30 setembro 2005

 

Qual o futuro do pequeno comércio em Alcácer do Sal?

No mês de Junho, abríu em Alcácer do Sal um super-mercado da cadeia alemã Lidl, defronte do Ecomarché que já existe em Alcácer, desde 1996. Num futuro próximo, vai abrir mais um super-mercado na Praça dos Toiros.

Os comerciantes da nossa vila/cidade não estão minimamente preparados para enfrentar o choque das grandes cadeias. O retumbante sucesso do Ecomarché, que cresce de ano para ano, não se deve a um aumento do poder de compra dos habitantes de Alcácer, mas ao facto de o pequeno comércio não conseguir resistir a estas poderosas organizações que se vangloriam de vender aos preços mais baixos e que podem fazê-lo, graças à sua organização, à sua estratégia e ao seu marketing.
Os pequenos comerciantes tradicionais, ou não viram o que estava para vir, ou resignaram-se simplesmente perante a fatalidade. Receio bem que seja a segunda hipótese a que mais se aproxima da realidade.
Aos comerciantes idosos, que já ultrapassaram a idade da reforma, não se pode criticar o facto de não adaptarem o seu negócio às exigências dos tempos modernos. Além disso, têm frequentemente a sorte de continuar a pagar rendas «antigas», ou mesmo «muito antigas», que há muito deixaram de corresponder a quaisquer realidades económicas. Então, continuem a gerir as suas lojas mais como um passatempo do que como um negócio.

Mas o que irá acontecer à Rua Direita, a nossa principal rua comercial (que, felizmente, é reservada aos peões)? Quando cheguei a Alcácer do Sal, há quatro anos e meio, contei cinco lojas abandonadas nesta rua, entre o Largo de Camões e a Câmara Municipal. Há uns meses, contei 15! – A degradação do comércio na rua Direita salta aos olhos e no entanto continua há muito, sem que se veja os comerciantes reagirem.
Em todo o Portugal, tal como no estrangeiro, o comércio tem vindo a deslocar-se para as grandes superfícies, que se instalam na periferia das grandes cidades e que apenas são acessíveis de automóvel. O mesmo está a acontecer em Alcácer. Será que é irremediável? Já não há lugar para o comércio tradicional?

A resposta depende em grande parte dos próprios comerciantes. Se continuarem a não alterar nada e a comportarem-se como individualistas paranóicos, irão ao fundo. Se, em vez disso, acabarem por compreender que estão todos no mesmo barco e que têm toda a vantagem em administrar a Rua Direita como se se tratasse de um centro comercial, talvez tenham uma possibilidade de sobreviver e de prosperar.
Os comerciantes têm que compreender finalmente que o destino de cada um deles está ligado ao destino de todos os outros. Para que a minha loja avance, é preciso que as lojas dos outros, sobretudo noutros ramos de comércio, também progridam e que as pessoas de Alcácer encontrem nas lojas da Rua Direita a variedade de artigos que procuram, a preços razoáveis e com um atendimento impecável.
Quando, há uns anos, e com o apoio de programas financeiros europeus, os comerciantes de Alcácer foram incentivados a modernizar as suas lojas, o ênfase estava na modernização das infra-estruturas e do mobiliário das lojas. E no entanto, o hardware é apenas a segunda ou a terceira prioridade. Mudar a mentalidade e a concepção é muito mais importante.

Se não for a Associação Comercial, talvez pudesse ser um grupo de (jovens) comerciantes que se reúnam e que se questionem sobre:

· Qual é o papel do pequeno comércio numa cidade como Alcácer onde o poder de compra é dos mais fracos?
· Quais são as possibilidades do pequeno comércio, face aos supermercados instalados na cidade, ou nos arredores?
· Qual é a situação do comércio de Alcácer perante as grandes superfícies fora da cidade (margem Sul do Tejo, Palmela, Setúbal)?
· Como atrair clientes de Grândola, Tróia e de outras cidades e vilas próximas?
· Como é que o pequeno comércio pode lucrar com o turismo em Alcácer e como pode contribuir para o desenvolvimento do turismo?
· Realizar um inventário das lojas que existem e das actividades comerciais que faltam (livraria, loja de discos, loja de decoração género «Casa», loja de venda de mariscos,...)
· Melhorar a oferta e o rendimento das lojas através de uma maior especialização (por exemplo, ao nível dos electrodomésticos e dos artigos de electrónica audiovisual)
· Quais são as vantagens e os inconvenientes de abrir uma loja em franchising?
· Quais são as suas possibilidades concretas no ramo que me interessa?
· Comprar a um preço melhor graças a uma central de compras, será uma solução realista?

Com o apoio de algum dinheiro público, um ou mais peritos poderiam ser convidados para animar o debate sobre o desenvolvimento do comércio em Alcácer.

A experiência já o demonstrou: enquanto houver pessoas que prefiram um atendimento personalizado em vez de ler instruções nas prateleiras dos supermercados, haverá um lugar para o pequeno comércio.
Quando, pelo contrário, o pequeno comércio morre, o urbanismo degrada-se e uma parte da identidade da cidade perde-se. Os efeitos da desintegração social não se fazem esperar. Esta triste realidade pode observar-se um pouco por todo o lado.

Por fim, congratulo-me que haja pessoas que vêm de todo o Portugal e mesmo de Espanha para comprar em Alcácer tudo aquilo que está ligado ao mundo do cavalo e do monte alentejano, numa das lojas mais tradicionais e mais emblemáticas de Portugal: a Coudelaria Machado.
Miguel Mosquito

 

Esplanadas sobre o Rio Sado



Alcácer deveria assumir o Rio Sado como potencial turístico, criando esplanadas sobre o rio concessionadas aos diversos restaurantes e equipadoas com pequenas cais de forma a que as pessoas de Setubal, Troia e Comporta criassam o hábito de vir passear pelo rio e almoçar, jantar e visitar a cidade histórica do sal.

Kalikrates

(Aceitamos sugestões para novos projectos para Alcacer do Sal, especialmente quando eles são apresentados pelo arquitectos ilustres como Kalikrates, o arquitecto da Acrópolis em Atenas)


 

Adoro Provas de Todo o Terreno, mas...


nem sempre se pode ganhar... na segunda feira passada ia eu a fazer mais uma manga de Todo o Terreno, quando a meio do troço da Ameira, conhecido por ser extremamente duro para máquinas e pilotos, ao passar pelo buraco que aqui se apresenta comprometí a minha prova uma vez que uma das jantes e respectivo pneu não resistiram ao embate. Tive que fazer o resto da classificativa lentamante até ao próximo posto de controlo (a casa da ama da minha filha), onde se procedeu à troca do pneu. O processo durou cerca de vinte minutos tendo eu sido penalizado com uma multa de 200€ ( reparação da jante + pneu ) e num dia de férias (cheguei tarde ao trabalho) . Ouço falar de reconversão do património arquitectónico e histórico, mas ninguém fala em aproveitar esta mais valia que temos no nosso concelho que são as suas estradas e ruas, que com a divulgação correcta seriam uma bela atracção para os amantes do todo o terreno de todo o País. Pena que eu tenha feito uma má escolha de pneus... metí pneus de asfalto quando os devia ter posto para gravilha e deu no que deu.

29 setembro 2005

 

«Reactivação cultural» do Centro histórico


Os visitantes de Alcácer, sobretudo os visitantes estrangeiros, não podem deixar de se admirar com o estado de ruína em que se encontra o centro histórico de Alcácer. Enquanto que aldeias tais como Casebres (83,8% de votos comunistas nas últimas eleições municipais), Palma (72,8%) Arez/Vale de Guizo (66,2% comunista), Montevil (79,9%), Carasqueira (76,6%), Santa Susana e Barrancão (70,7%) e até mesmo Rio de Moinho (95% comunista!) experimentaram um desenvolvimento real durante os últimos anos, o centro histórico de Alcácer continua a degradar-se, ano após ano, sem que se veja a nossa Câmara comunista reagir seriamente a esta situação. Os dirigentes comunistas sabem cuidar do seu eleitorado, em detrimento de outras secções do Concelho. É certo que a Câmara faz intervenções aqui e acolá para dar um certo verniz à cidade histórica, mas não parece existir qualquer plano sério de requalificação urbana. Ora, a principal atracção de Alcácer é o seu património construído e o seu património natural.

Não há dúvida que os problemas são difíceis de resolver. Mas tenho a certeza que o arquitecto Pedro Paredes e o arqueólogo João Faria serão especialmente sensíveis a esta problemática, como aliás o candidato à Câmara tem afirmado repetidamente.

Que fazer aos cancros que os proprietários deixam apodrecer? Que fazer às imensas casas desocupadas, pela simples razão que os antigos proprietários já morreram e que os herdeiros, dispersos pelo mundo, não conseguem entender-se sobre o destino dos edifícios herdados? Não deixa de ser vergonhoso deixar morrer por negligência estes edifícios, alguns com mais de 200 ou 300 anos!

- Os processos de expropriação são extremamente longos e a cidade não possui meios financeiros para expropriar os edifícios abandonados. Os mecanismos de sanção contra os proprietários parecem também bastante fracos. E além disso, construir novo, na periferia, sempre é muito menos oneroso que renovar uma casa com paredes em taipa ou em pedra. Que fazer então?

Qualquer estratégia de requalificação urbana deve começar pela participação dos cidadãos. A municipalidade deve convencer os habitantes das vantagens económicas e culturais de uma requalificação cultural da sua cidade. Qual é a principal fonte de lucros de Óbidos? – O seu património. E de Monsarraz? O seu património. E está tudo dito. Sem seguir necessariamente estes exemplos, a municipalidade de Alcácer podia fazer muito:

1) – Realizar um inventário de todos os edifícios históricos da cidade velha ou pelo menos de todos os edifícios que apresentem problemas. Fazer isto, ficha a ficha, anotando os nomes e as moradas dos proprietários, os problemas dos edifícios e as medidas necessárias a tomar para reparar ou salvaguardar o seu exterior.
2) - Depois, a municipalidade podia fazer recomendações sobre as intervenções a realizar. Isto teria, além de outras, a vantagem de permitir que os proprietários deixassem de se interrogar sobre as autorizações. Os conselhos deveriam incluir as técnicas a aplicar e os materiais a utilizar para vários tipos de intervenções.
3) A municipalidade podia publicar manuais sobre estes assuntos (até mesmo sobre práticas erradas), podia indicar moradas de empresas,
4) encorajar a formação profissional,
5) organizar prémios anuais ou bianuais para a melhor obra de renovação.

A cidade podia fazer tudo isto em colaboração com um ou dois concelhos vizinhos… enfim, podia espalhar o saber de uma boa experiência e criar toda uma cultura em redor da renovação urbana.

Posto isto, a requalificação urbana não compreende apenas a construção mas também as actividades e em especial o comércio e o turismo. A Câmara deveria portanto tornar-se também mais activa nestes campos e procurar o diálogo com a população para o desenvolvimento destes sectores.

O autor destas linhas não pretende ser especialista em questões de urbanismo, mas uma coisa parece certa: não há lugar para paralisias perante esta tarefa gigantesca, que é preservar e desenvolver tudo aquilo que as gerações anteriores nos deixaram e de que devemos mostrar-nos orgulhosos…
Miguel Mosquito

28 setembro 2005

 

«Nova Alcácer»: Não obrigado

É tempo de falar sobre urbanismo. Quem aprovou este horror? Claro, a Câmara CDU. A falta de escrúpulos de um construtor vindo de fora aliou-se a uma visão de habitação social colectivista para nos apresentar esta «Nova Alcácer».

Sejamos claros: não é bom viver nem morrer em habitações deste tipo. E não falemos sequer da qualidade técnica destas construções. Parece que basta um prego para pendurar dois quadros em
dois apartamentos diferentes, tanto as paredes são finas. Aliás, os vizinhos têm que se entender (em ambos os sentidos do termo).

O arquitecto Pedro Paredes, conhecido pelo seu profissionalismo em matéria de arquitectura, não permitirá nunca que coisas destas sejam aprovadas. Durante toda a sua carreira, tem vindo a demonstrar o seu sentido das proporções e a sua integridade. Ele sabe que uma cidade milenar como Alcácer precisa de intervenções prudentes para preservar e valorizar o seu património. Merece portanto toda a nossa confiança.

O urbanismo em Alcácer não deve nunca mais ser maltratado. Compete aos cidadãos manterem-se vigilantes e exercer pressão sobre a Câmara para que projectos como o da «Nova Alcácer» não voltem a ver a luz do dia na cidade.

Mas sejamos francos. O principal erro da Câmara no passado, não foi tanto aprovar maus projectos – contam-se pelos dedos de uma mão – mas sim de pouco ou nada ter feito para preservar e regenerar o centro histórico de Alcácer, que está totalmente degradado. Mas isto será assunto para um próximo comentário.
Miguel Mosquito


Alcamoreiras ? Nunca !

Em Alcácer do Sal não há confusões deste tipo. Aquí, os arquitectos projectam os edifícios e os pasteleiros fazem molotof's e outros doces.


 

Subir na vida.

Que têm em comum, as eleições e a Primavera?
As flores, claro. E as floreiras, que surgem sempre em vésperas de eleições.
Primeiro, surgiram junto ao solo, em floreiras circulares com um anel de metal amarelo.
Em eleições seguintes, subiram para a muralha como um exército em parada. Eram umas floreiras em cimento, espécie em extinção, provavelmente consideradas obsoletas pela CMAS. Umas foram lançadas ao rio por idiotas que não sabem como ocupar as noites, enquanto outras viraram caixotes de areia, lixo e beatas.
Agora, já estão nos postes de iluminação, mais próximas do céu. As flores é que, de tão altas, pouca visibilidade têm. Mas, pelo menos, sempre poderemos admirar o verde das floreiras!
E se, tal como a Primavera, em cada ano existissem eleições?
Teríamos flores nos balões do Pedro Cotovio?

27 setembro 2005

 

Obras inúteis (3): O Minigolf "Prisioneiro"

Estamos a doze dias das eleições municipais e de um outro evento muito esperado: a inauguração do nosso campo de golf na margem sul do Sado.
Trata-se de um minigolf e não de um recreio de uma prisão, como podemos imaginar, olhando as grandes grades que rodeiam e delimitam o campo. Por uma vez pedi a Deus que esta obra pública ficasse eternamente por acabar, ficando a possibilidade de, após das eleições, haver uma outra maioria que tivesse a oportunidade de reconsiderar o projecto e, depois de ter consultado a população, de pensar noutro tipo de equipamento de lazer neste lugar.

A nossa CDU está mentalmente em atraso, se eles acreditam que o sonho da classe trabalhadora é aceder ás alegrias da pequena burguesia de há cinquenta anos. Por toda a Europa onde subsistem os minigolfs criados durante os anos 50 – 60, eles estão hoje abandonados, maltratados e sem interesse, porque a TV-Sport, o automóvel e a proximidade das praias criaram outro tipo de interesses nas pessoas, do que fazer um passeio num pequeno quadrado e sonhando ser um golfista.

Mas em fim, pode-se pensar que o miniglof de Alcácer vai seguir o mesmo destino que as casas de banho públicas, que se encontram ao lado. O mesmo será dizer que nunca será aberto ao público por falta de pessoal de vigilância e de manutenção.
Miguel Mosquito

 

Obras inúteis (2) “Chalé suiço” caro, mas fora de funcionamento

Espero que esta seja a última vez que vos falo de histórias de xixi. Porém, neste caso parece-me ser um dever absoluto, pois está em causa o dinheiro das nossas contribuições. “I have to spent a penny” (preciso gastar um tostão) é uma expressão inglesa para dizer que devo ir ao WC. Aquí, em Alcácer do Sal, os contribuintes que somos, já gastámos muitos “tostões” e mesmo muitos euros absolutamente para…… nada.

Faz mais de dois anos que a Câmara construiu casas de banho públicas na margem sul do Rio Sado. Notámos de passagem que esta obra não tem nada de português e se integra na paisagem de Alcácer como um iglo da Gronelândia, talvez se integrasse numa aldeia africana. Os WC construidos por uma empresa de Vale de Guizo, assemelham-se a um chalé suiço, descobrindo nós então que a globalização já chegou ás casas de banho públicas. Porém, o pior é que as casas de banho públicas em questão nunca entraram em funcionamento. Desde que a obra foi dada como totalmente finalizada e as chaves entregas na Câmara (e já lá vão mais de dois anos) as portas continuam fechadas sem se dar qualquer utilidade a este equipamento. Não conheço os “porquês” desta situação, mas uma coisa é certa: trata-se de mais uma página no historial das obras públicas inúteis realizadas por esta Câmara CDU.
Miguel Mosquito

 

Comentários interessantes

Anonymous said...
Nem tudo são rosas senhor. A coberto da noite desta, de 23 de Setembro de 2005 precisamente, foi aprovada em assembleia municipal uma empresa intermunicipal para gestão das águas... assim sem mais, sem papéis, sem nenhum dos deputados saber como vai ser constituída, em que moldes...nada, só pela palavra do sr. eng. Rogério de Brito.
Pergunto, o que é que a oposição anda a fazer, ou melhor o que tem feito nestes trinta anos de executivo CDU?
Sáb Set 24, 01:01:14 AM


Salineiro said...
Não vou fazer própriamente um comentário a este artigo, mas sim expressar a minha desilusão ao conteúdo da página www.alcacerparatodos.com (têm que a actualizar) a página principal não é nada que não me tivesse chegado à minha caixa do correio via CTT há + - 2 meses, no que se refere ao programa eleitoral que, me parece não existir, não há uma ideia inovadora, projectos concretos, só consigo ler palavras como, fazer, apoiar, criar, dar, etc...
Eu um possível votante PS e tendo a convicção que o Srº Arq. Paredes poderá ser o próximo Presidente da Câmara, faço um apelo, a que passe à acção, dispa a pele de Arquitecto e vista a pele de um Presidente da Câmara, crie "tusa".
Diga como vai, fazer, apoiar, criar, dar, etc..., ex: vou criar x postos de trabalho pois tenho o compromisso de trazer para o concelho de Alcácer x empresas.
Mobilize-se e mobilize a sua equipa para mobilizarem todos os alcacerense, pois a vitória que se vislumbra, neste momento não é tanto por mérito da vossa parte, mas sim porque a CDU está a entregar o ouro ao bandido, ao apresentar uma lista cheia de pessoas imcompetentes e gastas, para não dizer podres, os alcacerenses querem dizer basta a esta gente mas ainda não se vê do outro lado a total confiança, arraste para a sua equipa pessoas competentes.
Vou aparecendo para enviar mais umas salinadas.

26 setembro 2005

 

Obras inúteis (1): Os altifalantes floridos


Com a aproximação as eleixões, com o fim de seduzir os cidadãos de Alcácer do Sal, as iniciativas da Câmara florescem e tornam-se cada vez mais grotescas. Temos como último exemplo o caso dos candeeiros na marginal do rio. Não cumprirem com suficiência a sua missão de iluminar a dita marginal. Passariam também a iluminar os nossos corações. Por isso foram decorados com vasos de flores. No começo, eu pensei que se tratasse de altifalantes colocados provisóriamente para a Feira de Outubro. Mas não !!! Tratava-se realmente de floreiras com tímidas flores. Leva-me a crer que supostamente o Sr. Matias terá passado alguns dias de férias na Suiça, na Austria ou na Baviera, regressando com saudades das varandas e janelas floridas destes países. Esquecendo do pobre efeito conseguido na nossa Alcácer do Sal. Ter-se-á este Senhor esquecido que em Portugal não chove há mais de um ano?
Pergunto: Quem vai regar estes vasos e com que dinheiro? Perdão, já me tinha esquecido que a CDU nos prometeo criar novos empregos …. Mesmo inúteis.
Miguel Mosquito

25 setembro 2005

 

Mais uma... a meter água!

Na sessão de 23 de Setembro a Assembleia Municipal, aprovou uma proposta do Presidente cessante, Engº Rogério de Brito, para a constituição de uma empresa intermunicipal designada “LITÁGUAS – ÁGUAS DO ALENTEJO LITORAL, EIM, que ficará encarregue da implementação do sistema intermunicipal de abastecimento de água e saneamento do Litoral Alentejano e sua subsequente exploração”. Não sendo um especialista na matéria, penso que, nesta única decisão, estão presentes três erros graves:
1. Uma aprovação tácita, na generalidade, sem conhecimentos de outros aspectos como a necessidade, a viabilidade, a oportunidade, vantagens e desvantagens, etc. Logo, sem qualquer hipótese de um debate sério e honesto. É a noção do que é a Assembleia Municipal que está em causa. Um órgão amorfo que baixa a cabeça e diz sim, que abdica das suas atribuições, das suas competências, dos seus compromissos perante os cidadãos.
2. As próprias empresas municipais. Surgiram como forma de contornar a fiscalização e o controlo por parte de outras entidades como a Assembleia ou o Tribunal de Contas, segundo uns, como forma de colocar amigos, os próprios eleitos e funcionários municipais, segundo outros. Pelos vistos, continuam a reproduzir-se. Neste momento, cabe perguntar: alguém notou melhorias no saneamento básico, desde a “invenção” da EMSUAS? Que alterações foram introduzidas na recolha, selecção e tratamento dos resíduos e esgotos urbanos pela sua criação? O que é que a população, que não os seus dirigentes, beneficiaram com o processo? Não me parece que sejam um modelo de gestão, de resolução de problemas, a seguir. As câmaras municipais têm funções e objectivos que são essencialmente de carácter social, em benefício das populações que representam. Que não devem ser inseridos nas lógicas de mercado e muito menos cedidos ou alienados.
3. A água que consumimos. Considero um disparate a Câmara Municipal abdicar da gestão directa da água para consumo. Porque perde o controlo sobre a sua qualidade, sobre a sua disponibilidade e sobre os preços praticados. A água é um bem essencial à vida, nossa e de todos os seres vivos. É um bem e um serviço social prestado à população. A quem pediremos contas quando a água não chegar, como por vezes não chega, com pressão e quantidade suficiente às nossas torneiras? Quando a areia que transporta entope regularmente os filtros que colocamos? E se a qualidade falhar?

Voltarei a cada um destes aspectos, isoladamente.

23 setembro 2005

 

Vivam as eleições!

Já repararam nas vantagens das eleições?
Aquelas coisas que nunca mais andavam, os projectos que não atam nem desatam, como que por magia encontram solução e rebentam que nem cogumelos após as primeiras chuvadas de Outono.
E a marginal fica sempre mais florida! De tanta beleza, até os persistentes buracos envergonhados, se escondem.
Por todo o lado a imaginação desponta, a criatividade irrompe livremente e até o cinema, sim aquelas fitas de que guardamos distantes lembranças, nos vêm visitar. Visitas de fim-de-semana, é certo. Mas, visitas, apesar de tudo.
Bem hajam as eleições!

 

mac said ...... (dito por um visitante de Sd'A)

Sou de Alcácer, vivo em ALCÁCER e penso ter direito a perguntar:
PORQUE É QUE O NOSSO EXECUTIVO, COM 30 ANOS DE CARREIRA deixou ir embora a Telecom, a EDP, os serviços do comboio e provavelmente é capaz de deixar ir embora os serviços de correio ? - POIS É MAIS FÁCIL ARRANJAR A DESCULPA DE QUE É A POLITICA DAS EMPRESAS E NÃO PODEM FAZER NADA DO QUE FAZER ALGO;-
PORQUE É QUE O NOSSO EXECUTIVO, COM 30 ANOS DE CARREIRA, não se importa que os doentes do Centro de Saúde continuem, para apanhar uma consulta, tenham que ir às 4 da manhã, o que não lhes garante mesmo assim a mesma;-
PORQUE É QUE O NOSSO EXECUTIVO, COM 30 ANOS DE CARREIRA não se importa de continuar a ter uma ponte provisória que já dura para cima de 20 anos-
PORQUE É QUE O NOSSO EXECUTIVO, COM 30 ANOS DE CARREIRA ainda não tenham conseguido trazer para Alcácer mais empresas, mais emprego, mais progresso.-
PORQUE É QUE O NOSSO EXECUTIVO, COM 30 ANOS DE CARREIRA deixe que onosso Sado continue a receber os esgotos e a não ser potencializado. POIS É MAIS FÁCIL CULPAR O GOVERNO, DO QUE FAZER ALGUMA COISA;-
PORQUE É QUE O NOSSO EXECUTIVO, COM 30 ANOS DE CARREIRA ainda não fez um espaço condigno, para que as actividades económicas tenham um espaço de qualidade à semelhança da nossa vizinha Grândola que fez do espaço da feira um equipamento de qualidade?PORQUE SERÁ? Estarão demasiado entretidos com a bola? Será que, pela força de se deslocarem ao Algarve e para poderem praticar para os próximos anos, a construção do mini-golfe se tornou mais importante? Será que é mais fácil "utilizar" os "velhinhos" das Aurpicas, Vale de Guizo, Santa Catarina, Arez, Casebres em alturas de eleições, para manterem o poder que detêm à 30 anos, (e têm medo de perder pois habituaram-se a ele estão instalados), DO QUE PROCURAR AS SOLUÇÕES QUE PRECISAMOS. DEIXEM QUE HAJA ALTERNATIVA DEIXEM DE ESTAR NO CAMINHO DO PROGRESSO FAZENDO DISSO DESENVORGONHADAMENTE A BANDEIRA DESTAS ELEIÇOES. DEIXEM QUE O CAMINHO FIQUE LIVRE PARA O PROGRESSO.
Sex Ago 26, 12:59:20 PM

 

Já não vai ter mais xixi de porcos no Rio Sado

Boa noticia para as peixes, os agricultores e os cidadaos de Alcácer. Em reação a nossa queixa de ontem, um agricultor alcacerense que quere guardar o seu anonimato, nos informa que o problema da polição do Rio Sado pelo o xixi dos porcos vai ter provavelmente uma solucão rapida e limpa nos proximos meses. Por prova ele enviou-nós a cópia de uma carta que dirigiou ao Comissário Europeu da Agricultura. A carta é a seguinte:

Senhor Comissário da Agricultura,
O meu amigo Robert, que vive na Bretanha, recebeu um cheque de 100.000 EUR da UE para não criar porcos estes ano. Por essa razão eu estou a pensar entrar no programa de não-criação de porcos no próximo ano.
O que eu gostaria de saber era qual é a melhor quinta possível para não criar porcos e também qual a melhor raça a não criar. Gostaria de não-criar Javalis, mas se eles não forem uma boa raça para não-criar, fico igualmente satisfeito se puder não-criar uns Landrace ou uns Large White. O trabalho pior neste programa parece-me ser manter um inventário preciso do número de porcos que não criámos.

O meu amigo Robert está muito entusiasmado quanto ao futuro do seu negócio. Criou porcos durante mais de 20 anos e o máximo que tinha conseguido ganhar foram uns 35.000 EUR em 1978... até este ano, que recebeu o tal cheque de 100.000 EUR para a não-criação de porcos.

Se eu posso receber um cheque de 100.000 EUR para não-criar 50 porcos, então receberei 200.000 EUR por não-criar 100 porcos, etc? Proponho-me começar por baixo para depois chegar a não-criar uns 5000 porcos, o que significa que receberei um cheque de 10.000.000 EUR para poder comprar um iate e para outras necessidades urgentes.

Mas há outra coisa: os 5000 porcos que eu não criarei deixarão de comer os 100.000 sacos de milho que lhe estão destinados. Entendo, portanto, que irão pagar aos agricultores para não produzir esse milho. Isto é: receberei alguma coisa para não-produzir 100.000 sacos de milho que não alimentarão os 5000 porcos que não-criarei? Pretendia começar o mais cedo possÌvel, porque parece que esta altura do ano é a mais propícia à não-criação de porcos. Com os melhores cumprimentos,

(Assinatura ilegível)

PS: Mesmo estando implicado no programa poderei criar uns 10 ou 12 porcos para ter algum presuntito para dar à família?

22 setembro 2005

 

Xixi a mais

As pessoas que, como eu, têm que tomar diuréticos, experimentam todos os dias, durante umas horas, uma necessidade aguda de esvaziar a bexiga. A necessidade transforma-se rapidamente em urgência e o limiar da tolerância atinge o nível zero. Foi o que me aconteceu, há uns dias, quando passeava na marginal do Sado, não muito longe da Praça de Camões. Só havia uma solução para me manter são e seco: marchar rapidamente em direcção às escadas do cais do Sado mais próximas. A maré já tinha baixado consideravelmente e os degraus da escada estavam cobertos pela lama largada pela retirada das águas. Eu fazia aquilo que não podia evitar quando vejo chegar a toda a pressa uma viatura, tocar a buzina e parar. Atraído pelos meus movimentos suspeitos, o homem já tinha antecipado aquilo que facilmente poderia verificar in loco: vestígios de xixi nos degraus das escadas do Sado, bem marcados na lama. «Isto é a Fiscalização EMSUAS: devo avisá-lo que é proibido urinar no rio. Tenho que lhe passar uma multa.» Por momentos fiquei sem resposta, pois apesar de tudo sentia-me bastante «feio» por ter feito uma necessidade num local em que não devia fazê-la. No fim de contas, apanhei apenas um aviso.

No entanto, quando voltei a mim, questionei-me: «Como é possível que eu apanhe uma multa por urinar no Sado, quando 80% dos esgotos da cidade de Alcácer, até mesmo os resíduos das casas de banho, sejam despejados diariamente no Rio? - E até coisas bem piores! Regularmente, cerca de quinze em quinze dias, um forte odor a detritos de porco invade a baixa da cidade. Quando acontece durante o dia (o que é mais raro que durante a noite, e por quê!), podem então ver-se dezenas de peixes mortos, a flutuar, de barriga para o ar, nas águas do rio. São os criadores de porcos das herdades a montante de Alcácer e do Vale de Santa Catarina (Ribeira de Sitimos) que são os responsáveis.

Violando todas as leis, deitam regularmente o xixi dos seus animais porcinos para o Sado e para o seu afluente. Toda a gente o cheira, mas a EMSUAS …. parece ignorá-lo. Houve fiscalização? Houve avisos? Houve multas? Como é que é possível que esta poluição bárbara e impune do nosso rio continue, mês após mês, ano após ano? O que tem a dizer, Sr. Jerónimo Matias? Abordou certamente este assunto quando falou com as gentes das herdades, que estavam presentes no lançamento da sua campanha eleitoral.
Miguel Mosquito

 
A campanha eleitoral do Arq. Pedro Paredes tem um site oficial, onde está apresentado o essencial do programa eleitoral, bém como os candidatos do PS para a Câmara, para a Assembleia Municipal e para as Juntas de Freguesia. Visite o site: www.alcacerparatodos.com

Quem julga mais apto para dirigir o futuro do Concelho de Alcácer do Sal?

0 Um arquitecto ?
0 Um "sindicalista" ?
0 Um professor- lavrador ?

Esperamos a sua opinião.

20 setembro 2005

 
Este blog quer ser um símbolo de uma vila/cidade viva. Já temos cada vez mais visitantes. Nesta altura, é à volta de 50 pessoas por dia, o número médio de pessoas que visitam o blog 'Sal d'Alcácer'. A tendência é crescente....A participação poderia ser mais "sustendada", incluindo da parte de alguns promotores do blog. Estamos à entrar na fase quente da campanha eleitoral para as autarquias. Muitos argumentos ficam ainda na gaveta, porque a maioria das pessoas estava fora da casa em férias ou ocupadas com o regresso à escola. Hoje, estamos a 19 dias das eleições. É a hora de apresentar as ideias e projectos, para que os cidadãos as possam julgar, e decidir quem merece o seu voto. Participa nas discussões ! Ajude a difulgar do 'Sal d'Alcácer'.

 

por boniteza ?




Sapo não pula por boniteza, e sim por precisão.

(provérbio português)


 

O Manifesto Fantasma!

Também o poderíamos chamar de meteorito, ou cometa, ou qualquer coisa do género.
Porque foi de facto espectacular o modo como surgiu, vindo do nada para depois desaparecer. Rápido como um meteorito, espectacular como um cometa, impressionou aqueles que o puderam observar, no Cantinho do Castelo, ou em qualquer outro lugar. Mas, porque terá desaparecido? Será que nem todos os supostos apoiantes apadrinham tanto o candidato da CDU como ele apregoa? Ou será que a própria CDU se envergonha daqueles que, supostamente, a apoiam?

19 setembro 2005

 

Lições da Alemanha

Que lições podemos tirar das eleições alemães e do exelente resultado do Chanceler Schröder ? - Mesmo alguém que toda a gente considerava derrotado, pode finalmente crer a grande surpresa, fazendo um resultado muito, muito melhor do que previsto. Que são as condições ? - Vontade de ganhar, bater- se para tanto, mostrar aos eleitores as diferencias essenciais entre o seu programa e o dos adversários, não tremer, entregar-se sem treguas até o derradeiro minuto.
Miguel Mosquito

18 setembro 2005

 

Chaves, precisam-se!


Existe um sério problema com as chaves de determinados serviços camarários. Foi um candidato que, no debate realizado no Auditório Municipal, discutiu com o actual vice-presidente, e também candidato, a localização das chaves do auditório da Comporta, que foi feito para se manter fechado, porque o uso estraga as coisas, claro está! Do mesmo problema parece sofrer o Museu no Torrão que, presume-se seja por timidez, tem algumas dificuldades em mostrar o seu espólio. E, porque o problema é concelhio, temos na cidade um posto de turismo que só abre em simultâneo com as outras repartições públicas. Embora, neste caso, seja de admitir uma questão de solidariedade. Pois, quem é que se lembra de fazer turismo em feriados e fins-de-semana? Ãh?

17 setembro 2005

 

Apanham-se votos como se apanham os camarões



Para apanhar votos na campanha eleitoral das autárquicas, a CDU utiliza um método que é o mesmo que utilizam os pescadores para apanhar camarões e caranguejos: metem um pedaço de sardinha no fundo da rede e esperam que os visitantes entrem. Depois, nenhum pode fugir ao seu destino.
Foi este o método utilizado no lançamento da campanha eleitoral da CDU na grande sala da feira, há algumas semanas. Jantar, vinho e cerveja gratuita para todos. E, Zeca Afonso com os altifalantes no máximo. “Barriga vazia não dá alegria”, era o princípio, como confessou um dos responsáveis. Depois, choveram os discursos e as promessas eleitorais.
No dia 15 de Agosto, menos de dois meses antes das eleições, houve uma variante: a Câmara organizava uma “Festa dos Idosos”. 580 Pessoas da terceira idade estiveram presentes numa escola de Alcácer, num jantar gratuito, com ensopado de borrego, carne de porco, arroz de pinhão, etc. etc. Não foram precisos discursos. As pessoas reconhecem os seus benfeitores. Mas, quem pagou? O contribuinte, com certeza.
Com o Arq. Pedro Paredes não haverá almoços de borla, porque numa sociedade responsável todos sabem que os almoços grátis não existem. É preciso sempre pagar o que se consome. Mas há partidos que só sabem gastar o dinheiro dos outros.
Queremos ser tratados como camarões ou como pessoas livres?
Miguel Mosquito

15 setembro 2005

 

Lembra-se ?

Que imagem foi mostrada no espaço público e pois censurada pela Vereadora da Cultura de Alcácer do Sal, no ano 2003 ?






esta ?














ou esta ?















Em que cidade ou a cidades foi mostrada a exposição "Cem Cães - Sem Cães" de Stefan Tuempel sem provocar nenhum problema ?

Istambul ?

Lisboa ?

Alcácer do Sal ?

Responde na caixa dos comentários. O autor da melhor resposta receberá uma garrafa de espumante Vertice-1998. Se forem vários selecionados será tirado á sorte.

 

Promessas...

No último número do jornal Voz do Sado, dedicado às eleições autárquicas, surge uma que captou a minha atenção: a CDU promete um Fórum Cultural Municipal, a instalar, «se possível», no antigo Cine-Teatro Campino. Ao ler aquele «se possível», lembrei-me de uma reportagem dedicada a este espaço, por um jornal setubalense onde, entre outros, eram referidos dois factos:
A CMAS reconhecia já não ter possibilidade de adquirir o Cine-Teatro.
O Dr. Pedro Lynce, na qualidade de co-proprietário, lamentava-se por o mesmo estar destinado a funções diferentes das cinematográficas.
Acresce que a faixa publicitando a sua venda foi retirada, o que indicia que a transacção estará a decorrer, senão mesmo concluída.
Então para que prometer o que antecipadamente se reconhece como impossível? Vício demasiado entranhado?
E se o equipamento instalado no Auditório, onde se inclui uma máquina de projecção, fosse rentabilizado? Qual a desculpa que ainda poderá justificar o facto de Alcácer do Sal, cidade, continuar sem cinema? Se bem me lembro, uma das razões exibidas, aquando da elevação de vila a cidade, foi precisamente a existência de espaços culturais. Mas, onde?

14 setembro 2005

 

Participe


O blog ‘Sal d’Alcácer’ informa sobre a vida em Alcácer do Sal e dá apoio à campanha eleitoral do Arquitecto Pedro Paredes para a presidência da Câmara Municipal.

Se gosta deste blog, ajude a sua difusão na população d’Alcácer. Envie a direção deste blog aos seus amigos e a todas as pessoas que poderão ter interesse neste novo meio de comunicação. http//saldalcacer.blogspot.com

Acenda a luz ao fundo do tunel !

13 setembro 2005

 

Para vencer, o PS tem que realizar um milagre

Ao contrário da euforia que parece ter tomado conta do candidato socialista às eleições municipais de Alcácer do Sal, as probabilidades deste se ver como futuro presidente da Câmara Municipal são fracas ou mesmo nulas, se não conseguir mobilizar os eleitores indecisos e sobre tudo os não votantes que representam cerca da metade dos eleitores inscritos no Concelho.

Para ganhar, o PS deve concretizar um milagre, porque a distância entre o PS do titular do cargo, a CDU, é demasiado grande. Com quase 60% dos votos, a CDU obteve nas últimas eleições de 2001 o dobro dos votos do PS. É verdade que com a partida de Rogério Brito, ficam trinta anos de reino ininterrupto, com o favoritismo que dele resulta, mais um candidato pouco popular. Tudo isto irá custar muitos votos ao PCP. Mas será que é suficiente para levar o PS ao poder?

Para ganhar uma maioria relativa, o candidato socialista devia pelo menos obter 1.100 votos mais que da última vez, o que quer dizer uma melhoria de 58% em relação ao desempenho de 2001.

O CDU teria que perder pelo menos 23.5%, isto é quase um quarto do seu eleitorado. Uma queda desta ordem é pouco provável, se se levar em linha de conta que, à volta de Alcácer (com excepção da pequena vila de Torrão e de Comporta, onde o PS vai à frente), o PC pode contar com um eleitorado fiel, na sua maior parte composto por operários agrícolas e reformados. No campo, o PC obteve, da última vez, uma pontuação de 75% dos votos, com 46% do seu eleitorado a habitar as aldeias entre Casebres, Rio do Moinho, Vale de Guizo e Carrasqueira, enquanto que o campo em questão conta apenas com 33% dos inscritos nas listas eleitorais. Portanto, mesmo que pareça que vá perder, e perder em grande, será pouco provável que o PC saia suficientemente enfraquecido das eleições para poder perder a Câmara.

Além disso, o PS deve poder contar este ano com quatro rivais, enquanto que, em 2001, tinha apenas um único rival, o PSD - sempre sem possibilidades em Alcácer – para disputar o lugar ocupado pela CDU. Os novos concorrentes, Movimento dos Cidadãos, Bloco de Esquerda e CDS/PP, em conjunto, poderiam obter uma pontuação de cerca de 8 ou 9% dos votos e destruir assim as esperanças de uma vitória socialista. É sobretudo a lista de Júlio Nunes, que pretende congregar os cidadãos que estão fartos dos partidos políticos, que pode dificultar a vida ao PS.

O mérito de Júlio Nunes é ter compreendido primeiro que todos, a necessidade de mobilizar as pessoas e de as envolver num debate sobre o futuro. O PS subestimou a atracção que o seu apelo pode exercer sobre as pessoas descontentes ou apenas desejosas de se fazer ouvir ou de se exprimir. O aparelho local do PS tem ainda muito a aprender na questão da abertura.

O PS só ganhará as eleições se conseguir mobilizar uma grande parte (um quarto pelo menos) dos eleitores que, tradicionalmente, não vão às urnas. Da última vez eram 46% dos eleitores. O enorme interesse que suscitou o primeiro debate entre os candidatos no Auditório Municipal (assistiram mais de 240 pessoas, embora a sala não comporte mais de 200 lugares), a presença em massa de jovens e menos jovens, a inteligência das questões colocadas, tudo isto faz pensar que entre os mais jovens, a sociedade civil começa a despertar.

Sem mobilizar em massa os não votantes, o PS não conseguirá retirar o número de votos suficiente ao PC para chegar à cabeça no escrutínio. Se o Bloco de Esquerda, o Movimento dos Cidadãos e o CDS-PP obtêm cerca de 8-9%, a que outro local se poderão ir buscar as reservas, se não for aos não votantes? Com Pedro Faria Lynce como cabeça de lista, o PSD irá muito provavelmente manter a sua pontuação de 10 – 11% dos votos, ou mesmo ligeiramente melhor. O terreno de caça ao voto torna-se assim muito pequeno.

É necessário que pelo menos 1.400 pessoas das 5.700 que não votam normalmente, se dirijam desta vez às urnas, para que o PS possa ter quaisquer probabilidades de ganhar uma maioria relativa, mesmo fraca. Se ganhar, será por uma unha negra, como se diz. Todos os votos contam, mesmo todos.

Netas circunstâncias, qualquer euforia pré-vitoriosa é deslocada e contra-produtiva. A campanha do PS deve finalmente ganhar força e velocidade. Todos os homens e mulheres a bordo! Os caros candidatos à Assembleia Municipal e às Freguesias, que ainda há uns dias se encontravam de férias ou pura e simplesmente não se envolveram na campanha, devem finalmente responder à chamada. A partir de agora, a campanha é todos os dias.

E o candidato Pedro Paredes tem que rever o seu discurso eleitoral. No debate de Sexta-feira passada, decepcionou bastante, pois não conseguiu agarrar a oportunidade de fazer um balanço dos últimos anos da governação da CDU ou de apresentar quaisquer propostas concretas. Com generalidades e gestos teatrais, não vai ganhar um público, curioso, preocupado e motivado, para a mudança.

O debate previsto para Quinta-feira, dia 15 de Setembro, pelas 21 horas, no Auditório Municipal, vai reunir de novo as várias listas. Esperemos que, desta vez, Pedro Paredes se apresente sem crispações, mais humano e concreto. É um homem que conhece os dossiês e que tem uma visão para Alcácer. Esperemos que a ponha à discussão e que a defenda.
Miguel Mosquito

 

E continuam a meter água...

No rescaldo do debate promovido no auditório municipal, o portal Setúbal na Rede destaca uma afirmação de Jerónimo Matias: “A construção de um centro de actividades náuticas para instalação de escolas de diferentes modalidades já está aprovado”. Vício das promessas em período eleitoral ou necessidade de botar faladura? Não seria preferível limpar primeiro o rio, tratar esgotos, tornando-o um lugar aprazível, atraente e convidativo?
Ao fim de tantos anos ainda não perceberam que não basta construir para que qualquer estrutura desportiva passe a ter os utilizadores merecidos? Os pavilhões, centros desportivos e estádios não podem ser um fim em si mesmo, algo que se finaliza com a cerimónia de inauguração; são, pelo contrário, um instrumento, um recurso a que os munícipes, quando habituados e motivados dão alegria, sentido e vida.

09 setembro 2005

 

Por que motivo apoio a candidatura de Pedro Paredes.

Entre todos os outros motivos que, na minha opinião, advogam uma mudança na presidência da câmara, o primeiro é a necessidade de uma alternância de poder. A câmara de Alcácer é governada, desde a Revolução dos cravos, pelo Partido comunista. Em toda a parte do mundo, os que estão no poder durante demasiado tempo acabam por considerar a cidade ou o país que governam como seus. Apropriam-se da coisa pública em lugar de servirem a coisa pública.

O que é que se vê em Alcácer do Sal: uma câmara cujo número de funcionários cresce de ano para ano, mas que nem por isso ganha em eficácia. Um poder que é cada vez mais fechado, em vez de transparente. Será que é a Assembleia municipal que controla o poder, como devia fazê-lo? Não, ela tem vindo a apagar-se e não exageraríamos se disséssemos que ela faz parte do próprio poder.

Mas, comecemos a análise por onde ela deve começar: vivemos numa cidade pequena, de belas tradições, mas «estranhamente inerte», como se diz num guia turístico francês. Claro que isto não se deve essencialmente à Câmara, mas à estrutura desta sociedade, ainda muito rural, do Concelho de Alcácer, muito marcada pelo autoritarismo, pela pobreza, por um nível de educação muito baixo e por uma total falta de perspectivas, que não seja a emigração.

Que isto não agrade a alguns ou que os choque até, é possível, mas não me parece exagerado constatar que 31 anos depois da Revolução dos Cravos, a maioria das gentes de Alcácer continue fechada numa mentalidade pré-democrática. A maioria dos adultos receia a própria sombra, não se atreve a comprometer-se, apaga-se perante a autoridade, só pensa em si próprio, tem uma atitude cínica em vez de cívica, falta-lhe o sentido de responsabilidade e mais não digo...

Para daqui sair não basta alterar as responsabilidades da Câmara, é necessário fazer evoluir as mentalidades das gentes para que acabem por gostar de construir uma sociedade civil. O que é que o poder local fez neste sentido? Será que é o motor desta evolução ou antes o seu travão? Procura a participação dos cidadãos ou fecha-se sobre si mesmo? Ouve e favorece o debate ou mostra-se arrogante? Aceita as críticas ou fustiga os que o incomodam?

Onde está a transparência deste poder? É os «amigos em primeiro lugar» ou escolhem-se os melhores? Respeitam-se os procedimentos claros ou procura-se dar-lhes a volta? Procura-se informar o mais honestamente possível ou manipular?

Parece-me que o balanço desta Câmara não é positivo em relação a qualquer destes critérios. É verdade que é difícil conseguir a participação dos cidadãos que não têm esse hábito, não acreditam nele e têm prazer numa resignação cínica. Mas o poder local deve ser o motor da modernização e da democratização. Não deve ser o seu travão.

Pedro Paredes escolheu como sua prioridade para Alcácer a participação dos cidadãos nas decisões do poder local. Por trás do seu slogan «Alcácer para todos» surge o seu desejo de estimular as iniciativas privadas e de as encorajar através de uma parceria público/privado. É neste contexto que procura igualmente implementar aquilo que ele chama uma «cultura de cliente nos serviços municipais». Isso significa conferir ao serviço público a noção de serviço e tornar o serviço público mais próximo do cidadão, através de uma certa descentralização das tarefas para as juntas de freguesia.

Tudo isto é bastante promissor, embora difícil de realizar. Mas mesmo o caminho mais longo começa com um primeiro passo. E para que Alcácer possa iniciar esse caminho, o primeiro passo é votar em Pedro Paredes.
Miguel Mosquito

 

Experimente através do «Google»

Vivemos numa cidade pequena, de belas tradições, mas «estranhamente inerte», como se diz num guia turístico francês ou «meia-morta» como se diz num guia italiano, a propósito de Alcácer. – Se não acredita, experimente e digite no «Google» estas duas palavras: «Alcácer» e «adormecida». Vai ficar surpreendido com a quantidade de literatura que associa Alcácer do Sal a «adormecida».

 

Reajam, camaradas!

São cada vez mais os que visitam o blog «Sal de Alcácer». Mas ninguém, ou quase ninguém, reage. É por timidez? Então, coragem! É por ignorância? Então, aqui vai como fazê-lo: por baixo de cada «post» (=contribuição) há uma pequena barra com a palavra «comentário». Clique sobre esta palavra «comentário» e abrir-se-á uma janela. Pode aí digitar o seu comentário. No fim, pode escolher entra assinar com o seu próprio nome (o que é sempre preferível em democracia) ou enviá-lo anonimamente (o que eu, pessoalmente, acho menos bem). Então, agora é só reagir!

 

A FÁBULA DOS "CEM CÃES" EM ALCÁCER DO SAL

Como a exposição "Cem Cães - Sem Cães" foi abortada numa pequena cidade alentejana
Era uma vez um pintor, vindo de longe, que gostava de retratar a alegria e a tristeza, a inveja e a ternura, o amor e a infelicidade, que uns causam aos outros e a si próprios. Em poucas palavras, gostava de mostrar às pessoas um espelho delas próprias e para isso, chamava às suas pinturas "auto-retratos". Mas, em vez de pintar seres humanos, retratava cães. Ao fazê-lo, inspirava-se no famoso escritor francês De La Fontaine cujas "fábulas" são conhecidas em todo o mundo, e que um dia afirmou: "Sirvo-me dos animais para instruir os homens".
Os cães do pintor alemão tinham os dentes compridos. Embora ladrassem em silêncio, ninguém podia duvidar da sua agressividade. Os cães possuíam também os seus órgãos sexuais e, como todo o cão que se preza, não se privavam de os utilizar.
As pinturas em tela dos "Cem Cães - Sem Cães" foram exibidas na Turquia, na Alemanha e por fim em Lisboa, e a Câmara Municipal de Lisboa até enviou uma carta ao pintor para o felicitar sobre o êxito da exposição.
Até que um dia, uma pessoa vinda de Alcácer do Sal, ao ver todos aqueles cães pendurados das árvores do Campo dos Mártires da Pátria em Lisboa, exclamou "Oh, que bela exposição. As pessoas de Alcácer têm que ver isto, pois os cães fazem parte do seu quotidiano e teriam muito a aprender. Talvez não tanto sobre os cães, como sobre elas próprias."
O homem de Alcácer - que na realidade também era estrangeiro, como o pintor - contactou-o, e contactou também o Califado de Alcácer para pedir autorização para exibir a exposição nas ruas da cidade e nas muralhas do castelo.
O Califa e o seu adjunto, responsável pela cultura, acharam esta proposta especialmente atraente, pois a cidade estava em plenos preparativos para a sua festa anual. Como todos os anos, devia haver, entre outros, concursos de cães. Assim, a autorização foi concedida e foi mesmo prometido um auxílio ao estrangeiro, na forma de uma grua mecânica e dois homens para pendurar os cães nas árvores e nos mastros que, com os seus ninhos de cegonhas, são visíveis de longe, na colina do castelo.

Um belo dia de Maio, o pintor chegou a Alcácer do Sal e, com a ajuda de dois homens do Califado, começou a pendurar os quadros de cães nas árvores da praça.
Num dos quadros via-se um cão a tomar banho. Num outro, estava escrito "Quem não tem cão, caça com gato". Num terceiro, via-se um cão enorme, preso com uma corrente e verde de raiva. Um quarto quadro, mostrava um cão, divertido e feliz, a lamber os beiços. E assim por diante.
Por fim, num dos quadros, podia ver-se o cão "Clinton", grande maestro da música. Numa das mãos a batuta, a outra na braguilha, regia o mundo, ondulando na brisa, por cima das cabeças das pessoas.
O banco da "Má língua" na praça, de repente, era sacudido pelos rumores. Acabava-se a sessão da bolsa dos boatos.
Os velhos que, habitualmente, passavam dias inteiros a contar as suas velhas histórias de caça, tinham encontrado caça grossa: "Às armas, cidadãos!"
O apelo fora ouvido e a batida podia começar. As pessoas nos cafés faziam aquilo que nunca tinham feito. Abandonavam o tele-lixo na televisão - a sua droga quotidiana - para discutir arte. Uns troçavam dos cães e em especial do "Clinton", mas outros não achavam piada nenhuma à história do charuto. O vendedor de lotaria levantava o polegar para mostrar a sua concordância. Um outro, chamado "Zig-Zag", sempre à caça dum biscate, chorava a rir e quase que engolia a sua enorme língua. Um tal João perguntava por que razão os cães eram mostrados tão feios, se os animais eram tão belos. "Está a fazer publicidade a quê?", perguntava uma senhora, já bem acima dos oitenta. "Está a ver, Alcácer, está muito parada", foi o comentário amargo de um jovem perante todas estas críticas. E acrescentou: "Do ponto de vista administrativo, Alcácer é uma cidade, mas na realidade, é uma aldeia". "Aqui, tudo é difícil", concordou o seu amigo.
Tinha toda a razão. "Cave canem" (Cuidado com o cão). O artista não podia adivinhar como o aviso num dos seus painéis era actual. De facto, havia atiradores furtivos entre as pessoas da praça. Armados dos seus telemóveis e escondendo bem o rosto, telefonavam para o Califado da cidade, denunciando a "pornografia" que tinha invadido a praça pública.
O Califa e o seu adjunto bem podiam sonhar com a revolução mundial. No quotidiano, era preciso antes de mais preocupar-se com a manutenção da ordem pública. Como esta estava em risco de tombar, era necessário atacar forte e feio. Impensável permitir que aquela canalhada de cães originasse maçadas em Alcácer do Sal.
Assim, sem prevenir o artista nem o organizador da exposição, enviaram uma equipa de seis homens com seis escadas para a praça, com a ordem "Tudo para o meio do chão". Nunca se tinha visto uma equipa de operários municipais agir com tanta rapidez e eficácia. Não havia nada a dizer. Os mesmos homens que tinham levado seis horas para içar seis quadros de cães, levaram agora menos de três minutos para os arrancar.
Assim que os cães caíram por terra, perguntaram ao artista se queria levá-los consigo ou deixá-los na lixeira. Na praça ficou apenas um único cartaz. O do Partido Comunista. "Todos contra a guerra" era o que se podia ler. E ainda a palavra "VERGONHA".
"São estes os "brandos costumes" de que se gabam as pessoas por aqui?" perguntou o artista ao seu amigo estrangeiro. "Um cão que não sai de casa não deve temer qualquer pontapé", respondeu o outro um pouco evasivo.
Após a partida da equipa de intervenção, a praça, pouco a pouco, retomou a sua calma e os cães de carne e osso retomavam o seu sono. Entre os mais velhos, que se lembravam ainda bem dos tempos da "outra senhora", mais do que um tinha a impressão de ter já vivido cenas como aquela a que se acabava de assistir.
No meio da calma reencontrada, alguns dos cães da praça continuavam a cismar. Uma nova inquietação lhes subia à cabeça. Chupavam e voltavam a chupar o seu charuto e perguntavam-se se a nova geração de cães, já de si pouco numerosa, não tinha acabado de emigrar de uma cidade onde não existe nunca razão para ladrar.
O tele-lixo daquele mesmo dia, entre folhetins e talk-shows ordinários, alimentava os seus clientes com um novo episódio da interminável saga da Casa Pia: graças aos seus óculos, um dos deputados da Assembleia da República, tinha acabado de ser identificado nesse mesmo dia, através de uma fotografia, como um dos muitos homens suspeitos de ter abusado, durante anos, das crianças do célebre orfanato de Lisboa. A relação entre poder, sexo e violência: era isso que o artista alemão tinha querido mostrar a seu modo: simplesmente por meio de uma parábola, como o autor das Fábulas de La Fontaine.
Miguel Mosquito

07 setembro 2005

 

Para Paredes não fale só para paredes ...

Sexta-feira, dia 9 de Setembro, as 21 horas, vai ter um grande debate entre todos os candidados para as autárquicas, no Auditório municipal. Moderado por Setúbal em Rede.
Vamos lá todos ..... para dar o nosso apoio ao Pedro Paredes. Para que Paredes não fale só para paredes.....

Desde Sábado passado, o candidato Pedro Paredes tem um local na Praça Luís de Camões, para receber e discutir com os cidadaos de Alcácer do Sal. A sede de sua candidatura está situada na antiga loja do Optico, ao lado do ....Café Califa. Esta aberta todos os dias a partir de 18 horas.

 

Saudades de mais

Há pessoas que nos seus trinta anos já são tão cheios de saudade do passado que, quando forem mais velhos, não terão espaço na sua alma para guardar ainda mais saudades.

 

Citação do dia

"O que me surpreende é o novo. O que me atrai é o futuro. O que me seduz é a promessa."
(Maria de Lourdes Pintasilgo)

 

Que significa a falta de tradição cívica para a eleições autárquicas ? (I)

O socialista Manuel Alegre considera que Portugal não tem “tradição cívica e de voluntariado” que permita o aparacimento de uma “vaga de fundo” à volta de uma candidatura apartidária à Presidência da República. O dirigente do PS respondeu assim aos apoiantes que anteontem, em Viseu, o instigaram a avançar com uma candidatura mesmo sem o apoio do PS. …. “A candidatura é unipessoal, depende da vontade do candidato, e pode ser apoiado por partidos politicos. Eu disse que estava disponível, não foi acompanhado pelo partido (…..) e sabemos que, no nosso sistema político, o apoio dos partidos é importante”, enfatizou.
“Há paises que têm uma grande tradição de iniciativa cívica, de voluntariado. Se eu fosse americano, numa situação como a que nós estamos a viver, faria uma conferência de imprensa, diria que sou candidato e com certeza que imediatamente havia muitos voluntários por todo o país, a apoiar a minha candidatura. Neste país, não temos esta tradição, dos clubes cívicos, dos clubes políticos. Se esssa vaga de fundo surgir, algo de novo estará a acontecer no nosso país”, acrescentou. “ Por isso, fiquei onde fiquei, o resto está nos mãos dos cidadãos”, realçou, sublinhando no entanto que não alimenta nenhuma exspectativa nesse sentido. Ainda assim, frisou que “a democracia não pode viver fechada nos guetos partidários e institucionais”, até porqué a própria Europa exige maior participação democrática e mais participação dos cidadãos”. …..
(Público du dia 1 de Setembro 2005).

Parece-me ser uma dupla lição a reflectir para todos que querem acabar com os regimes unipartidários que estão a governar o Concelho de Alcácer do Sal - e, ainda, muitos outros concelhos do país - desde trinta anos.

 

AVISO



A burocracia não para. Nem, nos carrils entre arrozais e floresta no Concelho de Alcácer do Sal.
É por isso que este pais está tão parado......

05 setembro 2005

 


Os mais velhos em Alcácer só conhecem quarenta anos de poder local salazarista e trinta anos de poder local comunista. - Os mais jovens conhecem só trinta anos de poder local comunista.
A hora é de mudar !
Para uma democracia mais viva, onde todos participam !

 

Early bird


The early bird ...
... catches the worm.
The others dream about it.

01 setembro 2005

 

Há um Toiro Fernando nas eleições autárquicas ?



Este é a história do Toiro Fernando que não gostava de combater, nem de barulho, nem de gente, mas gostava de andar sozinho e cheirar as flores... Quale é a relação com a 'campanha eleiroral autárquica' em Alcácer do Sal ? - Para ter mais ideias, recomendo a leitura da história do escritor espanhol Munro Leaf, accampahanda pelos desenhos de Robert Lawson. Toda a história no site http://pages.prodigy.net/poss/ferdinand/







 

A Bela Adormecida

Dessenho: CC Fotomontagem: MM

A Bela Adormecida
Profecias das fadas
Tu seras bela, serás graciosa,
Terás o encanto puro da rosa
No teu sorriso, no teu cantar
E na candura do teu olhar.

Eu profetizo, neste momento,
Nobre caráter, grande talento.
Eu te desejo, por meu condão,
Que tenhas sempre bom coração.
Com tais virtudes, gentil princesa,
Seras perfeita pois, com certeza,
Cheia de encanto, graça e bondade
Encontraras a felicidade.

Dom da Fada Azul
Adormecerás por longos anos
Porém, ouve o que te digo :
Neste palácio, dormirão todos contigo
E assim permanecerão a dormir e a sonhar
Até que, um dia, alguém virá te acordar.

Canção da Fiandeira
Girando, girando, não paro de girar
Trabalho cantando na roda de fiar.
A velha fiandeira trabalha sossegada
A noite inteira na roda encantada.
Girando, girando, não paro de girar
Trabalho cantando na roda de fiar.

Canção do Principe
A cantar, belos bosques em flor
Hei de achar o meu sonho de amor
Na floresta, a fugir da cidade
Hei de achar a felicidade.

Dueto Final
Nesta linda manhã de primavera A mais bela, talvez, de minha vida Como se fosse um sonho, uma quimera Eu encontrei a Bela Adormecida.
Quando você chegou sorrindo Cheio de Ternura e Bondade Eu sonhava dormindo Com a felicidade.

Elza Fiúza

 


O homen, capaz de construir pontes, infelizmente vai-se. O que fica é o peso do aparelho do partido. - Por isso, é hora de mudar !!

 

Pólo da Biblioteca Municipal do Torrão

Parece que as estantes escolhidas para o Pólo da Biblioteca Municipal do Torrão têm 2,40 de altura!!!


Será que oferecem uma escada/escadote a cada futuro utente???