31 agosto 2005

 

Na espera do candidato ....


Na espera da apresentação do candidato Pedro Paredes, os cabelos caiem, as paredes fazem tic-tac, tic-tac, tic-tac, e os relógios contam as horas.

26 agosto 2005

 

do querer mais


A gente passa anos a ver estes senhores, os mesmos por anos e anos, e a gente quer acreditar que, o que fazem, fazem por bem, mesmo que a gente, lá fundo, saiba que isso não chega.

À laia de exemplo, já lá vão uns tempos, entusiasmava-me com a construção de um auditório, bem pertinho de casa. Por fim, poderia assistir a um ou outro filme em condições, espectáculos e afins. E tudo a dois minutos de minha casa, mesmo descontando o tempo dispensado às vizinhas que se debruçam nos muros apanhando a 'fresca', abençoados, era mesmo o que vinha a calhar. E depois lá veio a notícia, afinal filmes não temos. A gente, que remédio, encaixa, menos mal que haja a obra, terão feito o melhor que puderam e/ou sabiam. Mas são sempre estas pedrinhas no sapato que me deixam a pensar que falta ainda quem possa ou saiba fazer mais ou, pelo menos, fazer melhor. Que diabos, a terrinha merece, não?



Cláudia Caetano

24 agosto 2005

 

O Dia do Algarve em Alcácer do Sal

Fotomontagem: MiguelMosquito
Escolha a sua legenda para este imagem:
1. - O Dia do Algarve em Alcácer do Sal
2. - O segundo falacimento dos camarões do rio
3.- Se quisere alternativas, adira ao Slowfood-Portugal

(Fica descansado: ainda não há Dia de Algarve em Alcácer do Sal)

 

As duas paixões

As duas paixões dos Portugueses no verão: bola/praia e praia/bola
E as elecções autarquicas ? - hi,hi,hi.....

19 agosto 2005

 

Agora, é a época da recolha do sal



Sobre a história do sal de Alcácer, visitar o sítio do Convívio de Arrábida de Slowfood Portugal:
www.slowfood.pt Abrir: Leitura: Caracol I (2004).

Existem ainda duas salinas no Concelho de Alcácer do Sal:

A salina Dona Catarina em Batalha e uma salina em Cachopos.

Aquí fotos da salina Dona Catarina da familia Carlos Bicha & Filhos



Fotos e fotomontagem : Miguel Mosquito


18 agosto 2005

 

Serôdios amores

Em tempos de campanha, não há candidato que não espalhe os seus amores pela terra onde angaria votos, tecendo loas à sua beleza, virtudes e potencialidades, estas últimas normalmente remetidas para o futuro.
Assume, nesse momento, particular importância o ter nascido na terra, Alcácer do Sal, neste caso; ainda que essa casualidade seja o resultado de vontades, dos pais, para as quais o, agora, candidato e, então, nascituro não foi tido nem achado. Porque, quando teve capacidade de decisão, logo saiu dessa «terra maravilhosa», fazendo pela vida noutros locais, normalmente a grande cidade.
Apenas quando a necessidade, de votos neste caso, aperta, o amor desperta.
E assim, este amor ao torrão natal, agora declarado e confessado, emerge como algo que ocorre após o tempo, um fruto fora da época, serôdio.

17 agosto 2005

 

Estamos no caminho do progresso para onde?

As eleições municipais estão à porta. A margem Sul de Alcácer embeleza-se para agradar aos cidadãos. Os bulldozers atacam e remexem a terra. Os camiões trazem toneladas e toneladas de terra e de pedras. Para fazer o quê? Um minigolfe! ! Enfim, um minigolfe para divertir os velhos e os novos e certamente para atrair os golfistas de todo o mundo! Se não se pode ter um relvado de 18 buracos, não se quer ficar para trás e oferece-se um minigolfe. O cenário grandioso de Alcácer compensa este golfe em miniatura.

Parece um sonho. Deixemos de lado o contra e o favor do minigolfe, que era um conceito de distracção há quarenta ou cinquenta anos e que, actualmente, já não interessa a ninguém, a não ser àqueles que são pagos para o construir. Vejamos antes essa outra realidade que, na minha opinião, é insuportável e que nos devia fazer pensar: apenas dois bairros de Alcácer dispõem de um sistema de tratamento de águas. São o Bairro de São João e o Bairro do Olival Queimado. 80% das águas residuais de Alcácer continuam a aterrar no Rio Sado. Não há dinheiro para remediar esta situação, que já vem da Idade Média. E isto passa-se no século 21.


O Sado, o nosso principal património, sem o qual Alcácer deixaria de ser Alcácer, transformou-se num esgoto. Sofrem os peixes, sofrem os pescadores, sofrem as actividades náuticas. Sofre o turismo. Mas tranquilizemo-nos. Os camarões que se pescam nas águas sujas do rio, e por vezes directamente junto dos esgotos, continuam a vender-se na praça principal.

Àqueles que clamam: «Estamos no caminho do progresso», gostaríamos de perguntar «no progresso para onde?».
Miguel Mosquito

16 agosto 2005

 

Descentralizar é bom.

Alcácer do sal é um concelho com vantagens interessantes para quem, como eu, tenha vindo da barafunda fixar residência aqui. Está bem situado geograficamente, tem bons acessos rodoviários, não tem problemas de segurança e, desculpem-me o subjectivismo, é um sítio bonito.

É claro que nem tudo são rosas. Alcácer tem um património arquitectónico em decadência. Casas a cair aos bocados não são um bom cartão de visita para terra nenhuma e muito menos o será património histórico ao abandono, pelo menos, aparente. Reparem que eu só posso falar de aparências uma vez que moro aqui há tão pouco tempo que ainda sou uma espécie de turista. Digamos que sou uma espécie de turista residente.

Depois temos os pequenos pormenores que influenciam a vidinha daqueles que cá moram, porque nem só de turismo vive o homem. Estou-me a lembrar, porque fui pai há relativamente pouco tempo, por exemplo, da questão das farmácias. Existem duas! Acho bom. Praticamente ao pé uma da outra…É pena. Não. Não quero uma farmácia à porta de casa para lá ir de vez em quando comprar creme para o rabinho da petiza mas imaginem uma farmácia onde está e a outra, por exemplo, ao pé do tribunal ou até mesmo, desculpem o atrevimento, nos próprios Açougues, indecentemente perto do futuro centro de saúde. Eu sei que as farmácias não andam, mas ficava mais giro ou não? Isto para não dizer mais racional…

Outra coisa que me intriga é a localização do excelente auditório municipal. Provavelmente as razões que levaram à sua construção no bairro do morgadinho prendem-se com questões técnicas, burocráticas e politicas dificilmente ultrapassáveis. Mas imaginem o dito cujo na margem sul do rio Sado onde construíram aquele parque de estacionamento e onde estão a construir o minigolf. Imaginem um auditório municipal erguendo-se orgulhoso no outro lado do rio atrevido do ponto de vista arquitectónico com espaço para respirar, fazendo parte de um plano reconversão mais abrangente daquela zona, bem visível por todos como se fosse um convite permanente à cultura É apenas um exemplo. Podiam tê-lo construído noutro local qualquer. Mas naquele cochicho? Que mania têm as pessoas de encavalitar as coisas. Ainda bem que os reis tinham o saudável hábito de mandar fazer os castelos nas zonas mais altas dos povoados, senão tínhamos a pousada que é outro excelente cartão de visita desta terra, ardilosamente implantada no local da junta de freguesia de Santa Maria do Castelo, que por falar disso deve ser uma espécie de teste final ao merecimento de qualquer forasteiro fixar arraiais aqui. Se não és capaz de encontrar a junta de freguesia não mereces cá viver! Descentralizar é bom… E existem debaixo do nosso nariz bons exemplos disso: a estação de camionagem, o tribunal e o centro de saúde. Mas acho que há uma força sobrenatural que faz com que tudo em Alcácer tenha uma tendência natural para ficar juntinho. A mesma que fez os balcões das instituições bancárias ficarem todos praticamente no mesmo quarteirão…

15 agosto 2005

 

Mini Golf

Mini Golf?

É já... a seguir,
Na Estrada da Ameira:

Buracos à discrição. De todos os tamanhos. Para todos os gostos!!


13 agosto 2005

 

Estacionar em Alcácer

A construção do parque de estacionamento na margem esquerda do Rio Sado, em Alcácer do Sal, não resolveu os problemas de estacionamento na cidade. Várias razões podem ser apontadas: culturais - comodismo do munícipe que só se desloca de carro e falta de incentivo à circulação pedonal; fiscalizadoras - passividade para com os veículos que obstinadamente congestionam a marginal; estratégicas - a limitação de zonas de circulação motorizada conjugada com o aumento de zonas exclusivamente pedonais, desmobiliza, a médio prazo, a utilização do carro...

Há zonas em que achar um lugar para estacionar, de acordo com o código da estrada, é praticamente um milagre.

Um desses locais é exactamente a marginal, especialmente perto da Câmara Municipal. Por isso não entendo as contas que foram feitas.

Ora vejamos:

O Executivo camarário é composto por 1 presidente e 4 vereadores, donde:

Certíssimo!!!

4 vereadores e 1 presidente têm lugar cativo para estacionar o carro de serviço da CMAS 24h por dia, incluindo fins de semana.

Só não entendo porque é que 200mt da Câmara Municipal, em frente da Abegoaria, nos aparece o seguinte:

1 lugar para vereador +

1 lugar para vereador =

2 lugares para vereadores

Façamos então as contas:

1 presidente tem direito a estacionamento cativo 24h por dia, incluindo fins de semana;

4 vereadores, numa área de 200mt, têm direito a 6 lugares de estacionamento cativo, 24h por dia, incluindo fins de semana!!!

PORQUÊ???

Ah, o morador daquela zona não usufrui de qualquer vantagem quando pretende estacionar!!!


 

Para que servem?


PORQUE HÁ QUE APRENDER COM AS EXPERIÊNCIAS QUE NÃO RESULTARAM...





RECONHECER OS ERROS E OS FRACASSOS É UMA PROVA DE INTELIGÊNCIA!

12 agosto 2005

 

Andar de bicicleta em Alcácer


Cada vez mais as cidades são preparadas com ciclovias para entusiasmarem os cidadãos a deixarem o carro e deslocarem-se de bicicleta, ou de skate ou patins para os mais radicais. É um imperativo das cidades modernas ambientalistas/ecologistas ou mesmo uma luta contra o sedentarismo das populações. Quem visita cidades europeias, Amesterdão, Budapeste, Praga..., encontra a bicicleta, ou melhor ciclistas, por toda a parte.

No último "Dia Europeu Sem Carros", 22 de Setembro, a CMAS lançou as primeiras infraestruturas para a criação de um projecto de deslocação de bicicleta em Alcácer (pontos de recolha de bicicletas em diversos locais da cidade).
É um projecto válido se for acompanhado da criação de espaços por onde efectivamente a bicicleta possa circular.

Esperava que o projecto de remodelação do Largo das Camionetas já contemplasse isso, mas o que encontrei foi a total ausência de uma ciclovia, tendo o ciclista de continuar a utilizar a mesma faixa que os veículos motorizados!!!! Por outro lado, o chão empedrado não convida muito a andar de bicicleta!!!!

A imagem deste post pretende mostrar a quem nos governa, como se deve fazer uma ciclovia numa cidade: um espaço paralelo à estrada, de preferência divido em 2 faixas, sendo uma para peões e outra para bicicletas, skates, patins...

Pode ser que me ouçam!

 

Comunicado do Gabinete do Primeiro-Ministro

"Faz o Governo saber que, até nova ordem, tendo em consideração a actual
situação das contas públicas e como medida de contenção de despesas, a
luz ao fundo do túnel será desligada."

 

A limpidez de Alcácer : um dever de cidadânia











A limpidez da cidade deixa muito a desejar. Será por culpa da Câmara que as ruas estão cheias de papéis e de plásticos? Ou será antes culpa dos cidadãos (e dos visitantes)? É verdade que a autarquia é responsável pela limpeza das ruas, mas os cidadãos são responsáveis por deitar fora os seus detritos, por deitar o lixo nos recipientes próprios e por evitar que os seus cães deixem os cartões de visita nos passeios. Tal comportamento tornaria mais fácil a tarefa do serviço de limpeza municipal e permitiria dedicar a fins mais interessantes uma parte dos fundos públicos que é gasta actualmente apenas a remediar a negligência das pessoas.





Pergunto-me também, porquê muita gente, em vez de meter as caixas de papelão nos recipientes de lixo, simplesmente deixan-as ao lado, sem pensar sequer, que isso é feio.





Tenho sempre perguntado a mim próprio por que razão algumas aldeias, como Santa Susana, estão sempre limpíssimas, tão limpas que nos dão vontade de nos sentarmos no chão para um piquenique, enquanto que em alguns bairros de Alcácer os habitantes demonstram tão pouco cuidado com a limpeza da sua cidade. A identificação ou a não identificação das pessoas com a sua comunidade e o controlo social também aí desempenham um papel importante.

Num futuro próximo, o Município irá colocar à disposição dos cidadãos bicicletas gratuitas para as suas deslocações na cidade. Será um novo teste para o espírito cívico dos cidadãos. Em países como a Holanda, a Suécia ou a Dinamarca, este tipo de sistema funciona muito bem. Mas, quando observo o vandalismo ou, muito simplesmente, a falta de respeito pelos bens na via pública em Alcácer, pergunto a mim próprio se não será ainda demasiado cedo para introduzir este sistema aqui. Espero estar enganado. Vamos ver!

08 agosto 2005

 

Mobilisar o desenvolvimento económico e turístico de Alcácer































Toda a gente se queixa que Alcácer está «tão parada» E que haja tão poucas iniciativas por parte da Câmara para desenvolver as actividades económicas e turísticas.

Há algumas iniciativas privadas, mas são isoladas. Existem algumas iniciativas por parte das autoridades municipais, mas não são coordenadas com as iniciativas privadas. Porquê? Em primeiro lugar, por que a Câmara Municipal não possui qualquer interlocutor junto dos privados. Estes não conseguem organizar-se de modo a definir os seus interesses comuns. Houve três tentativas sucessivas, nos últimos anos, para reunir os representantes do sector Horeca, que falharam miseravelmente no meio da indiferença geral.

Quando a Câmara Municipal organizou, em 2004, um debate público sobre o novo «sistema de mobilidades», apenas uma vintena de pessoas se apresentou. Entre elas, o próprio Presidente da Câmara e dez funcionários da Municipalidade. E no entanto, todos os habitantes da cidade foram convidados através de uma carta pessoal. Como se pode então acusar a Câmara de não consultar os cidadãos, e especialmente os comerciantes e os proprietários de restaurantes e de residenciais, quando ela altera completamente o sistema de trânsito na cidade?

Face à indiferença dos cidadãos, «os de cima» têm naturalmente tendência para agir como se não tivessem que dar contas a ninguém. Em plena época turística, revolve-se e torna-se impraticável o Largo de Camões, a nossa principal montra e sala de visitas. Não teria sido possível realizar estas obras durante a época morta?

E há mais exemplos: a Feira do Pimel que tem lugar todos os anos em Junho, à volta do dia de São João, está cada vez mais anémica. Por falta de ideias e de interesse, degenerou numa simples feira de cerveja, de bitoques e de música barulhenta, longe de corresponder à vontade original, que era apresentar uma montra das actividades económicas turísticas e culturais de Alcácer do Sal. Isso não impede as autoridades de se aplaudirem a si próprias e de pretenderem que a feira tem um sucesso cada vez maior. Neste ano em que se comemora o escritor Hans Christian Andersen, recorda-nos o seu conto sobre o «Rei que vai nu». Mas ninguém, na praça pública, ousa proclamá-lo.

O turismo: o Gabinete de Turismo faz a promoção do turismo, nas feiras nacionais e no estrangeiro sem qualquer participação do sector turístico e sem consultar os interessados. A Câmara organiza, ano após ano, um concurso gastronómico, sem consultar os proprietários dos restaurantes sobre o regulamento, nem sobre o momento mais oportuno para o evento, nem sobre a sua difusão na imprensa. Também não pergunta a opinião aos interessados sobre as actividades náuticas, quando destrói os velhos cais e constrói novos. Gostar-se-ia, no entanto, de saber o que a Câmara pensa sobre o modo de facilitar a navegação no Rio Sado.

Mas basta de lamentações. O facto é que se têm as autoridades municipais que se merecem. Compete em primeiro lugar aos cidadãos organizar-se para discutir os seus interesses.

Uma mesa redonda

No que respeita à economia e ao turismo, deveria haver uma mesa redonda, mesmo informal que fosse, que se reunisse regularmente para troca de ideias e de informações e para confrontar os interesses de uns e de outros.

O Presidente da Câmara e os Vereadores competentes poderiam então apoiar-se nessa Mesa redonda para discutir uma estratégia de desenvolvimento local. Uma vez mais, estamos todos no mesmo barco. Cada um tem os seus interesses específicos, mas também temos pelo menos um interesse comum: que Alcácer se torne mais activa e mais jovem. Que a nossa Alcácer do Sal atraia cada vez mais gente de fora e saia enfim do seu sono de «Bela Adormecida».

Sem ultrapassar este isolamento em que cada um faz a sua vida, Alcácer continuará a ser essa cidade «estranhamente inerte», como é descrita num guia turístico francês (Géo).

Para mobilizar novas energias nos cidadãos, vamos começar pelo princípio! As eleições autárquicas são apenas uma etapa neste caminho difícil. Mas uma etapa importante.
Miguel Mosquito

05 agosto 2005

 

Acasos???

Oh! p’ra eles tão juntinhos!!
Chegarão às alianças???
Ficam-se pela «união de facto»???
Acabam à primeira birra???

Aceitam-se palpites.