auditório Municipal, vai reunir de novo as várias listas. Esperemos que, desta vez, Pedro Paredes se apresente sem crispações, mais humano e concreto. É um homem que conhece os dossiês e que tem uma visão para Alcácer. Esperemos que a ponha à discussão e que a defenda.
Miguel Mosquito
Para ganhar, o PS deve concretizar um milagre, porque a distância entre o PS do titular do cargo, a CDU, é demasiado grande. Com quase 60% dos votos, a CDU obteve nas últimas eleições de 2001 o dobro dos votos do PS. É verdade que com a partida de Rogério Brito, ficam trinta anos de reino ininterrupto, com o favoritismo que dele resulta, mais um candidato pouco popular. Tudo isto irá custar muitos votos ao PCP. Mas será que é suficiente para levar o PS ao poder?
Para ganhar uma maioria relativa, o candidato socialista devia pelo menos obter 1.100 votos mais que da última vez, o que quer dizer uma melhoria de 58% em relação ao desempenho de 2001.
O CDU teria que perder pelo menos 23.5%, isto é quase um quarto do seu eleitorado. Uma queda desta ordem é pouco provável, se se levar em linha de conta que, à volta de Alcácer (com excepção da pequena vila de Torrão e de Comporta, onde o PS vai à frente), o PC pode contar com um eleitorado fiel, na sua maior parte composto por operários agrícolas e reformados. No campo, o PC obteve, da última vez, uma pontuação de 75% dos votos, com 46% do seu eleitorado a habitar as aldeias entre Casebres, Rio do Moinho, Vale de Guizo e Carrasqueira, enquanto que o campo em questão conta apenas com 33% dos inscritos nas listas eleitorais. Portanto, mesmo que pareça que vá perder, e perder em grande, será pouco provável que o PC saia suficientemente enfraquecido das eleições para poder perder a Câmara.
Além disso, o PS deve poder contar este ano com quatro rivais, enquanto que, em 2001, tinha apenas um único rival, o PSD - sempre sem possibilidades em Alcácer – para disputar o lugar ocupado pela CDU. Os novos concorrentes, Movimento dos Cidadãos, Bloco de Esquerda e CDS/PP, em conjunto, poderiam obter uma pontuação de cerca de 8 ou 9% dos votos e destruir assim as esperanças de uma vitória socialista. É sobretudo a lista de Júlio Nunes, que pretende congregar os cidadãos que estão fartos dos partidos políticos, que pode dificultar a vida ao PS.
O mérito de Júlio Nunes é ter compreendido primeiro que todos, a necessidade de mobilizar as pessoas e de as envolver num debate sobre o futuro. O PS subestimou a atracção que o seu apelo pode exercer sobre as pessoas descontentes ou apenas desejosas de se fazer ouvir ou de se exprimir. O aparelho local do PS tem ainda muito a aprender na questão da abertura.
O PS só ganhará as eleições se conseguir mobilizar uma grande parte (um quarto pelo menos) dos eleitores que, tradicionalmente, não vão às urnas. Da última vez eram 46% dos eleitores. O enorme interesse que suscitou o primeiro debate entre os candidatos no Auditório Municipal (assistiram mais de 240 pessoas, embora a sala não comporte mais de 200 lugares), a presença em massa de jovens e menos jovens, a inteligência das questões colocadas, tudo isto faz pensar que entre os mais jovens, a sociedade civil começa a despertar.
Sem mobilizar em massa os não votantes, o PS não conseguirá retirar o número de votos suficiente ao PC para chegar à cabeça no escrutínio. Se o Bloco de Esquerda, o Movimento dos Cidadãos e o CDS-PP obtêm cerca de 8-9%, a que outro local se poderão ir buscar as reservas, se não for aos não votantes? Com Pedro Faria Lynce como cabeça de lista, o PSD irá muito provavelmente manter a sua pontuação de 10 – 11% dos votos, ou mesmo ligeiramente melhor. O terreno de caça ao voto torna-se assim muito pequeno.
É necessário que pelo menos 1.400 pessoas das 5.700 que não votam normalmente, se dirijam desta vez às urnas, para que o PS possa ter quaisquer probabilidades de ganhar uma maioria relativa, mesmo fraca. Se ganhar, será por uma unha negra, como se diz. Todos os votos contam, mesmo todos.
Netas circunstâncias, qualquer euforia pré-vitoriosa é deslocada e contra-produtiva. A campanha do PS deve finalmente ganhar força e velocidade. Todos os homens e mulheres a bordo! Os caros candidatos à Assembleia Municipal e às Freguesias, que ainda há uns dias se encontravam de férias ou pura e simplesmente não se envolveram na campanha, devem finalmente responder à chamada. A partir de agora, a campanha é todos os dias.
E o candidato Pedro Paredes tem que rever o seu discurso eleitoral. No debate de Sexta-feira passada, decepcionou bastante, pois não conseguiu agarrar a oportunidade de fazer um balanço dos últimos anos da governação da CDU ou de apresentar quaisquer propostas concretas. Com generalidades e gestos teatrais, não vai ganhar um público, curioso, preocupado e motivado, para a mudança.
O debate previsto para Quinta-feira, dia 15 de Setembro, pelas 21 horas, no Auditório Municipal, vai reunir de novo as várias listas. Esperemos que, desta vez, Pedro Paredes se apresente sem crispações, mais humano e concreto. É um homem que conhece os dossiês e que tem uma visão para Alcácer. Esperemos que a ponha à discussão e que a defenda.
Miguel Mosquito
Comments:
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Confome as minhas ultimas informações desta noite, o PCP de Senhor Matias não queria deste debate. O que significa que o debate foi anulado. Matias tem muitas razões de ter medo. Temos là mais uma prova que a Radio Mirasado é um instrumento totalmente controlado por a Câmara (comunista). - Uma vergonha ! A hora é de mudar !
Quem quere uma rosa sem flôr e sem espinas ?
Isso encontra-se só numa loja chinês e talvez no Palácio São Bento em Lisboa.
Isso encontra-se só numa loja chinês e talvez no Palácio São Bento em Lisboa.
Parabens pelo trabalho e pela analise "nua e crua" da realidade.
É pena, que quem de direito,em vez de agitar a bandeira da vitoria,não tenha feito "o trabalho de casa" e talvez com isso tenha deixado fugir uma oportunidade unica de mudança.
É pena, que quem de direito,em vez de agitar a bandeira da vitoria,não tenha feito "o trabalho de casa" e talvez com isso tenha deixado fugir uma oportunidade unica de mudança.
O PS parece -me interessado em ganhar as eleiçoes, se pode fazer isso sem esforços de mais. Cada um tem a sua vida e a sua agenda. De vagarinho! Estamos no Alentejo. Brutalizar o tempo não sirve qualquer coisa. Entendido ? Se não ganhamos este ano, ganhamos a proxima vez. Não importa, porque a verdade é nossa. Não vamos criticar a Câmara, porque temos muitos amigos lá-dentro. Não vamos fazer promessas, porque a realidade pode ser outra. Somos honestos. Não temos propostas, mas temos uma equipa tão boa que podriamos gerir o mundo (o catástrofo de New Orleans e a pacificação do Irak incluido). Que quere de mais ?
O CORNUDO DO MASSANO O CARLOS GORDO DISSE QUE ELA VALE A PENA PINAR E DO ZE XULOSO ALIAS CAETANO E DO PORCO DO PAREDES VAI DAR DE COMER A TUA AMIGA FERNANDA DA COMPORTA, DEIXEM-SE DE PRESEGUIÇÕES SEUS MALANDROS DE MERDA NUNCA FIZERAM NADA POR ALCÁCER SEUS BADANECOS DE MEIA TIJELA
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